<p>Durante muito tempo, falar de startups e tecnologia no Brasil significava olhar principalmente para os <strong>grandes centros econômicos</strong>. Mas esse mapa começa a ficar mais diverso, com novos ecossistemas de inovação ganhando espaço em diferentes regiões do país.</p> <p><strong>Santa Catarina</strong> é um dos exemplos mais consolidados desse movimento. O estado levou cerca de quatro décadas para construir um ecossistema que hoje é referência nacional e tenta levar esse desenvolvimento para além de Florianópolis.</p> <p>Em entrevista ao <strong>Podcast Canaltech, Fábio Wagner Pinto, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina</strong>, explica que essa trajetória foi construída a partir da colaboração entre empresas, universidades, entidades e poder público.</p> <p>A estratégia agora passa também por aproveitar as características econômicas de cada região. No oeste catarinense, por exemplo, a força do agronegócio abre espaço para soluções voltadas ao setor. No norte, aparecem áreas como as indústrias metalmecânica e moveleira.</p> <p>Para Fábio, políticas públicas podem ajudar a desenvolver novos polos de inovação, desde que estejam conectadas às vocações locais. Outro desafio é aproximar a pesquisa acadêmica dos problemas enfrentados pelas empresas, aumentando as chances de transformar conhecimento em produtos e negócios.</p> <p>Quando o olhar se amplia para o restante do Brasil, outros sinais de descentralização começam a aparecer.</p> <p><strong>Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional</strong>, afirma que a plataforma da entidade já reúne 26 mil startups. Segundo ele, o Nordeste passou da terceira para a segunda posição entre as regiões com maior número de startups dentro da atuação do Sebrae.</p> <p>No Norte, o executivo destaca <strong>400 startups aceleradas pelo programa Inova Amazônia</strong>. Para Soares, esses movimentos mostram que empreendedores de diferentes partes do país começam a encontrar mais oportunidades para desenvolver seus negócios sem depender exclusivamente dos polos tradicionais.</p> <p>O cenário também acontece em um momento de amadurecimento do mercado brasileiro de startups. Depois de um período marcado por grandes rodadas de investimento e crescimento acelerado, empresas passaram a enfrentar um ambiente de capital mais seletivo e maior cobrança por sustentabilidade dos negócios.</p> <p>Para o presidente do Sebrae, um dos desafios é ajudar essas empresas a atravessar o chamado “vale da morte”, período em que uma startup ainda precisa provar seu modelo de negócio e conquistar condições para continuar crescendo.</p> <p>As duas entrevistas foram gravadas durante o <strong>Startup Summit 2026, em Florianópolis</strong>, evento que reuniu startups, investidores, grandes empresas e delegações internacionais.</p> <p>Você também vai conferir: Óculos da Meta vão impedir gravações escondidas, WhatsApp vai te lembrar daquela mensagem que você esqueceu de enviar e Empresas brasileiras avançam na IA, mas ainda têm dificuldade para medir o retorno.</p> <p>Este podcast foi roteirizado e apresentado por <strong>Fernanda Santos</strong> e contou com reportagens de <strong>Renato Moura, Marcelo Fischer e Bruno de Blasi</strong>. A trilha sonora é de <strong>Guilherme Zomer</strong>, a edição de <strong>Vicenzo Varin</strong> e a arte da capa é de <strong>Erick Teixeira</strong>.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>