<div><figure><img src="https://uploads.agorars.com/2026/05/Fachada-Prefeitura.jpg" alt=""/><figcaption>Crédito: Prefeitura de Cachoeirinha / Divulgação</figcaption></figure></div><p>Decisão aponta abuso de poder político em vídeos publicados nas redes sociais. Ainda cabe recurso</p>
<p>O post <a href="https://agorars.com/rs/metropolitana/justica-cassa-diplomas-de-jussara-cacapava-e-do-vice-em-cachoeirinha/">Justiça cassa diplomas de Jussara Caçapava e do vice em Cachoeirinha</a> apareceu primeiro em <a href="https://agorars.com">Agora RS</a>.</p>
<div><figure><img src="https://uploads.agorars.com/2026/05/Fachada-Prefeitura.jpg" alt=""/><figcaption>Crédito: Prefeitura de Cachoeirinha / Divulgação</figcaption></figure></div>
<p>A Justiça Eleitoral cassou os diplomas de Jussara Caçapava (Avante), prefeita eleita de Cachoeirinha, e do vice Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL). A decisão é da juíza eleitoral Suélen Caetano de Oliveira, da 143ª Zona Eleitoral, e foi proferida no sábado (16).</p>
<p>A sentença reconheceu abuso de poder político na eleição suplementar de 2026. Também aplicou multa de R$ 15 mil para cada um dos investigados.</p>
<p>Jussara ainda foi declarada inelegível por oito anos. A inelegibilidade não foi aplicada ao vice, porque a decisão não apontou prova de participação direta ou anuência explícita dele nos atos analisados.</p>
<p>Cabe recurso da decisão.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-videos-nas-redes-motivaram-acao"><strong>Vídeos nas redes motivaram ação</strong></h2>
<p>A ação analisou dois vídeos publicados no perfil pessoal de Jussara quando ela ocupava o cargo de prefeita interina.</p>
<p>Em um deles, a então prefeita aparece em ação de limpeza urbana, com servidores uniformizados ao fundo, marca d’água com a identificação “Jussara prefeita interina” e uso do bordão “Aqui é trabalho”.</p>
<p>No outro vídeo, Jussara aparece sentada na cabine de uma retroescavadeira durante intervenção no Arroio Passinhos.</p>
<p>Na decisão, a juíza afirma que atos administrativos reais foram transformados em peças de marketing político-pessoal, com uso da estrutura e da imagem da administração municipal para associar a candidatura à execução de serviços públicos.</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Enchente agravou avaliação da Justiça</strong></h2>
<p>A sentença considerou o contexto de Cachoeirinha após a enchente de 2024. A decisão cita que o município foi atingido pela tragédia e que os vídeos exploravam ações sensíveis para a população, como limpeza urbana e desassoreamento do Arroio Passinhos.</p>
<p>Para a juíza, a associação da imagem pessoal da prefeita interina a essas intervenções ultrapassou a prestação de contas e teve contorno eleitoral.</p>
<p>A decisão também aponta que a eleição suplementar teve calendário curto e que as redes sociais assumiram peso maior na disputa, já que esse tipo de pleito não conta com propaganda gratuita em rádio e televisão nem com recursos do fundo eleitoral.</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diferença foi de 530 votos</strong></h2>
<p>Jussara Caçapava foi eleita prefeita de Cachoeirinha em 12 de abril. A candidata do Avante recebeu 43,3% dos votos válidos.</p>
<p>Claudine Silveira (PP) ficou em segundo lugar, com 42,3%. A diferença entre as duas foi de 530 votos, em um total de 58.173 votos válidos.</p>
<p>A juíza considerou a margem estreita como um dos elementos para reconhecer a gravidade do abuso de poder político e o possível desequilíbrio da disputa.</p>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-acontece-agora"><strong>O que acontece agora?</strong></h2>
<p>A decisão determina que, após o trânsito em julgado, o TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul) seja comunicado para adotar as providências cabíveis.</p>
<p>O Código Eleitoral prevê nova eleição quando candidato eleito em pleito majoritário tem o diploma cassado. Como ainda cabe recurso, a realização de novo pleito depende da tramitação nas instâncias superiores.</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que diz a defesa</strong></h2>
<p>A defesa de Jussara e Mano afirmou que recebeu a decisão “com surpresa” e disse que adotará as medidas legais cabíveis nas instâncias superiores.</p>
<p>Em nota, a defesa também lamentou a instabilidade política em Cachoeirinha e afirmou que a gestão seguirá trabalhando normalmente.</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que dizem a prefeita e o vice</strong></h2>
<p><em>NOTA À IMPRENSA</em></p>
<p><em>Recebemos com surpresa a decisão proferida pela Justiça Eleitoral, especialmente por se tratar de apontamentos relacionados a dois vídeos anteriores ao próprio processo eleitoral.</em></p>
<p><em>Respeitamos o Ministério Público, o Poder Judiciário e todas as instituições democráticas, razão pela qual adotaremos as medidas legais cabíveis nas instâncias superiores.</em></p>
<p><em>Lamentamos que Cachoeirinha volte a viver um cenário de instabilidade política e institucional. Ainda assim, seguimos trabalhando normalmente, com responsabilidade, serenidade e compromisso com a população.</em></p>
<p><em>Cachoeirinha, 16 de maio de 2026</em></p>
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