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<img width="1200" height="800" src="https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor.jpg 1200w, https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor-645x430.jpg 645w, https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor-1000x667.jpg 1000w, https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor-768x512.jpg 768w, https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor-639x426.jpg 639w, https://www.osul.com.br/wp-content/uploads/2026/04/expor-120x80.jpg 120w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p>A guerra no Oriente Médio impactou as exportações brasileiras para os países árabes do Golfo, segundo dados da CCAB (Câmara de Comércio Árabe-Brasileira). Para o Brasil, os países representam mercados importantes para produtos do agronegócio e minerais.</p>
<p>Segundo dados da Inteligência de Mercado da CCAB, as vendas para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã, que formam o bloco econômico CCG (Conselho de Cooperação do Golfo), caíram 31,47% em março na comparação anual, para US$ 537,11 milhões.</p>
<p>Apesar do recuo mensal, o desempenho no trimestre ainda é positivo. De janeiro a março, as exportações para o CCG cresceram 8,14% e totalizaram US$ 2,41 bilhões. Considerando os 22 países árabes, incluindo países do Levante e das nações africanas, a alta foi de 3,90%, para US$ 5,13 bilhões no primeiro trimestre de 2026.</p>
<p>Segundo a entidade, o fechamento do Estreito de Ormuz, que restringiu o acesso a portos estratégicos do Golfo, interrompeu uma trajetória de alta nas vendas brasileiras. O impacto ainda não compromete o resultado agregado, mas pode se intensificar ao longo do ano, caso o conflito se intensifique.</p>
<p>Mohamad Orra Mourad, secretário-geral da CCAB (Câmara de Comércio Árabe-Brasileira), destacou o trabalho de orientação em meio aos impactos do conflito geopolítico. “Emitimos boletins diários sobre os países árabes atingidos e trabalhamos com o direcionamento acerca do comércio internacional. O alimento vai chegar com custo elevado devido ao risco por conta do conflito, mas precisamos assegurar, principalmente, a segurança alimentar das regiões”, disse.</p>
<p>“As vendas para o CCG, que concentra os maiores mercados árabes e responde por 47% das exportações para a região, vinham em alta em janeiro e fevereiro na comparação com 2025, segundo melhor ano da série histórica”, afirma o secretário-geral.</p>
<p>Para Mourad o recuo de março decorre do conflito e não afeta o acumulado, mas ainda é preciso observar impactos em decorrência da continuidade do conflito e interrupção do Estreito de Ormuz.</p>
<p><strong>Embarques do Agronegócio</strong></p>
<p>O agronegócio responde por cerca de 75% das vendas à região. As exportações do setor ao CCG caíram 25,38% em março, mas acumulam alta de 6,8% no trimestre, para US$ 1,44 bilhão. Principal item da pauta agropecuária, o frango recuou 13,80% no mês, para US$ 185,50 milhões, mas só 2,32% no acumulado, para US$ 619,12 milhões.</p>
<p>O açúcar, segundo principal produto, recuou 43,37% em março, para US$ 54,07 milhões, mas avançou 26,41% no ano, para US$ 363,11 milhões. A carne bovina destoou, com alta de 23,87% no mês mais intenso do conflito, para US$ 47,75 milhões, além de avanço de 65,29% no trimestre, para US$ 194,56 milhões.</p>
<p>O milho foi o item mais prejudicado pelo o conflito e deixou de ser embarcado ao bloco em março, com queda de 99,96%, para US$ 0,03 milhão. Embora o recuo no acumulado ainda seja limitado a 5,8%, para US$ 61,22 milhões. Por outro lado, o café registrou alta de 34,24% no mês de março, para US$ 9,97 milhões, e de 64,3% no trimestre, para US$ 49,58 milhões.</p>
<p>O recuo nas importações brasileiras de fertilizantes provenientes do CCG é um destaque sobre o comércio entre as regiões. No primeiro trimestre, as compras caíram 51,35%. A região responde por cerca de 10% do fertilizante adquirido pelo agronegócio brasileiro no exterior.</p>
<p>“Esse é um ponto que preocupa tanto o nosso agro quanto os países árabes, que dependem da capacidade do Brasil de vender a eles alimentos excedentes”, pontua Mourad. “É preciso buscar formas de minimizar esses impactos”, concluiu.</p>
<p>No ano passado, o Brasil exportou US$ 21,3 bilhões em produtos para os árabes, principalmente açúcar, carnes, milho e minério de ferro, segundo dados da plataforma ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. (Com informações de CNN)</p>