<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ashley-Judd-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Ashley Judd (Foto: Arturo Holmes/Getty Images)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ashley-Judd-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ashley-Judd-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ashley-Judd-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ashley-Judd-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ashley-Judd.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p id="mntl-sc-block_4-0" class="comp mntl-sc-block mntl-sc-block-html"><span dir="auto">Em entrevista à revista americana </span><em><a href="https://www.vulture.com/article/ashley-judd-answers-every-question-we-have-about-heat.html?isNewSocialUser=false&providerId=google.com" target="_blank" rel="noopener" data-component="link" data-source="inlineLink" data-type="externalLink" data-ordinal="1"><span dir="auto">Vulture</span></a><span dir="auto">,</span></em><span dir="auto"> <a href="https://rollingstone.com.br/tags/ashley-judd/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ashley Judd</strong></a> refletiu sobre seu papel em <a href="https://rollingstone.com.br/tags/fogo-contra-fogo/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Fogo contra Fogo</i></b></a><b><i> </i></b></span><span dir="auto">e a representação das personagens femininas no filme. Atualmente na jornada de reassistir todos os seus trabalhos com o marido, a atriz percebeu uma abordagem machista à sua personagem no clássico policial de 1995.</span></p>
<p class="comp mntl-sc-block mntl-sc-block-html"><span dir="auto">“A representação das mulheres neste filme não é aceitável”, afirmou <strong>Judd</strong> sobre o thriller de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/michael-mann/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Michael Mann</strong></a>. “Eu analiso todos os meus filmes dessa maneira.” </span><span dir="auto">Aos 57 anos, a atriz explicou que revê seus papéis sob uma nova perspectiva, analisando especialmente a representação das mulheres e às maneiras como elas refletem a misoginia internalizada. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jTt_YulSqrc?si=d3J9WmrZhlhLBTmC" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>A crítica da atriz se estende a outros trabalhos de sua carreira. Quando fãs dizem que <em><strong>Beijos que Matam</strong></em>, seu thriller de 1997, é o filme favorito deles, a atriz responde com uma provocação. “Eu digo: ‘Vamos conversar sobre isso’, porque violência sexual masculina e tortura masculina de mulheres não é entretenimento, e é sobre isso que aquele filme trata”, explicou. “Chamar isso de ‘resiliência’ em vez de abordar a desigualdade estrutural que causou o dano em primeiro lugar, todos nós estamos implicados nisso.”</p>
<p><strong>Judd </strong>também defende que, na época, o machismo internalizado era um grande fator para a representação negativa de mulheres na indústria. Sobre <em><strong>Beijos que Matam</strong></em>, a atriz relembrou: “<span class="clay-annotated kiln-phrase" tabindex="0" aria-describedby="annotation-2"><strong><span dir="auto">Sherry Lansing </span></strong></span><span dir="auto">foi a primeira mulher a chefiar um estúdio desde </span><strong><span dir="auto">Mary Pickford</span></strong><span dir="auto">, e defendeu um final mais violento para aquele filme. Tudo isso está internalizado. Todos nós fazemos parte disso. Não estou dizendo que não faço, porque concordei com essas coisas, e hoje não concordaria. É uma parte importante do comentário feito 30 anos depois.”</span><br />
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<p id="mntl-sc-block_11-0" class="comp mntl-sc-block mntl-sc-block-html">A atriz também mencionou <em><b>A Verdadeira História de Marilyn Monroe</b></em> (1996), telefilme no qual há uma cena em uma piscina do Roosevelt Hotel onde ela tira o maiô e seu parceiro de cena, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/josh-charles/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Josh Charles</strong></a>, não faz o mesmo. “Uau, eu não faria isso hoje, e eu questionaria todo mundo sobre isso. Ele deveria ter tirado o maiô dele também, ou ambos deveríamos ter mantido os maiôs. Não é aceitável”, afirmou <strong>Judd</strong>.</p>
<p>Apesar das críticas contundentes, <strong>Judd</strong> deixou claro que não está arrependida de ter participado de <em><strong>Fogo contra Fogo</strong></em>. “Eu adorei fazer parte do filme. E ainda estou feliz por ter feito parte deste filme, e acho que é icônico”, afirmou a atriz.</p>
<p>“É um reflexo da realidade, e a realidade é problemática”, acrescentou <strong>Judd</strong>. “Dizer que o filme é problemático não é colocar a responsabilidade e o foco onde ele está, que é na realidade da qual é um reflexo. Observação e crítica é o que estou oferecendo.”</p>
<p id="mntl-sc-block_25-0" class="comp mntl-sc-block mntl-sc-block-html"><span dir="auto">No filme, <strong>Judd</strong> interpretou <strong>Charlene Shiherlis</strong>, personagem casada com <strong>Chris Shiherlis</strong>, personagem de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/val-kilmer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Val Kilmer</strong></a>. Um criminoso de carreira, a atriz descreveu o relacionamento dos personagens fadado ao fracasso como “Romeu e Julieta, só que ao contrário, não é?”.</span></p>
<p id="mntl-sc-block_27-0" class="comp mntl-sc-block mntl-sc-block-html">A atriz recordou uma cena crucial próxima ao final do filme, onde <strong>Charlene</strong> e <strong>Chris</strong> se despedem sem palavras, enquanto ela faz a escolha de última hora de não o entregar à polícia. “Estou dando liberdade a ele. Eu me distanciei de nós para esta cena”, compartilhou sobre trabalhar com <strong>Kilmer</strong>, que <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/val-kilmer-morre-aos-65-anos/" target="_blank" rel="noopener">faleceu em abril de 2025</a>. “Uma vez que <strong>Val</strong> e eu terminamos as outras cenas, não nos conectamos novamente, o que pode ter, de alguma forma, contribuído para a sensação de finalidade deste momento, e a saudade.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/O3eEKnDK7Kw?si=C1e12lAFxKvSBRxN" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="comp mntl-sc-block mntl-sc-block-html">Além de <strong>Judd</strong> e <strong>Kilmer</strong>, <b><i>Fogo contra Fogo </i></b>era estrelado por <a href="https://rollingstone.com.br/tags/robert-de-niro/" target="_blank" rel="noopener"><b>Robert De Niro</b></a>, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/al-pacino/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Al Pacino</strong></a>, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/jon-voight/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Jon Voight</strong></a>, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/tom-sizemore/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tom Sizemore</strong></a> e <a href="https://rollingstone.com.br/tags/natalie-portman/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Natalie Portman</strong></a>. Desde o sucesso de 1995, <strong>Judd</strong> participou de filmes como <em><strong><a href="https://rollingstone.com.br/tags/frida/" target="_blank" rel="noopener">Frida</a> </strong></em>(2002), <a href="https://rollingstone.com.br/tags/divergente/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Divergente</strong></em></a> (2014) e <b><i>Risco Duplo</i></b> (1999). A atriz também ganhou destaque como ativista, denunciando <a href="https://rollingstone.com.br/tags/harvey-weinstein/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Harvey Weinstein</strong></a> e trabalhando com organizações como a <strong>YouthAid Foundation</strong>, o <strong>Centro Internacional de Pesquisa sobre Mulheres </strong>e as <a href="https://rollingstone.com.br/tags/nacoes-unidas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Nações Unidas</strong></a>.</p>
<p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/como-fogo-contra-fogo-se-tornou-o-filme-policial-mais-amado-dos-ultimos-30-anos/" target="_blank" rel="noopener">Como ‘Fogo contra Fogo’ se tornou o filme policial mais amado dos últimos 30 anos?</a></strong></p>
<p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/filme-que-reuniu-al-pacino-e-robert-de-niro-pela-primeira-vez-chega-ao-streaming/" target="_blank" rel="noopener">Filme que reuniu Al Pacino e Robert De Niro pela primeira vez chega ao streaming</a></strong></p>
<p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/noticia/harvey-weinstein-se-manifesta-enquanto-novo-julgamento-se-aproxima-do-fim-minhas-acoes-foram-imorais-nunca-criminais/" target="_blank" rel="noopener">Harvey Weinstein se manifesta enquanto novo julgamento se aproxima do fim: Minhas ações foram ‘imorais, nunca criminais’</a></strong></p>
<p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/al-pacino-quer-que-timothee-chalamet-o-interprete-em-prequel-de-fogo-contra-fogo/" target="_blank" rel="noopener">Al Pacino quer que Timothée Chalamet o interprete em prequel de Fogo contra Fogo</a></strong></p>
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