Pipes Feed Preview: Rolling Stone Brasil

  1. O bom malandro Don L faz sua estreia no ‘Tiny Desk Brasil’

    Tue, 20 Oct 2026 12:01:22 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Don L" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs.jpg 1920w" sizes="(max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Nesta terça, 20, o rapper cearense estreia no projeto com uma versão intimista do disco indicado ao Grammy Latino 2026</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-bom-malandro-don-l-faz-sua-estreia-no-tiny-desk-brasil/">O bom malandro Don L faz sua estreia no ‘Tiny Desk Brasil’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Don L" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-tiny-desk-@arielabueno_-rs.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>O <a href="https://rollingstone.com.br/tags/tiny-desk-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tiny Desk Brasil</strong></a> lança nesta terça, 20, o episódio com <a href="https://rollingstone.com.br/tags/don-l_1/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Don L</strong></a>. Para a gravação, o rapper cearense chegou ao escritório do Google, em São Paulo, com um presente para a equipe: <em><strong>As Veias Abertas da América Latina</strong></em> (1971), de <strong>Eduardo Galeano</strong>. Para a apresentação, trouxe <em><strong>CARO Vapor II — qual a forma de pagamento?</strong></em> (2025), matéria-prima do repertório. Conhecido como o “rapper favorito do seu favorito” ou “o bom malandro” e indicado ao Grammy Latino 2026 na categoria de <em>Melhor Álbum de Música Urbana em Língua Portuguesa</em>, <strong>Don L</strong> é um dos nomes mais sofisticados do rap brasileiro contemporâneo. Em sua obra, referências a <strong>Belchior</strong>, <strong>Itamar Assumpção</strong>, <strong>Dorival Caymmi</strong> e <strong>Ederaldo Gentil</strong> se encontram com cadências que transformam o capitalismo tardio, a identidade latino-americana e o colonialismo cultural em temas tão urgentes quanto dançantes.</p> <p>Quarto álbum solo de <strong>Don L</strong>, <em><strong>CARO Vapor II</strong></em> dá continuidade ao projeto iniciado 12 anos antes, em 2013, com a coletânea <em><strong>Caro Vapor — Vida e Veneno de Don L</strong></em>. Entre os dois volumes, o rapper desenvolveu a trilogia reversa <em><strong>Roteiro pra Aïnouz</strong></em>. O trabalho de 2025 parte do samba-jazz e percorre a bossa nova, o baião, o funk e o amapiano, aproximando referências da MPB de sonoridades do Sul Global. O álbum conquistou o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira 2026 na categoria <em>Melhor Lançamento de Rap/Trap</em>. Na mesinha, músicas como “<strong>Para Kendrick e Kanye</strong>” e “<strong>Dias de Verão</strong>” ganham versões que colocam à prova a força das composições sem os recursos de produção do estúdio.</p> <p>Para o <strong>Tiny Desk</strong>, <strong>Don L</strong> reuniu uma banda especialmente para o formato: <strong>Alt Niss</strong> e <strong>Terra Preta</strong> nos vocais de apoio; <strong>Fejuca</strong> na guitarra e na direção musical; <strong>Murilo Teixeira</strong> nos teclados; <strong>Dennys Silva</strong> na percussão; <strong>Érica Silva</strong> no baixo; <strong>Pé Beat</strong> na bateria; <strong>Sintia Piccin</strong> no saxofone e na flauta; e <strong>Richard Fermino</strong> no barítone e no trompete. A apresentação conta ainda com a dançarina <strong>Gabb Cabo Verde</strong>. Adaptar um rap construído sobre trechos de gravações, colagens e experimentação eletrônica ao ambiente intimista do projeto trouxe um desafio que o artista descreveu assim: “A instrumentação no rap tem que ser feita de um jeito diferente. Então tem que ter toda uma malandragem ali para a bateria não ir pro rock &#8216;n&#8217; roll. Ainda mais no <strong>Tiny Desk</strong>, que tem que ser tudo na manha. Gostei dessa experiência de não ter retorno, de ser um lance realmente natural”, disse.</p> <figure id="attachment_323811" aria-describedby="caption-attachment-323811" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-323811" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-banda-tiny-desk-@arielabueno_-rolling-stone.jpg" alt="Don L " width="1920" height="1080" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-banda-tiny-desk-@arielabueno_-rolling-stone.jpg 1920w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-banda-tiny-desk-@arielabueno_-rolling-stone-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-banda-tiny-desk-@arielabueno_-rolling-stone-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-banda-tiny-desk-@arielabueno_-rolling-stone-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/don-l-banda-tiny-desk-@arielabueno_-rolling-stone-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-323811" class="wp-caption-text">Don L e sua banda no Tiny Desk Brasil (Foto: Ariela Bueno @arielabueno)</figcaption></figure> <p>A passagem pelo <em><strong>Tiny Desk Brasil</strong></em> oferece uma nova dimensão à trajetória de <strong>Don L</strong>. Nascido no Distrito Federal, mas criado em Fortaleza, onde iniciou a carreira no grupo <strong>Costa a Costa</strong>, o rapper construiu, ao longo de duas décadas, uma obra que transforma o deslocamento geográfico e cultural em perspectiva artística. Das vendas de CDs piratas na Praia do Futuro à indicação ao Grammy com um disco que cita <strong>Gonzaguinha</strong> e debate imperialismo, sua trajetória mantém a vida e a escrita em diálogo constante. O próprio artista resume essa relação: “Preciso que as rimas mudem minha vida e preciso que a vida mude minhas rimas. Porque as duas coisas andam meio juntas”.</p> <p>O episódio integra a nova temporada do <strong>Tiny Desk Brasil</strong>, que completa um ano neste mês, após a estreia em outubro de 2025. O Brasil é o terceiro país do mundo a ter uma versão própria do projeto da <em>NPR</em>, depois do Japão e da Coreia do Sul. Com patrocínio do Itaú Live, a nova fase mantém a tradição do formato original: os episódios são lançados às terças, e as atrações permanecem em sigilo até o dia da estreia. Já o <strong>Tiny Talks</strong>, bate-papo adicional com os artistas, vai ao ar às quintas, sempre às 11h, no canal do projeto no <strong>YouTube</strong>.</p> <p><iframe title="Estreia : Tiny Desk Brasil" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/YrPwqCMTkrk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/paulinho-da-viola-relembra-6-decadas-de-historia-em-novo-episodio-do-tiny-desk-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Paulinho da Viola relembra 6 décadas de história em novo episódio do Tiny Desk Brasil</strong></a></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/criolo-se-emociona-ao-revisitar-no-na-orelha-no-tiny-desk-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Criolo se emociona ao revisitar ‘Nó na Orelha’ no Tiny Desk Brasil</strong></a></p> <p><!-- notionvc: ac31cdc9-27c3-4b0b-bbd0-429692f84318 --></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-bom-malandro-don-l-faz-sua-estreia-no-tiny-desk-brasil/">O bom malandro Don L faz sua estreia no ‘Tiny Desk Brasil’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  2. Criador de ‘Crazy Taxi’, Kenji Kanno fala à RS sobre novo game, mapa do Brasil, polêmica com IA e mais

    Tue, 20 Oct 2026 11:35:37 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="&#039;Crazy Taxi World Tour&#039; (Foto: Divulgação/SEGA)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Previsto para 2027, ‘Crazy Taxi: World Tour’ marca o retorno da série da SEGA após mais de duas décadas, com cinco mapas e a volta de The Offspring e Bad Religion à trilha sonora</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/rs-gaming/criador-de-crazy-taxi-kenji-kanno-fala-a-rs-sobre-novo-game-mapa-do-brasil-polemica-com-ia-e-mais/">Criador de ‘Crazy Taxi’, Kenji Kanno fala à RS sobre novo game, mapa do Brasil, polêmica com IA e mais</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="&#039;Crazy Taxi World Tour&#039; (Foto: Divulgação/SEGA)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crazy-taxi-rolling-stone-sega.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>O Brasil é a quarta parada de <em><strong>Crazy Taxi: World Tour</strong></em>! O mapa inspirado no país foi apresentado na Brasil Game Show 2026, por <strong>Kenji Kanno</strong>, criador da franquia e produtor do novo jogo da <strong>SEGA</strong>. O cenário reúne ruas de uma cidade grande e trechos de litoral, além de fachadas de redes como Habib&#8217;s, Fogo de Chão e Fast Shop.</p> <p>Anunciado em junho, o título é o primeiro grande lançamento da série desde 2002. Na campanha, o taxista <strong>Axel</strong> percorre cinco mapas em busca dos vilões mascarados que roubaram seu carro. Alemanha, Japão e Brasil são os destinos internacionais já revelados.</p> <p>O jogo também terá modos para vários jogadores, personalização de veículos e um modo de fliperama que recupera a fórmula clássica, com o retorno de <strong>The Offspring</strong> e <strong>Bad Religion</strong> à trilha sonora. As plataformas confirmadas são Xbox Series X|S, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e PC.</p> <p>Em entrevista à <a href="https://rollingstone.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Rolling Stone Brasil</strong></em></a>, <strong>Kanno</strong> falou sobre o retorno da franquia, a escolha do Brasil, a trilha sonora e as críticas ao uso de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noopener">inteligência artificial</a> generativa no desenvolvimento.</p> <p><em><strong>Você descreveu o retorno de Crazy Taxi como resultado de uma série de coincidências quase milagrosas. O que precisou se alinhar para o projeto sair do papel?</strong></em></p> <p>Depois do lançamento de <em><strong>Crazy Taxi</strong></em>, a gente trabalhou na série por um tempo, e depois ela ficou muitos anos parada. Nesse período, trabalhei em vários outros títulos e já tinha vontade de retomá-la. Essa vontade coincidiu com uma nova diretriz da empresa: reviver as séries antigas e apresentá-las ao público de hoje. O momento certo encontrou essa vontade, e foi assim que o projeto começou.</p> <p>Além disso, a gente vive em um mundo com muitas notícias ruins, muita coisa ruim acontecendo. O que <em><strong>Crazy Taxi</strong></em> sempre teve de bom é que você joga, se diverte e fica mais leve. Então, a ideia era trazer algo que fizesse as pessoas sorrirem, que elas pudessem jogar para relaxar. É um consenso: todo mundo da equipe compartilha esse pensamento.</p> <p><em><strong>A equipe de Crazy Taxi: World Tour tem alguns desenvolvedores que nunca trabalharam nos jogos anteriores. Como transmitir a essência de Crazy Taxi para quem chegou agora?</strong></em></p> <p>Temos veteranos na equipe também, mas, ao mesmo tempo, tem bastante gente nova. O importante foi manter o diálogo, com muitas conversas sobre o que <em><strong>Crazy Taxi</strong></em> deve ser. E o que mais valorizamos foi não entregar o jogo do passado exatamente como ele era, mas pensar em como fazer um novo. Para isso, todo mundo discutiu junto o que manter dos títulos antigos, o que mudar e que nova experiência oferecer.</p> <p><em><strong>Alemanha, Japão e Brasil estão entre os mapas. Como os países foram escolhidos e o que chamou a atenção no Brasil?</strong></em></p> <p>O conceito de <em><strong>Crazy Taxi: World Tour</strong></em> é rodar o mundo. Quando definimos que seriam cinco cidades, a ideia foi ter lugares de continentes diferentes. Queríamos representar um país da América do Sul e escolhemos o Brasil porque ele combina com a paixão de <em><strong>Crazy Taxi</strong></em>. É um lugar de pessoas alegres, cheias de energia e que gostam do jogo. Os outros países foram escolhidos seguindo a mesma lógica: lugares interessantes, onde seria legal ambientar as corridas.</p> <p><em><strong>E como foi para vocês trasmitirem a essência de cada país sem cair em estereótipos pejorativos?</strong></em></p> <p>O primeiro passo, para qualquer país, é pesquisar muito bem. Hoje, há muito material na internet, como fotos e vídeos, que serve de base. Também conversamos com as outras divisões da <strong>SEGA</strong>, na Europa e na América, e com pessoas de outras nacionalidades dentro da empresa, inclusive brasileiros, para entender o que é importante ressaltar e o que não faz sentido. Em alguns casos, a equipe foi até os lugares para fazer pesquisa de campo. É um trabalho extenso, em várias frentes, para não cair nesse tipo de armadilha.</p> <p><em><strong>Mudando de assunto, a trilha sonora é uma parte importante da série. Como vocês decidem quais músicas entram e quais ficam de fora?</strong></em></p> <p>O que a gente faz é um jogo de ação com carros. Quando escolho as músicas, penso no ritmo e na sensação que quero transmitir a quem joga. O critério é o que combina com a ação, com as batidas de cada momento da partida.</p> <p><em><strong>The Offspring e Bad Religion estão de volta. Qual é a sua relação com essas bandas?</strong></em></p> <p>Eu gosto das bandas, claro, mas o mais importante para a equipe é saber se a música combina com o clima do jogo. No original, por exemplo, os carros foram inspirados nos clássicos americanos dos anos 1960 e, na época, os <em><strong>X Games</strong></em> faziam muito sucesso. Então, fazia sentido usar o tipo de som que tocava ali. No jogo novo, há outras escolhas, mas <strong>The Offspring</strong> e <strong>Bad Religion</strong> não poderiam faltar. São imprescindíveis.</p> <p><em><strong>Falando em novas features do game, os jogos clássicos não tinham personalização de veículos, mas Crazy Taxi: World Tour agora tem. Por que incluir esse recurso agora?</strong></em></p> <p>Os anteriores eram jogos de fliperama, e este está sendo feito pensando nos consoles. Então, era importante que o jogador tivesse uma sensação de evolução, não só na forma de jogar, mas também no carro. Por isso, decidimos explorar a personalização, algo que a gente nunca tinha feito. E é uma coisa que quem gosta de carro curte fazer.</p> <p><em><strong>Ainda nesse quesito, há muitos espaços vazios na seleção de veículos. Dá para esperar colaborações com outras marcas e franquias, como acontece em Fortnite?</strong></em></p> <p>Deixa eu devolver a pergunta: você ficaria feliz se tivesse algo assim? Não estou dizendo que está nos planos, mas, se você pergunta, é porque espera alguma coisa do tipo. O que imagina?</p> <p><em><strong>Um Batmóvel, por exemplo. Colaborações nesse sentido.</strong></em></p> <p>Interessante, mas por enquanto, prefiro não comentar se haverá colaborações.</p> <p><em><strong>Agora, eu queria comentar sobre a polêmica envolvendo o uso de IA generativa em artes conceituais e referências do game — que irritou parte dos fãs. Como você recebeu as críticas e quais foram os limites desse uso?</strong></em></p> <p>Queria esclarecer um mal-entendido. A IA foi usada para gerar amostras de ideias que serviram de referência antes da produção. Ela não foi usada no material que está, de fato, no jogo, que é todo feito manualmente pela equipe. No primeiro anúncio, a nossa comunicação foi falha, e ficou a impressão de que estávamos desenvolvendo o jogo com IA, o que não é o caso. Por isso, voltamos a explicar como ela foi usada. Acho que, quanto mais a gente divulgar material e conversar com as pessoas, mais esse mal-entendido vai se desfazer.</p> <p><em><strong>Para fechar, 27 anos depois do primeiro Crazy Taxi, o que a série representa para você?</strong></em></p> <p>É um título especial para mim. O que eu sinto é que, mais de 20 anos depois, ainda há muita gente que gosta de <em><strong>Crazy Taxi</strong></em> e que esperava um jogo novo. Ver essas pessoas felizes com o anúncio me enche de gratidão. Conseguir levar um sorriso para elas é muito gratificante.</p> <p>Eu, pessoalmente, e a <strong>SEGA</strong>, como empresa, valorizamos levar emoção às pessoas. É por gostar disso que estou aqui. Poder anunciar <em><strong>Crazy Taxi: World Tour</strong></em>, tanto para quem está chegando agora quanto para os jogadores antigos, é muito legal. Espero que as pessoas curtam o jogo.</p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/rs-gaming/ea-sports-fc-27-dificil-nao-pensar-que-e-o-mesmo-jogo-com-uma-nova-capa/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: ‘EA Sports FC 27’: Difícil não pensar que é o mesmo jogo com uma nova capa</strong></a></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/guia-game/criadores-de-lego-batman-falam-a-rolling-stone-brasil-sobre-combate-inspirado-em-arkham-elenco-enxuto-e-dlc-do-coringa/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Criadores de LEGO Batman falam à Rolling Stone Brasil sobre combate inspirado em Arkham, elenco enxuto e DLC do Coringa</strong></a></p> <p><!-- notionvc: 0056bd5b-12f5-42af-942f-92e51fa1d371 --></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/rs-gaming/criador-de-crazy-taxi-kenji-kanno-fala-a-rs-sobre-novo-game-mapa-do-brasil-polemica-com-ia-e-mais/">Criador de ‘Crazy Taxi’, Kenji Kanno fala à RS sobre novo game, mapa do Brasil, polêmica com IA e mais</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  3. Zudizilla foi da alquimia ao jazz para encontrar a ‘Quintessência’

    Tue, 20 Oct 2026 11:32:55 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Zudizilla (Foto: @thaisvandanezi)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Quinto disco de estúdio nasce de uma cadeia de leituras, do número cinco ao jazz, e revela um artista que se encontrou ao seguir cada porta aberta</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/zudizilla-foi-da-alquimia-ao-jazz-para-encontrar-a-quintessencia/">Zudizilla foi da alquimia ao jazz para encontrar a ‘Quintessência’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Zudizilla (Foto: @thaisvandanezi)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/zudizilla-@thaisvandanezi-rolling-stone-brasil.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p><a href="https://rollingstone.com.br/tags/zudizilla/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Zudizilla</strong></a> fala de <em><strong>Quintessência</strong></em> (2026) como um presente do universo — uma obra que encontrou nele um caminho, mas que poderia ter chegado a outra pessoa. “Esse disco eu fui presenteado pelo universo com esse disco e acredito que outra pessoa poderia ter sido”, disse em entrevista nos estúdios da <a href="https://rollingstone.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Rolling Stone Brasil</strong></em></a>. Entre a sensação de ter recebido o álbum e as experiências que o levaram até ele, o artista conta a história de seu novo trabalho.</p> <p>Antes das faixas, um número atravessa o projeto. O cinco está na contagem dos álbuns, na numerologia que o artista passou a estudar e nas cinco destilações que, segundo sua pesquisa sobre alquimia, conduzem à essência mais pura. Quinto álbum de estúdio de <strong>Zudizilla</strong>, <em><strong>Quintessência</strong></em> tem 16 faixas e participações de <strong>Catto</strong>, <strong>Cristal</strong>, <strong>Vitor Ramil</strong>, <strong>Renato Borghetti</strong> e <strong>Luciana Mello</strong>. Para entender o trabalho, porém, é preciso voltar ao momento em que ele decidiu encerrar um ciclo.</p> <p>Durante quatro anos, a trilogia <em><strong>Zulu</strong></em> (2019–2023) foi o território em que <strong>Júlio Cesar</strong>, nome de batismo do artista, construiu uma voz reconhecível. Ao concluí-la, sentiu a necessidade de mudar de personagem e romper com o universo dos três volumes e da ópera preta. Queria começar uma nova etapa sem a sombra da anterior.</p> <h2>O número que não fecha o círculo</h2> <p>A numerologia apontou uma saída. Na interpretação de <strong>Zudizilla</strong>, o cinco abre uma espiral. Liberdade, mudança e aventura eram as ideias de que precisava naquele momento. Ao revisitar a trilogia, reconheceu nos três volumes um artista que ainda não tinha os dois pés em São Paulo. O novo disco parte de outras experiências: “Esse disco ele já fala mais sobre eu, minhas vivências enquanto pai”, resume.</p> <p>A mudança tomou forma aos poucos, em pesquisas e leituras que se desdobravam umas nas outras. Ao investigar o nome escolhido para o álbum, <strong>Zudizilla</strong> chegou à alquimia. Nessa pesquisa, encontrou a quintessência como quinto elemento, associada a cinco destilações que purificam a matéria até sua essência. O que pode parecer um salto entre referências foi, para ele, uma sequência de pequenas descobertas. “Vou estudando, vou lendo, vou pesquisando, e pum: caiu aqui nessa porta”, conta.</p> <p>Sem um roteiro fechado, cada leitura abria espaço para a seguinte. “Aí começo a abrir um livro e me surge outra porta”. As imagens se misturam na fala do artista e traduzem um processo de expansão: uma descoberta amplia a anterior e leva a novas possibilidades.</p> <p>A espiral também organiza o disco por dentro. Mais do que um detalhe de capa ou de título, o cinco funciona como fio condutor da escrita, dos temas e das relações entre as faixas. É uma ideia que acompanha o trabalho do início ao fim.</p> <p><iframe loading="lazy" title="Zudizilla - Quintana" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/-CZhrKD9Qtc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <h2>Do éter à Etiópia, da Etiópia ao hip hop</h2> <p>Da alquimia, a pesquisa avançou para o éter e, depois, para a Etiópia. Segundo <strong>Zudizilla</strong>, as duas palavras compartilham uma raiz grega ligada ao fogo: aitho (αἴθω), que significa queimar ou arder. O éter, aithêr (αἰθήρ), designa o ar mais puro e luminoso. A Etiópia, <em>Aithiopía</em>, junta <em>aithō</em> a <em>ōps</em>, rosto, e significa, literalmente, rosto queimado. Os gregos aplicavam o termo a povos distantes, de pele escura, ao sul do Egito, e Homero os menciona na <em>Ilíada</em>, no século VIII a.C. Para o artista, essa ligação abriu outro caminho: o dos pensadores da Renascença Negra, que estudaram a Etiópia em busca de autonomia e autoestima para a África.</p> <p>Na leitura do artista, esse terreno também ajudou a germinar ideias que mais tarde dariam forma à Nação 5%, uma vertente do pensamento negro norte-americano. Ele apresenta essas conexões não como uma tese fechada, mas como um caminho construído durante a pesquisa, em que cada referência conduzia à seguinte.</p> <p>A espiral chegou, então, ao hip hop, e o cinco reapareceu nos elementos da cultura: o MC, o DJ, o grafite, a dança de rua e o conhecimento. “Aí parece que o cinco foi vindo tudo muito amarrado”, diz. <strong>Zudizilla</strong> faz questão de destacar o último, muitas vezes esquecido. Para ele, o conhecimento é o que sustenta os demais elementos.</p> <p>As conexões também foram colocadas à prova em casa. Em uma conversa com a esposa, <strong>Zudizilla</strong> reuniu o que havia descoberto e percebeu que as ideias se sustentavam. Ao compartilhar as leituras, encontrou uma forma de organizar o pensamento que alimentava o disco.</p> <p><iframe loading="lazy" title="Zudizilla - Barracuda" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/nG4bgNtLQ7A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <h2>Um caminho que só ele poderia percorrer</h2> <p>Se a numerologia e a alquimia formam o mapa, o jazz é o terreno em que <strong>Zudizilla</strong> se sente em casa. A aproximação com o gênero veio por caminhos indiretos: do rock ao punk, ao hardcore, às revistas independentes e ao grafite. Do grafite chegou a <strong>Basquiat</strong>; de <strong>Basquiat</strong>, a <strong>Jack Kerouac</strong>; e de <strong>Kerouac</strong>, a <strong>Charlie Parker</strong>. “A geração beat me apresenta o jazz”, resume. Mais do que uma influência, o gênero se tornou um lugar de pertencimento.</p> <p>Criado em um bairro pobre de Pelotas, onde a mãe recorria ao improviso para cuidar dos filhos, <strong>Zudizilla</strong> reconhece no jazz um espelho da própria vida. “Isso é muito a síntese da minha vida”. O improviso da rotina doméstica se tornou também uma maneira de fazer música. “Eu consigo ser mais efetivo dentro do meu rap se eu trago jazz, do que se eu tento mimetizar o rap de outra pessoa”.</p> <p>Nesse percurso, a Incubadora Musical, programa da <strong>Pointer</strong> com o <strong>BTG Pactual</strong>, mudou a maneira como o disco ganhou corpo. Segundo o artista, o trabalho já se desenvolvia de forma orgânica, mas o programa permitiu gravar a banda reunida em estúdio, em uma única tomada. “Eu consigo gravar a banda num take, todo mundo junto”.</p> <p>A criação coletiva é outro ponto central. “Eu nunca gostei de ser um cara sozinho”, afirma. Por isso, chamou a banda para compor e produzir e reuniu tantas participações. Embora o álbum carregue as marcas desses encontros e de sua trajetória, <strong>Zudizilla</strong> prefere falar em descoberta, não em posse. “Eu falo canalizado e não criado. Se alguém tivesse esticado o braço, tinha pego ele antes de mim. Mas o pai pegou”. A obra, em sua visão, já estava no mundo; coube a ele alcançá-la e dar-lhe forma.</p> <p><iframe loading="lazy" title="QUINTESSÊNCIA (SHORT FILM) – Zudizilla" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/u-YYpjMGxp8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <h2>Um disco que se entrega inteiro</h2> <p>No curta-metragem que acompanha o álbum, o filho do artista contempla a capa como quem descobre um mundo inteiro. Para <strong>Zudizilla</strong>, a criança representa a pureza que ele busca, enquanto o leão ao lado simboliza uma coragem ainda inconsciente de si. “Eu tô ali resolvendo tretas, com medo que não dê certo”, conta, “e do lado de dentro tá acontecendo o fantástico mundo de <strong>Dayo</strong>”. Na cena que considera a mais bonita do filme, ele aparece no escuro, e o filho, na luz. “Eu, adulto, cheguei até aqui com medo desse leão”.</p> <p>Por escolha do artista, o disco chegou às plataformas sem opção de <em>pré-save</em>. “Eu não quis pesar uma campanha de pré”, explica. A intenção era deixar a música vir antes da divulgação. “Deixa a música levar, deixa a música chegar nas pessoas”. Depois de muito tempo sentindo a necessidade de contar tudo o que vivera, <strong>Zudizilla</strong> decidiu mostrar outra dimensão de si: “quem eu sou depois de ter desmanchado a dureza”.</p> <p><em><strong>Quintessência</strong></em> não cabe em uma única referência. Sua lógica é a da espiral: parte de um número e retorna a ele sem encerrar o percurso. Nesse movimento, <strong>Zudizilla</strong> também reivindica o reconhecimento de sua origem. “Eu quero que as pessoas escutem meu trabalho e não mais me confundam com o artista do centro”. Sua trajetória começa longe dali, no extremo sul do Rio Grande do Sul. “Eu sou de muito longe”, afirma. Tornar esse caminho visível é parte do que busca com a música: “Eu sou um arauto da rota afro-açoriana”.</p> <p>A espiral continua. O cinco, para <strong>Zudizilla</strong>, é apenas o começo.</p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/louise-estreia-com-notivaga-apos-anos-cantando-ideias-alheias/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Louise estreia com ‘Notívaga’ após anos cantando ideias alheias</strong></a></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/fran-gil-transforma-tres-anos-de-estudio-em-onda-lugar-onde-eu-depositava-as-cicatrizes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Fran Gil transforma três anos de estúdio em ‘Onda’: ‘Lugar onde eu depositava as cicatrizes’</strong></a></p> <p><!-- notionvc: 9ddde102-aac0-4b21-bd6f-39fda2906c17 --></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/zudizilla-foi-da-alquimia-ao-jazz-para-encontrar-a-quintessencia/">Zudizilla foi da alquimia ao jazz para encontrar a ‘Quintessência’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  4. Rashid leva ‘Cumulonimbus’ à Casa Natura Musical e reafirma o rap como ato político e coletivo

    Tue, 20 Oct 2026 11:31:02 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Rashid" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Em palco despojado, mas com presença avassaladora, o cantor de rap paulistano traduz ao vivo o peso do sexto álbum, acompanhado por dois DJs e com participações de Kamau e Projota</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/guia-show/rashid-leva-cumulonimbus-a-casa-natura-musical-e-reafirma-o-rap-como-ato-politico-e-coletivo/">Rashid leva ‘Cumulonimbus’ à Casa Natura Musical e reafirma o rap como ato político e coletivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Rashid" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rashid-na-casa-natura-musical-kadusoares-rolling-stone-brasil.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>As expectativas para a apresentação de <a href="https://rollingstone.com.br/musica/critica-cumulonimbus-rashid/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Cumulonimbus</strong></em></a> (2026) na Casa Natura Musical eram altas, especialmente depois que os ingressos para o primeiro show da turnê, no Sesc Belenzinho, em setembro, haviam se esgotado em minutos. A procura pela apresentação seguinte lotou a casa em Pinheiros com a mesma rapidez. Por lá, o público que chegou era o tipo que conhecia cada faixa de cor — engajado, atento, disposto a absorver cada palavra que <strong>Rashid</strong> dissesse entre uma e outra canção.</p> <p>Horas antes de subir ao palco, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/rashid/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rashid</strong></a> recebeu a <a href="https://rollingstone.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Rolling Stone Brasil</strong></em></a> em seu camarim e falou sobre os desafios de levar seu projeto ao palco. “O peso do disco precisa de uma entrega a mais no palco, inclusive”, disse. “Precisa de um passo além na emoção, para a gente conseguir transmitir de fato o que precisa ser e criar esse mundo de <em><strong>Cumulonimbus</strong></em>”. Era um aviso.</p> <p>A apresentação começou com a faixa-título, “<strong>CUMULONIMBUS</strong>”. A citação de <strong>Milton Nascimento</strong> e <strong>Caetano Veloso</strong> abriu caminho para <strong>Rashid</strong> ocupar o centro do palco. Logo depois das primeiras músicas o rapper fez uma pausa para se dirigir à plateia que lotava a casa. O discurso foi incisivo: “Como que eu posso dizer que uma cultura que nasce para acabar com a violência, para acabar com o racismo contra pretos e latinos lá nos guetos de Nova York, como que eu posso dizer que essa cultura não tem lado? Muita gente fala: ‘O rap não deveria ter lado’. Vocês estão me dizendo que ouviram o rap esse tempo todo para achar que o rap é um covarde?” A casa respondeu com gritos — ele havia dito exatamente o que aquele público estava esperando ouvir. A fala terminou com uma afirmação que ecoaria por toda a noite: “O hip hop jamais se ausentará de uma luta.”</p> <blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/Deo27Xgx6Y2/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14"> <div style="padding: 16px;"> <p>&nbsp;</p> <div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div> </div> </div> <div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div> <div style="padding-top: 8px;"> <div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">View this post on Instagram</div> </div> <div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"> <div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div> </div> <div style="margin-left: 8px;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div> </div> <div style="margin-left: auto;"> <div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div> <div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div> </div> </div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div> </div> <p>&nbsp;</p> <p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/Deo27Xgx6Y2/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by Mari Galvão (@marigalvinha)</a></p> </div> </blockquote> <p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p> <p>No palco, <strong>DJ Mista Brown</strong> e <strong>DJ Nyack</strong> ocupavam as laterais, com <strong>Aya</strong> nos vocais de apoio, enquanto um carro com o adesivo do movimento Defensores da Arte do Gueto compunha a cenografia. Apesar de ser incomum, a presença de dois DJs tinha motivo: “Ele [figura do DJ] é o maestro do show, o maestro da cultura. A cultura nasceu na mão do DJ”. Ao vivo, a ideia ganhava forma. Mais do que uma dupla de apoio, os dois eram o eixo do espetáculo: alternavam manipulações dos discos, construíam camadas e conduziam as transições com autonomia, fazendo de cada passagem entre faixas parte da apresentação.</p> <p>No decorrer da apresentação, “<strong>O Que Dizem os Números</strong>” provocou uma das primeiras explosões coletivas da noite. A faixa mais documental do disco, que transforma dados reais sobre desigualdade em rima, ganhou força com a plateia cantando junto número por número. Já “<strong>Criado por Mulheres</strong>”, por sua vez, apresentada no terço final, trouxe um apelo emocional ao espetáculo — que vinha numa sequência pesadíssima. O momento mais inventivo ficou por conta de “<strong>Olha Bem</strong>”. Antes dela, os DJs tocaram o trecho de “<strong>O Começo</strong>”, de <strong>Gonzaguinha</strong>, e o cortaram, editaram e remixaram ao vivo até revelar o sample presente no disco, como se ele estivesse sendo construído pela primeira vez. Ali, o espetáculo deixou de ser apenas uma apresentação do álbum para demonstrar o que o hip hop pode fazer com a memória. <strong>“Defensores da Arte do Gueto”</strong> fechou o bloco central com um dos momentos tecnicamente mais impressionantes da noite. A faixa é densa em palavras — rimas multissilábicas empilhadas sem respiro —, e ao vivo essa densidade ganhava uma dimensão física, quase atlética. Horas antes, no camarim, ele havia adiantado o desafio: “A parte mais difícil de trazer o disco para o ao vivo é cantar esse tanto de palavra. É muita palavra, mano.” No palco, porém, a dificuldade não aparecia. O que aparecia era precisão.</p> <p>Na entrevista, <strong>Rashid</strong> também destacou o desejo de homenagear o rap nacional ao longo da turnê: “Se tem uma coisa que eu falei ‘tem que ter’ são homenagens para o rap nacional. Se a gente tá falando sobre uma reafirmação do nosso compromisso, eu preciso fazer essas homenagens.” No palco, a intenção se concretizou, sobretudo nas participações especiais. <strong>Kamau</strong> dividiu a cena em <strong>“L’Appel du Vide”</strong>, a faixa mais introspectiva do disco, que ganhou ao vivo uma densidade diferente da gravação. Já <strong>Projota</strong> entrou em <strong>“Ouro, Mirra e Incenso”</strong>, auge do LP e da apresentação. Sob a simbologia dos três reis magos, o encontro foi recebido pelo público com muita euforia.</p> <p>Se <strong>Rashid</strong> queria provar que “batida e rima” ainda bastavam para sustentar um grande espetáculo de rap, sem orquestras ou recursos grandiosos de produção, na Casa Natura Musical, ficou evidente que sim. <em><strong>Cumulonimbus</strong></em> não foi simplesmente levado ao palco, mais que isso, foi reafirmado nele.</p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/faixa-a-faixa-cumulonimbus/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: O significado por trás de cada música de ‘Cumulonimbus’, nas próprias palavras de Rashid</strong></a></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/guia-show/budah-estreia-turne-de-frequencia-lunar-em-show-charmoso-e-lotado-no-cine-joia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Budah estreia turnê de ‘Frequência Lunar’ em show charmoso — e lotado — no Cine Joia</strong></a></p> <p><!-- notionvc: 79350aef-6384-4d28-ba36-badd803ab9ff --></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/guia-show/rashid-leva-cumulonimbus-a-casa-natura-musical-e-reafirma-o-rap-como-ato-politico-e-coletivo/">Rashid leva ‘Cumulonimbus’ à Casa Natura Musical e reafirma o rap como ato político e coletivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  5. Roger Daltrey fala à RS sobre Brasil, carreira solo, The Who e Eddie Vedder

    Tue, 20 Oct 2026 10:27:21 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Roger Daltrey" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Ícone do The Who, que vem ao Brasil pela segunda vez — primeira como artista solo —, revela como experiência aprimorou sua performance e pontua: sociedade está menos 'nós' e mais 'eu'</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/roger-daltrey-entrevista-2026/">Roger Daltrey fala à RS sobre Brasil, carreira solo, The Who e Eddie Vedder</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Roger Daltrey" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Roger-Daltrey-Rick-Guest-Trinifold-Management-Ltd-rolling-stone.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Prestes a vir ao Brasil para se apresentar, como atração solo, no segundo dos três dias de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/best-of-blues-and-rock/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Best of Blues and Rock</strong></a> — festival marcado para ocorrer no Parque Ibirapuera, São Paulo, entre 20, 21 e 22 de novembro —, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/roger-daltrey/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Roger Daltrey</strong></a> garante: sua voz está no auge.</p> <p>Neste bate-papo com <a href="https://rollingstone.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rolling Stone Brasil</strong></a>, o lendário cantor de 82 anos reflete sobre suas atividades recentes como artista solo e com <a href="https://rollingstone.com.br/tags/the-who/" target="_blank" rel="noopener"><strong>The Who</strong></a>, explica a sonoridade dinâmica de seu show atual, avalia o estado da música contemporânea e rasga elogios a <strong>Eddie Vedder</strong>, o outro headliner do evento.</p> <p><strong><em>Texto por Igor Miranda<br /> </em></strong><strong><em>Entrevista por Igor Miranda e Pedro Hollanda<br /> </em></strong></p> <h2>Entrevista com Roger Daltrey (The Who)</h2> <p><strong>Você volta ao Brasil, agora como artista solo, cerca de 9 anos após ter tocado pela única vez com The Who. O que você se lembra da experiência de se apresentar aqui em 2017?<br /> ­<br /> </strong><strong>Roger Daltrey:</strong> O público foi simplesmente fabuloso. O calor da plateia brasileira é incrível para o rock. Além disso, estávamos em turnê com o <strong>Guns N’ Roses</strong>. Então, havia um certo espírito competitivo. Pensamos: “bem, vamos dar o nosso melhor para eles”.</p> <p><strong>Agora, você toca em um festival que também conta com Eddie Vedder, historicamente o maior fã de The Who no mundo — a ponto de ele ter dito que a banda mudou a vida dele. O que você acha do Pearl Jam, e o que você pensa quando os vê ao vivo?<br /> ­<br /> </strong><strong>RD:</strong> Gosto muito do <strong>Pearl Jam</strong>. Acho que eles surgiram na hora certa, quando a música estava em uma fase meio desleixada. Era o final dos anos 1980. Bandas como <strong>Pearl Jam</strong> e <strong>Nirvana</strong> deram uma sacudida no cenário em uma época em que ele precisava muito dessa sacudida. <strong>Eddie Vedder</strong> se tornou um amigo incrível ao longo dos anos. Ele sempre esteve presente. Já pedi a ele para fazer várias coisas para mim. Ele tocou na minha festa de 50 anos no Carnegie Hall [em 1994]. E ele é fantástico como artista solo. Foi aí que eu me dei conta da riqueza da voz dele. Porque no <strong>Pearl Jam</strong>, a plenitude da voz dele acaba ficando um pouco abafada. Já como artista solo, ela realmente se destaca. Dá para entender.</p> <p><iframe loading="lazy" title="The Who &amp; Eddie Vedder &quot; Im One&quot;" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/sH3OYi80vCE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><strong>Por falar em carreira solo: recentemente, você mencionou que nunca levou sua carreira solo tão a sério quanto talvez pudesse. Aos 82 anos, o que torna essa parte da sua trajetória ainda mais especial?<br /> </strong>­<br /> <strong>RD:</strong> Na minha idade, eu já deveria estar aposentado, mas acho que minha voz está melhor hoje do que nunca. Passei por um período difícil no início dos anos 2000, quando tive um pré-câncer nas cordas vocais. Eu odiava subir ao palco e não conseguir alcançar as notas que queria. Mas agora, por algum motivo, aos 82 anos, ainda consigo alcançar as mesmas notas que alcançava em 1971, quando gravamos o álbum <strong><em>Who’s Next</em></strong>. Ainda descobri outras facetas da minha voz. No fim, cantar não é apenas chegar às notas certas. É transmitir o sentimento certo para as palavras. E viver mais tempo acaba enriquecendo isso.</p> <p><strong>Você também tem dito que seu trabalho solo permite explorar extensões vocais que o volume alto do The Who geralmente não permite. Existe alguma situação em que o trabalho que você desenvolveu com sua carreira solo tenha permitido que você desse um passo para trás e olhasse para todo o repertório com um olhar diferente?<br /> ­<br /> </strong><strong>RD:</strong> É isso que eu faço neste meu show solo agora. Montei essa minha banda atual durante a pandemia, porque os músicos foram muito maltratados. Eles estavam passando por momentos muito difíceis, recebendo muito pouco dinheiro do governo. Pensei: preciso fazer algo; nós, que tivemos uma carreira sólida e nos demos bem na indústria, devemos fazer algo para manter os músicos trabalhando. Não só os músicos, mas também as equipes de produção. As pessoas se esquecem da importância de uma boa equipe de produção para um show. São pessoas extraordinárias: os técnicos, os motoristas dos caminhões&#8230; é incrível a maneira como trabalham, a ética de trabalho deles. Eles não recebem o reconhecimento que merecem. Então pensei em levar minha carreira solo um pouco mais a sério e montar uma banda com instrumentos de sonoridade completamente diferente. Reuni um acordeonista [<strong>Geraint Watkins</strong>], uma violinista [<strong>Katie Jacoby</strong>], dois guitarristas [<strong>Simon Townshend</strong> e <strong>Doug Boyle</strong>], uma percussionista [<strong>Jody Linscott</strong>], um gaitista [<strong>Steve Weston</strong>], um bandolinista [<strong>Billy Nicholls</strong>], um baixista [<strong>John Hogg</strong>] e um baterista [<strong>Scott Devours</strong>]. <strong>Simon</strong> [irmão mais novo de <strong>Pete Townshend</strong>], que sempre esteve comigo em todos os meus shows solo, é um dos guitarristas e faz backing vocals. São nove músicos nesta banda e exploramos a música do <strong>The Who</strong> de uma maneira diferente. Tocamos <strong>“Won’t Get Fooled Again”</strong> e <strong>“Baba O’Riley”</strong>, mas não como <strong>The Who</strong>. Tocamos no mesmo andamento. Eu canto da mesma forma, na mesma tonalidade. No entanto, fazemos tudo com instrumentos. Sem backing tracks e sintetizadores. Ao fazer isso, conquistamos uma liberdade enorme, porque essas faixas pré-gravadas no The Who costumavam nos limitar. Não dava para expandir.</p> <p><iframe loading="lazy" title="ROGER DALTREY &quot;Baba O&#039; Riley/Without Your Love/Rockin&#039; in the Free World&quot; 9/20/26 Springfield, MA 4K" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Q-dKf6D-ruA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><strong>Historicamente, The Who sempre teve isso, porque a obra ficou muito marcada por álbuns como </strong><em><strong>Tommy</strong></em><strong> e </strong><em><strong>Who’s Next</strong></em><strong> e vocês sempre pensavam em fazer algo novo, mas não conseguiam com a tecnologia da época. Hoje, dá para dizer que é melhor ter músicos te acompanhando?<br /> ­<br /> RD:</strong> Sim! Fazemos tudo com instrumentos, o que cria uma sonoridade completamente nova, mas não é menos rock. É tão rock quanto antes, só que diferente ao longo dos anos. É ótimo explorar isso porque você ouve, por exemplo, que temos um solo de gaita em <strong>“Won’t Get Fooled Again”</strong>. Tenho um dos melhores gaitistas que já ouvi desde que <strong>Sonny Boy Williamson</strong> tocava com a gente, nas casas noturnas de Londres, lá no início dos anos 1960. Então, é muito emocionante todas as noites porque nunca sabemos exatamente como vai terminar. Cometemos muitos erros, mas não nos importamos. Nós gostamos deles. E descobri que o público nunca vai para casa falando sobre o show perfeito. Se você comete um erro, eles vão falar disso para sempre.</p> <p><strong>Achei muito interessante você mencionar sua experiência tocando com Sonny Boy Williamson, porque seu último álbum solo foi lançado em 2018 e tinha um foco maior em soul e R&amp;B, que lembrava os primórdios do The Who.<br /> ­<br /> </strong><strong>RD:</strong> Sim, basicamente o Northern Soul dos primórdios. Eram as músicas deles que eu adorava naquela época. E quando me expulsaram do <strong>The Who</strong> em 1965, era esse tipo de banda que eu iria formar, com esse tipo de música.</p> <p><strong>Feita essa reformulação de sua banda, você tem planos de gravar um novo álbum solo? Ou se apresentar no palco é seu foco principal no momento, seja solo ou com o The Who?<br /> ­<br /> </strong><strong>RD:</strong> Gosto de estar em frente a uma plateia e gosto de conversar com ela. Gosto que minha plateia me faça perguntas. Adoro essa conexão. Estou farto de ficar distante. Estar numa banda de rock de estádio te coloca numa bolha — e isso é muito perigoso para a cabeça. Não combina comigo. Gosto de estar perto das pessoas. Não quero um fosso, um rio, entre meu público e eu. Quanto mais perto, melhor.</p> <p><iframe loading="lazy" title="Roger Daltrey - As Long As I Have You on The Graham Norton Show. 13 Apr 2018" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/nmotaD4kILY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><strong>Em relação ao The Who&#8230; Pete e você ainda falam sobre fazer uma turnê de despedida em outras partes do mundo. O Brasil está nos planos? Ou 2017 terá sido, de fato, a última visita da banda?<br /> ­<br /> </strong><strong>RD:</strong> No momento, não temos nenhum plano feito para 2027. Um dos motivos pelos quais estou fazendo esta turnê é que, no início do ano, tive alguns problemas de saúde sérios. E é muito difícil fazer planos quando você não sabe se vai conseguir cumpri-los. Fizemos um ensaio antes de eu partir para esta turnê. <strong>The Who</strong> também fez um ensaio e a performance foi ótima como sempre. E eu jamais trabalharei com o <strong>The Who</strong> se não houver aquela energia intrínseca pertencente à banda. O jeito de tocar do <strong>The Who</strong> é diferente de qualquer outra banda por aí. E exige isso. Não dá para trapacear. E eu não farei isso com os nossos fãs. Se chegarmos ao Natal e eu tiver terminado essa turnê sem problemas, terei me proposto um grande desafio. Estamos superando isso — e eu chegarei lá. Daí, então, faremos planos. Mas, no momento, sinceramente, não posso dizer nada.</p> <p><strong>Sobre o ensaio com The Who que você mencionou&#8230; foi relatado à imprensa que Zak Starkey participou. Vocês tiveram uma situação um tanto complicada no último ano, com direito a demissão, recontratação, nova dispensa e, agora, retorno. Como vocês chegaram a esse ponto de agora?<br /> ­<br /> </strong><strong>RD: Zak Starkey</strong> é nosso amigo. Para mim, <strong>Zak</strong> é como um filho. Ele está comigo há 40 anos como meu baterista. Mas, às vezes, <strong>Zak</strong> enfrenta dificuldades pessoais. Isso pode afetar a responsabilidade que um baterista carrega. Às vezes, não podemos correr o risco. Mas temos que fazer algo. E a única maneira de resolver isso é ajudá-lo a se reerguer.</p> <figure id="attachment_195745" aria-describedby="caption-attachment-195745" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-195745" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/05/the-who-zak-starkey-2017-foto-ethan-miller-getty-images-824379852.jpg" alt="The Who com Zak Starkey, em 2017" width="1920" height="1080" /><figcaption id="caption-attachment-195745" class="wp-caption-text">The Who com Zak Starkey, em 2017 (Foto: Ethan Miller / Getty Images)</figcaption></figure> <p><strong>A última pergunta está um pouco relacionada a algo que você disse anteriormente: a distância entre uma banda de rock e o público. Sendo você um dos grandes inventores da banda de rock como um espetáculo físico, você acha que esse modelo ainda faz sentido para bandas jovens? Ou acha que pertence a uma era diferente? Acha que isso não funciona mais para o cenário atual?<br /> ­<br /> </strong><strong>RD:</strong> Acho que o problema é mais uma mudança na sociedade. Mas nos anos 1960, 1970 e até nos 1980, antes da cultura das drogas pesadas dominar, tínhamos uma sociedade muito mais “nós”. E hoje é uma sociedade muito mais “eu”. Pessoalmente, acho que hoje a música meio que grita com você em vez de conversar com você. Sei lá. Mas talvez seja porque eu esteja velho demais.</p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/quase-entrando-para-o-the-who-e-as-frustracoes-de-ser-idolo-teen-o-que-aprendemos-com-o-novo-documentario-de-peter-frampton/" target="_blank" rel="noopener">Quase entrando para o The Who e as frustrações de ser ídolo teen: o que descobrimos com o novo documentário de Peter Frampton</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/the-who-my-generation-analise/" target="_blank" rel="noopener">Como The Who deu à revolução um hino em ‘My Generation’</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: </strong><a href="https://rollingstone.com.br/musica/joey-ramone-melhor-banda-viu-em-sua-vida/" target="_blank" rel="noopener"><strong>A melhor banda que Joey Ramone viu em sua vida</strong></a></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/roger-daltrey-entrevista-2026/">Roger Daltrey fala à RS sobre Brasil, carreira solo, The Who e Eddie Vedder</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  6. A briga de décadas entre os Beatles e Steve Jobs que rendeu o bipe mais ‘debochado’ do Mac

    Mon, 19 Oct 2026 22:21:18 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Os Beatles e os fundadores da Apple lutaram judicialmente por décadas, e o resultado foi um dos bipes mais famosos do Mac (Fotos: George Stroud/Daily Express/Hulton Archive/Getty Images e Tom Munnecke/Getty Images)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Disputa pelo nome e imagem da Maçã na criação de suas respectivas companhias gerou o "Sosumi" e só acabou nos anos 2000</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/a-briga-de-decadas-entre-os-beatles-e-steve-jobs-que-rendeu-o-bipe-mais-debochado-do-mac/">A briga de décadas entre os Beatles e Steve Jobs que rendeu o bipe mais &#8216;debochado&#8217; do Mac</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Os Beatles e os fundadores da Apple lutaram judicialmente por décadas, e o resultado foi um dos bipes mais famosos do Mac (Fotos: George Stroud/Daily Express/Hulton Archive/Getty Images e Tom Munnecke/Getty Images)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Beatles-Steve-Jobs.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Quem usou um Mac a partir do System 7, lançado em maio de 1991, provavelmente já ouviu uma provocação aos advogados dos <a href="https://rollingstone.com.br/tags/beatles/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Beatles</strong></a>. O deboche se trata de um bipe chamado &#8220;<strong>Sosumi</strong>&#8220;, criado pela equipe de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/steve-jobs/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Steve Jobs</strong></a>.</p> <p>A origem da briga entre o magnata da tecnologia e os Fab Four está no amor compartilhado por maçãs. A <strong><a href="https://rollingstone.com.br/tags/apple-corps/" target="_blank" rel="noopener">Apple Corps</a>,</strong> gravadora fundada pelos <strong>Beatles</strong> em 1968, utilizava desde seus rascunhos a imagem e nome da fruta, assim como a fabricante de computadores criada em 1976 por <strong>Steve Jobs</strong>, <strong>Steve Wozniak</strong> e <strong>Ronald</strong> <strong>Wayne</strong>. A confusão, com ambas as empresas levando o mesmo nome e representações similares da mesma fruta, tomou porte legal apenas dois anos após a criação da <strong>Apple Inc</strong>.</p> <p>A primeira ação judicial veio em 1978, e só três anos depois a <strong>Apple </strong>fechou um acordo. Além de uma multa de 80 mil dólares, os futuros gigantes da tecnologia assinaram um contrato se comprometendo a não entrar no mercado da música. (via <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/11/20/beatles-batalha-apple-digital/" target="_blank" rel="noopener"><em>TMDQA!</em></a>).  A promessa durou até os Macs ganharem recursos de gravação e reprodução de áudio e MIDI. Com a possibilidade musical no instrumento, a empresa dos <strong>Beatles</strong> voltou aos tribunais em 1989, alegando que o acordo havia sido quebrado.</p> <p>Um novo acordo foi firmado em 1991, em que a <strong>Apple Corps</strong> manteve os direitos sobre “criação musical”, enquanto a<strong> Apple Inc.</strong> ganhou a possibilidade de “reproduzir e entregar” conteúdos musicais. Mais uma vez, a empresa teve que pagar uma multa, dessa vez de exorbitantes 27 milhões de dólares.</p> <p>Foi nesse clima que o engenheiro de som <strong>Jim Reekes</strong> foi encarregado de renomear todo efeito sonoro com nome musical. Um deles, um bipe de xilofone chamado Xylophone, precisava de outro título. <strong>Reekes</strong> pensou em <strong>Let It Beep</strong>, uma referência a &#8220;<strong>Let It Be</strong>&#8220;, porém sabia que o departamento jurídico jamais aprovaria. Ao pensar em “so sue me”, expressão que em tradução livre significa “então me processe”, percebeu que aquele era o nome certo. Só faltava escrever de forma diferente, e assim nasceu &#8220;<strong>Sosumi</strong>&#8220;.</p> <p>Em entrevista à <a href="https://www.cnbc.com/2018/03/24/jim-reekes-the-apple-sound-designer-who-created-sosumi.html" target="_blank" rel="noopener"><em>CNBC</em></a>, <strong>Reeks</strong> relembra ter dito aos advogados que o novo nome era uma palavra japonesa, sem nenhum significado musical. &#8220;Foi assim que surgiu o som do Sosumi&#8221;, explicou o engenheiro de som. &#8220;Na verdade, eu estava debochando dos advogados.&#8221; Confira o bipe abaixo:</p> <audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-323748-1" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sosumi.mp3?_=1" /><a href="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sosumi.mp3">https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sosumi.mp3</a></audio> <p>Em uma cena cortada do documentário <em><strong>Welcome to Macintosh </strong></em>(2008), recuperada por <strong>Reeks </strong>em seu site oficial, o engenheiro confessa que uma música dos <strong>Beatles </strong>inspirou outro de seus bipes mais famosos. &#8220;No final de &#8220;A Day In The Life&#8221;, dos Beatles , após o longo crescendo atonal, há um som incrível. Lembro-me de tê-lo escutado com muita atenção diversas vezes. Provavelmente um dos acordes mais famosos. Foi uma inspiração fundamental (com o perdão do trocadilho) para o som de inicialização do meu Mac. Ouça o acorde final de &#8220;A Day In The Life&#8221; e, agora que conhece minha piada interna, espero que dê uma risada&#8221;. Confira <a href="https://youtube.com/shorts/y08-uiMkbxM?si=SoSVsTBnUvEbw-Pu" target="_blank" rel="noopener">um comparativo aqui</a>.</p> <p>&#8220;Numa interessante ironia do destino (e eu adoro ironias), o som Sosumi surgiu devido a uma disputa de marca registrada. Meu som mais famoso agora é oficialmente uma marca registrada da Apple (por que demoraram tanto?)&#8221;, continuou <strong>Reeks</strong>. &#8220;Uma marca registrada de som é rara. Alguns dos poucos exemplos são a fanfarra orquestral da 20th Century Fox , os sinos da NBC (que também são baseados em um acorde de Dó Maior) ou a &#8221; nota grave &#8221; da THX.&#8221; Sobre o processo técnico da criação do áudio, o engenheiro de som recaptula: &#8220;Gravei o som com uma variedade de sintetizadores e efeitos. O som principal foi feito em um Korg Wavestation . Ainda o tenho guardado no armário. Talvez eu devesse leiloá-lo para conseguir algum dinheiro.&#8221;</p> <p>Em 2003, com a chegada do <strong>iTunes</strong>, a <strong>Apple</strong> foi processada de novo, dessa vez por usar o tradicional logotipo com o formato de uma maçã na operação do aplicativo. Em 8 de maio de 2006, um tribunal de Londres deu ganho de causa à <strong>Apple Inc</strong>. A paz total veio em 2007, quando a <strong>Apple Inc.</strong> passou a deter todos os direitos sobre a palavra “Apple” (maçã) e cedeu parte do uso da marca à empresa dos <strong>Beatles</strong>. Na época, <strong>Jobs </strong>comemorou em um comunicado, afirmando que “era doloroso estar em disputa com eles” (via <em>TMDQA!</em>).</p> <p>Mesmo assim, a banda só entrou no <strong>iTunes</strong> em 201o. Se a batalha jurídica ou a organização tecnologicamente conservadora da banda foi a responsável pelo atraso na entrada dos <strong>Beatles</strong> no mundo digital ainda é debate. Os <strong>Beatles</strong> foram praticamente a última grande banda a chegar ao streaming, adentrando a plataforma na véspera do Natal de 2015.</p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/beatles-quem-sao-as-unicas-5-pessoas-da-capa-de-sgt-peppers-que-estao-vivas-hoje/" target="_blank" rel="noopener">Beatles: Quem são as únicas 5 pessoas da capa de ‘Sgt. Pepper’s’ que estão vivas hoje</a></strong></p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/paul-mccartney-diz-que-se-lembra-do-proprio-nascimento-barulho-do-forceps/" target="_blank" rel="noopener">Paul McCartney diz que se lembra do próprio nascimento: ‘Barulho do fórceps’</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/a-briga-de-decadas-entre-os-beatles-e-steve-jobs-que-rendeu-o-bipe-mais-debochado-do-mac/">A briga de décadas entre os Beatles e Steve Jobs que rendeu o bipe mais &#8216;debochado&#8217; do Mac</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  7. Morrissey surpreende ao eleger o melhor álbum de sua carreira solo

    Mon, 19 Oct 2026 22:00:10 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Morrissey na capa de &#039;Make-Up Is a Lie&#039; (Foto: Divulgação)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Ex-vocalista do The Smiths decidiu colocar no topo de seu ranking pessoal um disco gravado em 2021 que sequer foi lançado</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/morrissey-surpreende-ao-eleger-o-melhor-album-de-sua-carreira-solo/">Morrissey surpreende ao eleger o melhor álbum de sua carreira solo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Morrissey na capa de &#039;Make-Up Is a Lie&#039; (Foto: Divulgação)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/morrissey-capa-make-up-is-a-lie-foto-divulgacao.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Figura de opiniões fortes e polêmicas, o ex-vocalista do <a href="https://rollingstone.com.br/tags/the-smiths/" target="_blank" rel="noopener"><strong>The Smiths</strong></a>, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/morrissey/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Morrissey</strong></a>, voltou a surpreender ao publicar, em seu site oficial <a href="https://www.morrisseycentral.com/messagesfrommorrissey/in-my-life-i-loved-them-all" target="_blank" rel="noopener"><strong>Morrissey Central</strong></a>, sua própria classificação pessoal dos melhores álbuns e singles de sua carreira solo. A lista gerou repercussão devido a escolhas inusitadas e algumas ausências marcantes de trabalhos aclamados.</p> <p>A maior surpresa na escolha do cantor ficou no topo da lista: Morrissey elegeu <em><strong>Bonfire of Teenagers</strong></em> como o melhor disco de sua trajetória solo. O fato curioso é que o álbum foi gravado em 2021, mas sequer foi lançado oficialmente até o momento.</p> <p>O disco foi arquivado pela gravadora <strong>Capitol Records</strong>, que, ainda assim, manteve seus direitos por um tempo. O material gerou controvérsia antes de seu lançamento devido à faixa-título, cuja letra aborda o atentado durante show de <strong>Ariana Grande</strong> na arena de Manchester, em 2017, responsável por 22 mortes e centenas de feridos.</p> <p>A lista do cantor também chamou a atenção por deixar de fora alguns de seus trabalhos mais consagrados comercialmente e pela crítica. Discos históricos como o clássico de estreia solo <em><strong>Viva Hate</strong></em> (1988), além de <em><strong>Kill Uncle</strong> </em>(1991) e <em><strong>Maladjusted</strong> </em>(1997), nem sequer apareceram no ranking (via <a href="https://faroutmagazine.co.uk/morrissey-officially-ranks-his-solo-albums-and-singles/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Far Out Magazine</strong></a>).</p> <p>Outro detalhe inusitado é que Morrissey incluiu na nona posição de seu ranking solo o álbum ao vivo <em><strong>Rank</strong> </em>(1988), que na verdade pertence à discografia de sua antiga banda, o <strong>The Smiths</strong>.</p> <h2>Morrissey e o ranking de seus álbuns solo</h2> <p>Veja a lista elaborada por Morrissey sobre seus melhores trabalhos em carreira solo:</p> <ol> <li><em><strong>Bonfire Of Teenagers</strong></em> (2021)</li> <li><em><strong>Make-Up Is A Lie</strong></em> (2026)</li> <li><em><strong>You Are The Quarry</strong></em> (2004)</li> <li><em><strong>Vauxhall And I</strong></em> (1994)</li> <li><em><strong>Years Of Refusal</strong></em> (2009)</li> <li><em><strong>Ringleader Of The Tormentors</strong></em> (2006)</li> <li><em><strong>Your Arsenal</strong></em> (1992)</li> <li><em><strong>Swords</strong></em> (2009)</li> <li><em><strong>Rank</strong></em> (1988) — The Smiths</li> <li><em><strong>Southpaw Grammar</strong></em> (1995)</li> </ol> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-melhor-album-do-the-smiths-segundo-morrissey-e-johnny-marr/" target="_blank" rel="noopener">O melhor álbum do The Smiths, segundo Morrissey e Johnny Marr</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/morrissey-e-incomparavel-e-tudo-de-incrivel-diz-robbie-williams/" target="_blank" rel="noopener">Morrissey é ‘incomparável’ e ‘tudo de incrível’, diz Robbie Williams</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/apos-rixa-com-johnny-marr-morrissey-vende-produtos-do-the-smiths-com-seu-nome-no-lugar/" target="_blank" rel="noopener">Após rixa com Johnny Marr, Morrissey vende produtos do The Smiths com seu nome no lugar</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/morrissey-surpreende-ao-eleger-o-melhor-album-de-sua-carreira-solo/">Morrissey surpreende ao eleger o melhor álbum de sua carreira solo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  8. Vereador de Londres quer impedir show de Marilyn Manson abrindo para Slipknot

    Mon, 19 Oct 2026 21:53:49 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Marilyn Manson" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Músico enfrentou acusações de estupro, agressão sexual e abuso psicológico nos últimos anos, mas casos foram arquivados; ele também se apresenta no Brasil em 2027</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/vereador-de-londres-quer-impedir-show-de-marilyn-manson-abrindo-para-slipknot/">Vereador de Londres quer impedir show de Marilyn Manson abrindo para Slipknot</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Marilyn Manson" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/12/marilyn-manson-Gary-Miller-Getty-Images-foto-jornalistica-2232820465.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>A inclusão de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/marilyn-manson/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Marilyn Manson</strong></a> em eventos mundo afora, dentre eles a abertura para o <a href="https://rollingstone.com.br/tags/slipknot/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Slipknot</strong></a> na <strong>Inglaterra</strong>, segue gerando controvérsia. Em <strong>Londres</strong>, o vereador <strong>Anton Georgiou</strong>, líder do grupo <strong>Liberal Democrata</strong> no conselho de <strong>Brent</strong>, iniciou uma mobilização para pedir o cancelamento da apresentação do cantor no <strong>Estádio de Wembley</strong>, agendada para 3 de julho de 2027.</p> <p>Em vídeo gravado em frente ao estádio na última quarta-feira, 14, Georgiou manifestou indignação com o anúncio de Manson como atração de abertura, citando as alegações de abuso e agressão sexual feitas contra o músico americano nos últimos anos.</p> <p>O político enfatizou que a presença do cantor vai na contramão dos esforços do conselho local no combate à violência contra mulheres e meninas. O grupo Liberal Democrata pediu formalmente que Wembley revise a decisão e questionaram quais considerações foram feitas em relação às supostas vítimas.</p> <p>Em resposta, o conselho de Brent declarou que não possui controle sobre a agenda de atrações, responsabilidade que cabe aos organizadores e ao próprio estádio. A administração de Wembley, por sua vez, informou que iniciou conversas com os produtores do evento a respeito do impacto da presença de Manson no evento (via <a href="https://loudwire.com/politician-wembley-stadium-cancel-marilyn-manson-performance-slipknot/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Loudwire</strong></a>).</p> <h2>Acusações contra Marilyn Manson</h2> <p>O caso reflete um debate internacional mais amplo, que não está restrito a Londres. Desde 2021, Marilyn Manson enfrentou uma série de acusações de estupro, agressão sexual e abuso psicológico feitas por diversas mulheres, entre elas as atrizes <strong>Evan Rachel Wood</strong> e <strong>Esmé</strong> <strong>Bianco</strong>.</p> <p>Manson negou todas as alegações, classificando-as como &#8220;distorções da realidade&#8221;. Na esfera penal, investigações promovidas na <strong>Califórnia</strong> foram arquivadas em 2025 por falta de provas, e o artista não possui condenações criminais por crimes sexuais, embora ainda enfrente litígios civis.</p> <h2>Show no Brasil</h2> <p>Marilyn Manson também foi anunciado no lineup de outros grandes eventos, incluindo o festival brasileiro <strong>The Town</strong>. O músico foi escalado para tocar no <strong>Palco Skyline</strong> em 4 de setembro de 2027, na mesma noite do <strong>Slipknot</strong>, em <strong>São</strong> <strong>Paulo</strong>.</p> <p>A confirmação também gerou críticas no <strong>Brasil</strong>. <strong>Zé Ricardo</strong>, vice-presidente artístico da produtora <strong>Rock</strong> <strong>World</strong>, que organiza o The Town e o <strong>Rock in Rio</strong>, defendeu a contratação afirmando que o festival não traria um artista condenado. Segundo o produtor, sem uma condenação formal ou provas judiciais, o evento não poderia &#8220;pré-condenar&#8221; um artista que está em turnê pel mundo.</p> <p>Ele afirmou à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/marilyn-manson-atracao-do-the-town-foi-acusado-de-diversos-crimes-sexuais.shtml" target="_blank" rel="noopener"><strong>Folha de S. Paulo</strong></a> no fim de setembro:</p> <blockquote><p><em>&#8220;É um cara que não foi condenado, não tem uma coisa provada. São histórias que absolutamente não fazem parte de nada do que a gente acredita, mas nesse momento ele é um artista que estará em turnê pelo mundo. A gente não pode pré-condenar uma pessoa sem prova.&#8221;</em></p></blockquote> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/marilyn-manson-no-the-town-e-recebida-com-criticas-de-fas-veja-reacoes/" target="_blank" rel="noopener">Marilyn Manson no The Town é recebida com críticas de fãs; veja reações</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/por-que-the-town-2027-escalou-marilyn-manson-no-lineup-segundo-producao/" target="_blank" rel="noopener">Por que The Town 2027 escalou Marilyn Manson no lineup, segundo produção</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/marilyn-manson-no-the-town-2027-entenda-as-acusacoes-de-abuso-sexual-contra-o-cantor/" target="_blank" rel="noopener">Marilyn Manson no The Town 2027: entenda as acusações de abuso sexual contra o cantor</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/vereador-de-londres-quer-impedir-show-de-marilyn-manson-abrindo-para-slipknot/">Vereador de Londres quer impedir show de Marilyn Manson abrindo para Slipknot</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  9. Olivia Rodrigo mostra bastidores de clipe e desmente acusações de IA

    Mon, 19 Oct 2026 21:13:52 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/07/olivia-rodrigo-gettyimages-2222861511.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Olivia Rodrigo no Glastonbury 2025" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" /></p> <p>Após cenas do novo remix de "Expectations" com Chappell Roan serem destacadas por internautas, a cantora disponibilizou trechos da produção nas redes</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/olivia-rodrigo-mostra-bastidores-de-clipe-e-desmente-acusacoes-de-ia/">Olivia Rodrigo mostra bastidores de clipe e desmente acusações de IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/07/olivia-rodrigo-gettyimages-2222861511.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Olivia Rodrigo no Glastonbury 2025" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" /></p><p>Voz ativa contra o uso de inteligência artificial na indústria da música, <strong><a href="https://rollingstone.com.br/tags/olivia-rodrigo/" target="_blank" rel="noopener">Olivia Rodrigo</a> </strong>foi rápida em desmentir a tecnologia em seu novo videoclipe. Após acusações circularem nas redes de que o trecho em animação 2d do clipe da faixa &#8220;<strong>Expectations</strong>&#8220;, a cantora divulgou vídeos dos bastidores que detalham o processo criativo por trás das imagens da canção.</p> <p>As especulações surgiram após o lançamento de um remix com <strong><a href="https://rollingstone.com.br/tags/CHAPPELL-ROAN/" target="_blank" rel="noopener">Chappell Roan</a> </strong>de um dos sucessos do álbum <em><strong>You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love</strong></em>. Na novidade, a voz por trás de <strong>&#8220;Good Luck,</strong> <strong>Babe</strong>&#8221; assina um novo verso na faixa e faz sua primeira participação em música de outro artista. Dirigido por <strong>Bardia Zeinali</strong>, o vídeo transforma a canção em um programa de auditório retrô, o The Big Expectations Show, apresentado por <a href="https://rollingstone.com.br/tags/david-byrne/" target="_blank" rel="noopener"><strong>David Byrne</strong></a> no papel de Johnny Johnson. <strong>Rodrigo</strong> aparece em diferentes figurinos, e o produtor <strong>Dan Nigro</strong> surge em uma ponta no fim.</p> <p>As acusações de efeitos visuais gerados por inteligência artificial, segundo a <a href="https://faroutmagazine.co.uk/olivia-rodrigo-shuts-down-ai-rumours-with-behind-the-scenes-music-video-clips/" target="_blank" rel="noopener"><em>Far Out Magazine</em></a>, apontaram para várias inconsistências na aparência dos dedos ou em certas escolhas de animação. Na secção do vídeo, fãs apontaram o desaparecimento de membros de <strong>Roan</strong> em diferentes cenas e mudanças na paleta de cores como possíveis evidências de IA. No entanto, por meio de sua conta oficial de fãs, <strong>Rodrigo </strong>revelou que o videoclipe foi desenhado à mão e criado com animação 2D e 3D.</p> <p>Na legenda da publicação, o processo foi descrito em detalhes: &#8220;Bastidores dos personagens desenhados à mão, da animação 2D e 3D e das telas de TV analógicas usadas para criar os gráficos retrô do videoclipe de &#8216;Expectations'&#8221;. Por conta da rapidez e simulação de movimento nas cenas, as alterações indicadas por internautas como provas de uso de IA são apenas o padrão de animação. Confira o post abaixo:</p> <blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/Dem3_JRJOM6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14"> <div style="padding: 16px;"> <p>&nbsp;</p> <div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div> </div> </div> <div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div> <div style="padding-top: 8px;"> <div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">View this post on Instagram</div> </div> <div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"> <div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div> </div> <div style="margin-left: 8px;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div> </div> <div style="margin-left: auto;"> <div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div> <div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div> </div> </div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;"> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div> <div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div> </div> <p>&nbsp;</p> <p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/Dem3_JRJOM6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by livies hq (@livieshq)</a></p> </div> </blockquote> <p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p> <p>Internautas <strong>Livies </strong>(apelido da <em>fanbase </em>da cantora) vibraram, já rebaterando os comentários negativos online de quem sequer cogitou que <strong>Rodrigo</strong> usaria inteligência artificial. No entanto, esta não é a primeira vez que a moralidade da inteligência artificial é um tópico de abordado pela artista. Em uma matéria de capa publicada no <a href="https://www.hollywoodreporter.com/music/music-features/olivia-rodrigo-interview-daisy-chain-festival-album-stardom-1236723322/" target="_blank" rel="noopener"><em>Hollywood Reporter</em></a> no dia 7 de outubro, ela abordou os rumores de que estaria namorando um associado de uma empresa de investimentos em IA. Antes mesmo de falar sobre IA, ela deixou claro que estava solteira. Em seguida, lamentou a intromissão de sua vida amorosa.</p> <p>&#8220;Ser perseguida na porta de casa e depois essas fotos serem usadas como prova de que você é uma pessoa ruim é a coisa mais louca. Mas eu sei quem eu sou, sei quais são os meus valores e tento me manter fiel a eles no final das contas. Eu queria ter 23 anos e viver uma vida normal&#8221;, disse a cantora e atriz à publicação. &#8220;É tão difícil e meio triste, especialmente porque relacionamentos deveriam ser algo privado&#8221;, continuou. &#8220;Sinto que toda vez que saio para um encontro casual com um cara, tem uma foto disso na internet, o que é muito invasivo. Às vezes você está saindo com um cara que não é seu namorado, e de repente a internet diz: &#8216;Eles são casados, blá blá blá&#8217;.&#8221;</p> <p>Quando o assunto é IA em na música, <strong>Rodrigo</strong> se opõe veementemente nas redes e em entrevistas. Para confirmar suas críticas, ela e seu produtor testaram o ChatGPT só para ver os resultados. Em uma ocasião no início do mês, <strong>Rodrigo</strong> afirmou (via <a href="https://www.vice.com/en/article/olivia-rodrigo-swears-shes-not-using-ai-for-her-new-music-video-with-chappell-roan/" target="_blank" rel="noopener"><em>Vice</em></a>): &#8220;Eu jamais usaria inteligência artificial em nenhuma das minhas músicas. De jeito nenhum. Sou inflexível quanto a isso. O mais perto que cheguei foi quando eu e o [produtor] Dan [Nigro] estávamos tipo, &#8216;Nossa, que ideias o ChatGPT teria para um título com a Olivia Rodrigo?&#8217;, e todas são ruins pra caralho.&#8221;</p> <p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/gsZauX8gwxo?si=b_EivnMFy4MA3BgC" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/olivia-rodrigo-descarta-o-uso-de-inteligencia-artificial-em-sua-musica-uma-linha-que-nao-cruzo/" target="_blank" rel="noopener">Olivia Rodrigo descarta o uso de inteligência artificial em sua música: ‘Uma linha que não cruzo’</a></strong></p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/olivia-rodrigo-acusa-governo-trump-de-brigar-com-popstars-para-desviar-atencao/" target="_blank" rel="noopener">Olivia Rodrigo acusa governo Trump de ‘brigar com popstars’ para desviar atenção</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/olivia-rodrigo-mostra-bastidores-de-clipe-e-desmente-acusacoes-de-ia/">Olivia Rodrigo mostra bastidores de clipe e desmente acusações de IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>