<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="“O Morro dos Ventos Uivantes” quebra expectativas ao mudar história e apostar em menos erotismo" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p>
<p>Seja visual ou na construção dos seus personagens, a diretora Emerald Fennell tem total controle e segurança de sua narrativa</p>
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<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="“O Morro dos Ventos Uivantes” quebra expectativas ao mudar história e apostar em menos erotismo" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/02/O-Morro-dos-Ventos-Uivantes-quebra-expectativas-ao-mudar-historia-e-apostar-em-menos-erotismo.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p><span style="font-weight: 400;">A nova adaptação de </span><b><i><a href="https://rollingstone.com.br/tags/o-morro-dos-ventos-uivantes">O Morro dos Ventos Uivantes</a>,</i></b> <span style="font-weight: 400;">dirigida por </span><b><a href="https://rollingstone.com.br/tags/emerald-fennell">Emerald Fennell</a> </b><span style="font-weight: 400;">(</span><b><i>Doce Vingança</i></b><span style="font-weight: 400;">) e estrelada por </span><a href="https://rollingstone.com.br/tags/margot-robbie"><b>Margot Robbie</b></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><b><i>Barbie</i></b><span style="font-weight: 400;">) ao lado de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/jacob-elordi"><strong>Jacob Elordi</strong></a> (</span><b><i>Euphoria</i></b><span style="font-weight: 400;">), veio acompanhada de aspas no título e materiais promocionais muito provocativos. Decisões como essas buscam se distanciar do clássico de</span><a href="https://rollingstone.com.br/tags/emily-bronte"><b> Emily Brontë </b></a><span style="font-weight: 400;">e trazer uma assinatura autoral, contemporânea e visualmente agressiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já começo entregando a coisa mais óbvia: o filme, em tela, tem essa identidade visual fortíssima. Diversos frames parecem gritar o alto valor investido no longa. As cores do cenário e figurino fazem parte da narrativa e o gótico da obra original ainda respira, especialmente na ambientação da casa de </span><b>Cathy </b><span style="font-weight: 400;">(</span><b>Robbie</b><span style="font-weight: 400;">), mas, agora, o longa opta por dividir espaço com uma energia vibrante.</span></p>
<p><a href="https://rollingstone.com.br/tags/o-morro-dos-ventos-uivantes"><b><i>“O Morro dos Ventos Uivantes”</i></b></a><span style="font-weight: 400;"> se vendeu como um romance épico pop, embalado pela trilha sonora de </span><a href="https://rollingstone.com.br/tags/charli-xcx"><b>Charli xcx</b></a><span style="font-weight: 400;"> e muita tensão sexual. Nesse aspecto, ele cumpre o que promete: a química em cena funciona e o clima de tesão remete a obras recentes como </span><a href="https://rollingstone.com.br/tags/rivais"><b><i>Rivais</i></b></a><span style="font-weight: 400;">, sem cair no explícito e raso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de </span><b>Fennell </b><span style="font-weight: 400;">se destaca de uma maneira diferente. Por vezes, reduzimos o papel da direção em movimentação de câmera das cenas e conversas com os atores, mas, aqui, ela nos lembra que esse cargo exige coordenação geral em todas as etapas. Graças às habilidades da cineasta, é possível dizer que o filme tem ideias “fora da caixa”. Não só por trabalhar o vermelho, por exemplo, mas nos mínimos detalhes de montagem, som, lettering do título e o tom escolhido em cada momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em </span><b>Charli</b><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora crava o martelo da contemporaneidade e do tema central: a obsessão entre os protagonistas. Trazendo arranjos clássicos, que combinam com a experiência romântica do filme, a artista consegue trazer um pop que foge da música 100% instrumental. Além disso, a crescente de suas canções ditam a tensão que história precisa.</span></p>
<p><b>Margot Robbie</b><span style="font-weight: 400;"> entrega uma </span><b>Cathy </b><span style="font-weight: 400;">carregada de carisma, mas que não esconde a malícia e o egoísmo, inerentes à personagem. Já </span><b>Elordi </b><span style="font-weight: 400;">atua bem, mas é profundamente afetado pelo texto. O filme amarga com</span> diálogos cafonas e “manjados”, <span style="font-weight: 400;">vícios de linguagem que parecem impregnados na medula de dramas desse gênero. Em passagens mais exageradas, a sensação é de estarmos assistindo a uma peça experimental encenada por um “doidinho do centro da República”, sendo visceral, mas que beira o canastrão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior deslize da trama reside no desenvolvimento do arco do bebê — não entraremos em detalhes para não dar spoiler. Embora tentem vender esse ponto como uma reviravolta de impacto que mudaria o curso da história, a execução é fraca e acrescenta pouco ao resultado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, </span><b><i>“O Morro dos Ventos Uivantes”</i></b><span style="font-weight: 400;"> traz uma quebra de expectativa para quem entrou na sala de cinema pronto para falar mal e não gostar. Contudo, é inegável que o filme é um romance de época e esse tipo de narrativa é naturalmente mais sensível e clichê. </span></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:<a href="https://rollingstone.com.br/cinema/jacob-elordi-foi-parar-no-hospital-apos-acidente-o-morro-dos-ventos-uivantes/">Jacob Elordi foi parar no hospital após acidente bizarro nas filmagens de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’</a></strong></p>
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