<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Interpol (Foto: Eliot Lee Hazel)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p>
<p>Daniel Kessler, guitarrista, comenta sobre o novo álbum da banda americana, 'The Mirrow Weighs a Ton', e relembra os quase 25 anos do disco de estreia</p>
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<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Interpol (Foto: Eliot Lee Hazel)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Interpol-2026-foto-Eliot-Lee-Hazel.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Na primeira vez que veio ao Brasil, em 2008, o <a href="https://rollingstone.com.br/tags/interpol/"><strong>Interpol</strong></a> parecia estar no fim da linha. Seu terceiro álbum de estúdio, <em><strong>Our Love to Admire</strong></em> (2007), teve a recepção mais branda da carreira do grupo até ali e tensões internas levaram à saída do baixista <strong>Carlos Dengler</strong> em 2010, meses antes do lançamento do disco seguinte, <em><strong>Interpol</strong> </em>(2010).</p>
<p>Entretanto, a banda continuou em frente. E nesta sexta-feira, 28, lança seu oitavo álbum, <a href="https://interpol.lnk.to/tmwat" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>This Mirror Weighs a Ton</strong></em></a>.</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: This Mirror Weighs a Ton" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2LgXUDNp1uPV0t55aTlfUT?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Em entrevista à <strong>Rolling Stone Brasil</strong>, o guitarrista <a href="https://rollingstone.com.br/tags/daniel-kessler/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Daniel Kessler</strong></a> se abriu quanto ao processo desse novo trabalho, que incluiu duas mudanças cruciais. A primeira foi um novo produtor <strong>Andrew Wyatt</strong> – conhecido por <strong>Liam Gallagher</strong>, <strong>Miley Cyrus</strong> e <strong>Mark Ronson</strong> –, um conhecido de longa data do Interpol e, embora haja sempre riscos de trazer alguém próximo para o estúdio, tudo correu bem.</p>
<blockquote><p><em>“As coisas podem dar super certo ou pode ser que vocês não tenham a mesma visão artística em relação à direção que querem dar à música. Mas foi um verdadeiro prazer. Parecia que ele era como um quinto membro enquanto estávamos gravando. Ele fez todos esses teclados e orquestrações incríveis, todas essas coisas que eu achei que seria ótimo trazer de volta e incorporar a um disco essencial, e simplesmente se encaixaram perfeitamente, sem nada forçado.”</em></p></blockquote>
<p>Outra mudança entre <em><strong>The Mirror Weighs a Ton</strong> </em>e seu predecessor, <em><strong>The Other Side of Make-Believe</strong></em> (2022), é a presença de um baixista de ofício no estúdio. Desde a saída de Dengler em 2010, o instrumento era gravado pelo vocalista e guitarrista <strong>Paul Banks</strong>. Agora, <strong>Brad Truax</strong>, parte da formação ao vivo do Interpol desde 2011, foi efetivado como integrante oficial.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Interpol - This Mirror Weighs a Ton (Official Visualizer)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/KgJ8JBeJnXQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Daniel destacou o quão bom foi trabalhar com o baixista no estúdio, após anos dividindo palcos. As contribuições de Truax são evidentes em canções como a solene <strong>“Iron City”</strong>, cujo instrumento confere um balanço ao arranjo que dá uma nova dimensão às composições.</p>
<p>Kessler afirmou que a banda não passou tempo demais burilando o material no espaço de ensaio, mas foi possível chegar no estúdio com as músicas bem encaminhadas. Coube a Wyatt apenas auxiliar os integrantes a traduzir o espaço das composições, gravadas ao vivo, para as gravações finais. Isso significou arranjos luxuosos de teclado e uma mixagem expansiva feita por <strong>Dave</strong> <strong>Fridmann</strong> (<strong>Flaming Lips</strong>, <strong>Tame Impala</strong>, <strong>Spoon</strong>).</p>
<blockquote><p><em>“Tudo pareceu muito natural. Acho que isso é uma grande parte do mérito. Nos divertimos muito compondo. Quando chegamos ao estúdio, todas as músicas já estavam ótimas. Já tínhamos praticamente tudo pronto, e Andrew ajudou a levar as músicas para outro nível. É como se ele tivesse dado a elas uma sensação mais tridimensional com todos os teclados, orquestrações e tudo o mais. Todos os discos sempre vão ter um pouco de desafio, porque são gravados ao vivo, mas foi muito divertido.”</em></p></blockquote>
<h2>Estreia no Brasil</h2>
<p>O guitarrista até aproveitou para revelar algo relacionado à passagem mais recente do Interpol pelo Brasil, quando a banda tocou no Lollapalooza Brasil 2026. Àquela altura, <em><strong>The Mirror Weighs a Ton</strong></em> estava finalizado há alguns meses – desde outubro de 2025 – e o grupo resolveu aproveitar o show de aquecimento na Audio, dia 19 de março, para estrear uma faixa inédita do álbum, <strong>“See Out Loud”</strong>.</p>
<p>A recepção calorosa dos fãs brasileiros à canção nova o fez lhe sentir como nos primórdios da carreira.</p>
<blockquote><p><em>“Quando você faz algo assim — quando toca uma música pela primeira vez em qualquer lugar —, sempre dá um friozinho na barriga, faz você se sentir como nos primeiros dias da banda, começando do zero e tal. Mas me lembro de sentir esse calor e acolhimento do público. Foi ótimo termos conseguido estrear lá.”</em></p></blockquote>
<p>Ao falar da relação do Interpol com o país, o músico ficou até emocionado. A banda já fez sete passagens pelo Brasil desde 2008 — algo que para ele, parecia tão fora das possibilidades no começo de sua trajetória a ponto de lhe tornar ainda mais grato:</p>
<blockquote><p><em>“É difícil acreditar que você vai visitar o Brasil e, muito menos, fazer shows lá, então foi realmente algo especial. O fato de só termos conseguido fazer isso no nosso terceiro álbum tornou tudo ainda mais significativo para nós. Agora temos essa relação linda e longa com o Brasil, tendo estado lá em todos os ciclos de nossos álbuns, às vezes mais de uma vez. Então, nesse sentido, uma das coisas maravilhosas que às vezes acompanham o lançamento de discos e a vida de uma banda em turnê é poder ir a lugares que você sempre quis visitar e se conectar com bandas incríveis, algumas das mais apaixonadas do mundo.”</em></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" title="Interpol - Wings on Fire (Official Lyric Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/pxHQASNmJZs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Lembranças</h2>
<p>O último dia 19 viu <em><strong>Turn On The Bright Lights</strong></em> (2002), álbum de estreia do Interpol, completar 24 anos. Curiosamente, era a idade que Paul Banks, o caçula da banda, tinha quando o disco saiu originalmente. Entretanto, dentre todos os integrantes, Daniel Kessler sempre foi o motor por trás do grupo.</p>
<p>Foi ele quem juntou Banks, Carlos Dengler e o baterista <strong>Sam Fogarino</strong>. Além disso, ajudou a moldar a sonoridade característica do conjunto e usou suas conexões na indústria, formadas enquanto era funcionário da gravadora independente <strong>Domino</strong>, para conseguir um contrato de gravação.</p>
<p>Perguntado sobre sua perspectiva quanto à trajetória do Interpol, Kessler reflete:</p>
<blockquote><p><em>“A gente não imagina essas coisas na vida. É uma luta constante conseguir que algumas pessoas compareçam aos seus shows e coisas do tipo. Você não tem motivos para acreditar que haverá pessoas interessadas no seu primeiro disco quando você finalmente o lançar, mas o fato de ele ter tocado algumas pessoas até hoje, incluindo pessoas que nem tinham nascido quando o disco foi lançado, é excepcional. Isso significa muito para mim. É uma grande honra, mas também é algo muito bonito e surpreendente nesse sentido.”</em></p></blockquote>
<p><em><strong>This Mirror Weighs a Ton</strong></em>, inclusive, carrega um pouco da essência de <em><strong>Turn On The Bright Lights</strong></em>, pois ambos têm uma sonoridade grandiosa e calorosa. Ao refletir sobre tais características, Daniel aponta:</p>
<blockquote><p><em>“Acho que nunca temos parâmetros definidos. Simplesmente tentamos fazer justiça à música e seguir o caminho que ela parece querer trilhar, então às vezes é assim que ela quer ser. Por exemplo, músicas como <strong>‘This Mirror Weighs a Ton’</strong> ou <strong>‘NYC’</strong> simplesmente querem ser grandiosas nesse sentido e prosperam nesse tipo de ambiente, mas você só percebe isso quando já está no meio do processo, então não é um requisito. Em geral, quando começamos a gravar, não entramos em muitos detalhes sobre o que queremos fazer. Seguimos o fluxo.”</em></p></blockquote>
<p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/interpol-quer-que-voce-se-pergunte-sobre-o-novo-titulo-do-album-this-mirror-weighs-a-ton/" target="_blank" rel="noopener">Interpol quer que você se pergunte sobre o novo título do álbum, ‘This Mirror Weighs a Ton’</a></strong><br />
<strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/paul-banks-mergulha-no-universo-de-iggy-pop-com-releituras-sombrias/" target="_blank" rel="noopener">Paul Banks mergulha no universo de Iggy Pop com releituras sombrias</a></strong><br />
<strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-kurt-cobain-salvou-adolescencia-de-paul-banks-do-interpol/" target="_blank" rel="noopener">Como Kurt Cobain ‘salvou’ adolescência de Paul Banks, do Interpol?</a></strong></p>
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