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  1. ‘Queremos ajudar as pessoas a terem bom sexo’: Como Jane Schoenbrun virou o slasher do avesso

    Wed, 20 May 2026 20:22:27 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Teenage Sex and Death at Camp Miasma" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone.jpg 1920w" sizes="(max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>A cineasta e as estrelas de ‘Teenage Sex and Death at Camp Miasma’ falam sobre libertação pessoal, o poder dos filmes de terror e massacres ao som de Counting Crows</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/queremos-ajudar-as-pessoas-a-terem-bom-sexo-como-jane-schoenbrun-virou-o-slasher-do-avesso/">‘Queremos ajudar as pessoas a terem bom sexo’: Como Jane Schoenbrun virou o slasher do avesso</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Teenage Sex and Death at Camp Miasma" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Teenage-Sex-and-Death-at-Camp-Miasma-Divulgacao-MUBI-Rolling-Stone.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Quando <strong>Jane Schoenbrun</strong> era criança, ia ao cinema com seus pais. O multiplex local estava exibindo <em><strong>James e o Pêssego Gigante</strong></em> (1996), e a futura cineasta estava pronta para se acomodar para uma tarde de diversão animada com gafanhotos, vaga-lumes e centopeias, epa! Havia, porém, um pequeno problema com o plano da família <strong>Schoenbrun</strong> — algo que perceberam no minuto em que as luzes se apagaram e um filme diferente começou.</p> <p>“Entramos por engano na sala que estava passando <em><strong>Pânico</strong></em> (1996)”, diz <strong>Schoenbrun</strong>. “Não sei se você lembra como esse filme começa, mas aparece apenas a palavra ‘Scream’, e então tem um corte atravessando a tela. Tenho essa memória sensorial de quase, tipo, me cagar. Eu levantei e literalmente saí correndo do cinema.”</p> <p>Tanto <strong>Hannah Einbinder</strong> quanto <strong>Gillian Anderson</strong> — as estrelas de <em><strong>Teenage Sex and Death at Camp Miasma</strong></em>, o novo filme de <strong>Schoenbrun</strong> que estreou na noite anterior em Cannes e abriu a mostra <em>Un Certain Regard</em> — caem na gargalhada. Então <strong>Einbinder</strong> solta um “aww” e coloca a mão no ombro da roteirista-diretora.</p> <p>“Eu devia ter uns sete anos quando isso saiu”, diz <strong>Schoenbrun</strong>, fazendo uma careta leve ao lembrar. “Mas quando eu tinha oito, eu estava <em>obcecada</em> por filmes de terror. Eles tinham exatamente a mesma atração que, sabe, a revista pornô encontrada no mato — uma coisa proibida, mas muito sedutora e muito assustadora. Eu lembro da sensação de estar na seção de terror da locadora e parecia que você não devia ir para lá — até as capas podiam ser potencialmente perigosas. ‘Mas também é tipo: <em><strong>Brinquedo Assassino 3</strong></em> (1991)? <em><strong>Puppetmaster 4</strong></em> (1993)?’” Os olhos se arregalam. “‘O que está acontecendo aqui?!’”</p> <p><iframe title="TEENAGE SEX AND DEATH AT CAMP MIASMA | Official Teaser | In Theaters August 7" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/MA5NqUMEdbI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>Diga o que quiser sobre <em><strong>Teenage Sex and Death at Camp Miasma</strong></em> — o filme definitivamente entende como certos tipos de experiências formativas e certos tipos de filmes muito sedutores e muito assustadores podem se combinar de um jeito que vira o equivalente a pólvora psicosexual. Uma história sobre, ao mesmo tempo, viver sua verdade e abraçar seu kink, a homenagem de <strong>Schoenbrun</strong> aos slashers sujos e cheios de nervo que lotavam os grindhouses no início dos anos 1980 remexe o terreno fértil do fandom, da construção de identidades e de como a ficção barata de uma pessoa pode virar o despertar sexual de outra. (O filme estreia nos cinemas em sete de agosto.)</p> <p>E, assim como seu filme anterior, o favorito instantâneo-cult <em><strong>I Saw the TV Glow</strong></em> (2024), esta história de uma jovem diretora e de uma veterana scream queen gira em torno de uma nostalgia por marcos da cultura pop de outros tempos. Em vez de uma série de TV à la <em><strong>Buffy</strong></em> (1997), porém, aqui se recria uma franquia slasher fictícia chamada <em><strong>Camp Miasma</strong></em> — uma série típica de maníaco homicida versus adolescentes excitados na floresta, com mais de uma semelhança com os filmes de <em><strong>Sexta-Feira 13</strong></em> (1980). O assassino icônico, sempre “renascível”, conhecido como Little Death, também usa máscara — mas não uma de hóquei; é mais como um cruzamento entre uma grelha de ventilação do teto e um ar-condicionado.</p> <p>A chance de recriar o visual e a sensação daqueles clássicos de cinema-trash, assim como as marcas registradas das joias exploitation da época — das capas VHS dos inúmeros sequels de <em><strong>Camp Miasma</strong></em> às fantasias de Halloween feitas para vender e aos videogames — fazia parte do apelo. “Os melhores dias em <em>TV Glow</em> foram os dias em que eu só podia fazer <em><strong>Buffy</strong></em> (1997), sabe?”, admite <strong>Schoenbrun</strong>, referindo-se à versão do filme sobre um programa ‘monstro da semana’, <em><strong>The Pink Opaque</strong></em>. “É tipo: ‘Ah, estamos fazendo uma cena de <em><strong>Buffy</strong></em> (1997) agora. Ótimo!’ É como eu, criança, me divertindo. Mas eu sou pseudo-intelectual demais para me permitir ir totalmente para o pastiche. Eu preciso revestir o pastiche; se um personagem estiver assistindo, tudo bem. E ter a chance de vestir aqueles figurinos, por assim dizer, vai parecer alegria de infância. Vídeos de terror ruins da internet, TV sobrenatural dos anos 90, slashers no estilo ‘video nasty’ dos anos 80 — esses são gêneros que eu vivo e respiro. Estão no meu DNA.”</p> <p>Há, sim, um senso palpável de carinho por essas parábolas vintage de sexo e morte adolescente, mas <strong>Schoenbrun</strong> quer um jogo maior do que simplesmente construir um bilhete sangrento de dia dos namorados ao subgênero. Uma montagem de abertura traça o arco dos filmes de <em><strong>Camp Miasma</strong></em> de sucessos confiáveis a material ridículo para sequels. Acompanhamos manchetes na internet que revisitam os filmes como relíquias problemáticas de um “era diferente”, e sua eventual revisão como nostalgia kitsch. Uma jovem cineasta “abençoada” por Sundance, chamada <strong>Kris</strong> (<strong>Einbinder</strong>), é contratada para ressuscitar a “I.P. zumbi” por produtores que esperam rebootar a franquia para o século 21. Ela presume, cinicamente, que foi escolhida para o trabalho porque é queer e, assim, vai evitar acusações de que aquela franquia homofóbica e transfóbica deveria ter sido deixada morta. Ainda assim, <strong>Kris</strong> sabe que é uma grande oportunidade. Além disso, ela tem um possível ás na manga.</p> <p>Porque <strong>Kris</strong> consegue uma audiência com a reclusa estrela dos antigos filmes de <em><strong>Camp Miasma</strong></em>, <strong>Billy Preston</strong> (<strong>Anderson</strong>). Essa Primeira-Dama das Final Girls já se aposentou do showbiz e agora mora no meio do nada, no nevado Noroeste do Pacífico. Bem, não exatamente “no meio do nada” — <strong>Billy</strong> vive, na verdade, no próprio local do acampamento de verão onde filmaram a maioria dos filmes de <em>Miasma</em> na época. Como Norma Desmond, ela parece contente em viver em um museu virtual de seus dias de glória. <strong>Kris</strong> quer convencer <strong>Billy</strong> a participar desse <strong>“requel”</strong> e, assim, estabelecer um senso de continuidade. Depois do jantar, <strong>Billy</strong> convida a visita para passar a noite. O que acontece depois envolve empoderamento, trauma, cura, a sequência de sedução mais sensual com molhos já filmada e uma boa dose de sexo e morte — de um tipo não adolescente.</p> <p><strong>Schoenbrun</strong>, que se identifica como não binárie e trans, foi citade antes da estreia dizendo que sua obra mais recente é, essencialmente, uma parábola sobre desfrutar do sexo após a transição. Alguns acharam que era brincadeira. Mas, quando você vê a maneira como <strong>Kris</strong> e <strong>Billy</strong> usam tanto a iconografia — quanto a geografia literal — dos filmes antigos para libertar seus desejos, fica claro que a cineasta está longe de ser leviana ao tratar o filme como uma ode a levantar sua bandeira freak com orgulho e aprender a amar aquilo que realmente te excita.</p> <p>“Acho que falo por nós três quando… olha, eu vou dizer e vocês saem do trem se não quiserem estar nele”, diz <strong>Schoenbrun</strong>, sob outra onda de risadas coletivas. “Queremos que o filme ajude as pessoas a terem bom sexo. Queremos que o filme ajude as pessoas a se sentirem bem em seus corpos, com menos vergonha e mais coragem. Para mim, toda vez que você começa um projeto novo ou uma nova forma de arte, você arrisca passar vergonha total. Para chegar a algo que valha a pena fazer e dizer, é preciso essa vulnerabilidade radical de se expor — e <em>isso</em> é o sexo. É tipo: não tem como fazer sexo estando na sua cabeça e pensando ‘tenho que fazer isso direito!’.</p> <p>“Mas essa definitivamente não é a mensagem que estamos recebendo culturalmente”, acrescenta a diretora, enquanto <strong>Einbinder</strong> e <strong>Anderson</strong> concordam. “A mensagem que recebemos sobre sexo é que é um ato discreto entre dois gêneros discretos. Se você é mulher, o prazer não é sobre você, é sobre conseguir a aprovação da outra pessoa. E se você é homem, é tudo sobre a subjetificação de um objeto. Eu sempre recebo a pergunta ‘Por que a Gen Z odeia sexo?’ Não precisa de um psicólogo do caralho para descobrir isso. Quem tem olhos para ver pode olhar para nossa cultura da sexualidade e pensar: ‘Tem algo não muito bom aqui’.”</p> <p><strong>Anderson</strong> e <strong>Schoenbrun</strong>, no set de ‘Teenage Sex and Death at Camp Miasma’. <strong>Ryan Plummer</strong>/<strong>MUBI</strong></p> <p>Na verdade, foi justamente o aspecto altamente pessoal de usar os apetrechos do cinema-trash old-school para examinar os limites que as pessoas impõem aos próprios desejos bem NSFW que trouxe tanto <strong>Einbinder</strong> quanto <strong>Anderson</strong> para o projeto. A estrela de <em><strong>Hacks</strong></em> (2021) já era fã de carteirinha de <strong>Schoenbrun</strong> e respondeu imediatamente aos aspectos altamente satíricos do roteiro, sobretudo sobre “a tokenização de pessoas queer na nossa indústria”. Conforme ela mergulhava no despertar de <strong>Kris</strong>, porém, passou a se identificar pessoalmente com a ideia do filme de libertar a mente para que as zonas erógenas possam acompanhar. “Eu sou de L.A., e de jeito nenhum cresci em um ambiente conservador”, diz <strong>Einbinder</strong>. “Mas eu estou, tipo, uns dois anos atrás, talvez mais, de um despertar sobre sexo e gênero de uma forma mainstream. Espero que o filme faça por outras pessoas o que fez por mim e por nós.”</p> <p>“Só quando começamos a fazer imprensa”, observa <strong>Anderson</strong>, “é que eu comecei a perceber… que eu interpretei muitos personagens que, para todos os efeitos, não têm nenhuma semelhança comigo na minha vida pessoal e na minha história. Mas quando eu era jovem, eu estava no único relacionamento gay do meu colégio naquele momento, aos 13 anos. No meio do verão, eu me vestia com suéteres e jaquetas pesadas. E mesmo quando meus pais iam à praia, eu me vestia assim para ir à praia, com minhas botas de combate. Eu ficava toda coberta, e isso era minha vergonha, certo?</p> <p>“E até eu estar literalmente sentada aqui, sabe, tendo esse flashback”, continua a ex-atriz de <em><strong>Arquivo X</strong></em> (1993), “eu não tinha percebido que eu gostaria de ter tido esse filme quando eu estava crescendo. Eu não tenho minha própria experiência com fandom intenso. Nunca houve nada além de música — especialmente punk rock — com que eu ficasse obcecada. Então eu nunca entendi isso. Mas, se esse filme existisse quando eu tinha aquela idade, eu consigo imaginar perfeitamente que ele teria sido minha tábua de salvação.” <strong>Anderson</strong> solta um longo suspiro. “<em>Porra</em>, cara.”</p> <p>Vale notar que <em>Teenage Sex and Death at Camp Miasma</em> está longe de ser uma palestra universitária ou um tratado acadêmico — o título por si só já dá uma ideia do seu <em>joie de vivre</em> atrevido. <strong>Kris</strong> basicamente consegue o trabalho do reboot de <em>Miasma</em> porque sua obra de destaque foi uma releitura de <em><strong>Psicose</strong></em> (1960), “mas recontada do ponto de vista da cortina do chuveiro”. Há também muitos acenos e piscadelas a marcos do terror do passado, notadamente <em><strong>Videodrome</strong></em> (1983) e <em><strong>O Iluminado</strong></em> (1980), além de algumas cutucadas gentis nos clichês da Era de Ouro dos slashers. Várias sequências são em cores de doce, e muitas são cheias de quantidades generosas de doces de marca. E então há uma cena de massacre sangrento do <em>Camp Miasma</em> original, em que Little Death (interpretade por <strong>Jack Haven</strong>, de <em>TV Glow</em>) mata dezenas de campistas azarados ao som de um hit bem incomum e anacrônico dos anos 1990.</p> <p><iframe title="Counting Crows - A Long December" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/NQYTT8npz5U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>“Então é assim que “<strong>A Long December</strong>” acabou no filme”, diz <strong>Schoenbrun</strong>. “Curiosidade: eu tenho um primo que foi técnico de guitarra do <strong>Counting Crows</strong>. Eu era super fã do <strong>Counting Crows</strong> quando tinha, tipo, 10 anos. Eu pude ir aos bastidores e conhecer a banda. Isso significou muito para mim. No roteiro, aquela sequência ia ser ao som de “<strong>Nightswimming</strong>”, do <strong>R.E.M.</strong>, e então eu pensei: ‘Putz. Talvez haja uma balada de piano melhor para isso’. Eu amo essa música e, quando você coloca uma música num filme, você corre o risco de estragar ela para você para sempre.” [<em>Nota: uma cover da faixa do R.E.M. aparece em outra cena.</em>]</p> <p>“E eu nunca parei de amar “<strong>A Long December</strong>””, acrescenta a cineasta. “Toda vez que eu ouço, eu penso que é o ápice de um certo tipo de pop rock mainstream. É tão linda e tem essa esperança resignada: ‘Ano que vem vai ser melhor do que o último’. Eu queria muito que o Little Death decepasse a cabeça de alguém toda vez que o <strong>Adam Durwitz</strong> dissesse ‘Hollywood’ na música — essa era outra coisa. Quem desempatou para mim foi a <strong>Lindsay</strong> [<strong>Erin Jordan</strong>], do <strong>Snail Mail</strong>. Eu mandei mensagem para ela e perguntei: ‘Nightswimming’ ou ‘Long December’… qual você preferiria ouvir tocando por cima de uma matança de cinco minutos?’ E ela respondeu: ‘Essa é uma pergunta difícil pra caralho. Mas acho que tem que ser ‘December’’. ”</p> <p>Como muita coisa em <em>Teenage Sex and Death at Camp Miasma</em>, é uma escolha esquisita que se encaixa completamente no mundo que <strong>Schoenbrun</strong> criou — uma mistura de ironia e admiração genuína, exagero e ternura, risadinhas e gore, que acaba cedendo a um senso íntimo e sincero de conexão. Sem entregar o final, dá para dizer com segurança que o filme culmina numa nota de esperança no que diz respeito a alcançar <em>la petite mort</em> com mais regularidade. O fato de deixarmos nossas heroínas cobertas de sangue da cabeça aos pés só aumenta o frenesi emocional Grand-Guignol de tudo.</p> <p>“Então, eu tenho questões sensoriais”, diz <strong>Einbinder</strong>, quando o final do filme é mencionado. “Tipo questões com barulho, sensações na minha pele etc., de um jeito bem neurodivergente. Aquelas cenas em que estamos cobertas de sangue… foi, tipo, muito desafiador para mim. A pior sensação para mim é minha pele ficar molhada e, então, qualquer tecido encostar nela — isso me causa, tipo, dor de um jeito tão desconfortável. Eu provavelmente não deveria dizer isso on the record, porque meus inimigos vão ler e descobrir isso.”</p> <p>“Mas na primeira vez que eu vi o filme”, acrescenta, “eu vi um plano em que eu estou em close perto da frente do quadro, completamente coberta de sangue — e isso é, para mim, o momento em que eu me senti ou pareci mais bonita na vida. Sinto que é a melhor imagem de mim que eu já vi. Eu amo muito.”</p> <p><strong>Schoenbrun</strong> sorri. <strong>Einbinder</strong> olha com carinho para sua colega de elenco, que devolve o sorriso.</p> <p>“Quero dizer, ao longo da minha carreira, eu já estive em muitas situações desconfortáveis em que precisei esperar muitas e muitas horas, coberta de todo tipo de coisa”, diz <strong>Anderson</strong>. “Então foi só mais um dia de trabalho.”</p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/the-boys-acabou-e-agora/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: ‘The Boys’ acabou. E agora?</strong></a></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-100-melhores-albuns-de-punk-de-todos-os-tempos-segundo-rolling-stone/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: Os 100 melhores álbuns de punk de todos os tempos, segundo Rolling Stone</strong></a></p> <p><!-- notionvc: a27f3024-c17f-4f79-b20c-1034c3d8d5e6 --></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/queremos-ajudar-as-pessoas-a-terem-bom-sexo-como-jane-schoenbrun-virou-o-slasher-do-avesso/">‘Queremos ajudar as pessoas a terem bom sexo’: Como Jane Schoenbrun virou o slasher do avesso</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  2. Smashing Pumpkins gravam com Butch Vig pela primeira vez desde ‘Siamese Dream’

    Wed, 20 May 2026 20:19:15 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/07/billy-corgan-gettyimages-2190024659.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Billy Corgan, do Smashing Pumpkins" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" /></p> <p>“Acabamos de gravar uma música”, disse Billy Corgan. “A ideia é que a canção seja lançada este ano. Não posso dizer exatamente quando. Há motivos para isso"</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/smashing-pumpkins-gravam-com-butch-vig-pela-primeira-vez-desde-siamese-dream/">Smashing Pumpkins gravam com Butch Vig pela primeira vez desde ‘Siamese Dream’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/07/billy-corgan-gettyimages-2190024659.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Billy Corgan, do Smashing Pumpkins" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" /></p><p><a href="https://rollingstone.com.br/tags/billy-corgan/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Billy Corgan</strong></a> <a href="https://billycorgan.substack.com/p/big-news" target="_blank" rel="noopener">entrou ao vivo no seu <strong>Substack</strong></a> em 19 de maio para contar aos fãs que <a href="https://rollingstone.com.br/tags/smashing-pumpkins/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Smashing Pumpkins</strong></a> gravaram recentemente a primeira música com o produtor <strong>Butch Vig</strong> desde as sessões de <em><strong>Siamese Dream</strong></em> (1993) há mais de 33 anos.</p> <p>“Acabamos de gravar uma música”, disse <strong>Billy Corgan</strong>. “É para um propósito específico, o qual eu não posso revelar&#8230; honestamente, ainda não inventei um título. A ideia é que a música seja lançada este ano. Não posso dizer exatamente quando. Há motivos para isso&#8230; A música está muito legal. Basicamente, a gravação está pronta. Eu diria que faltam só alguns detalhezinhos. Eu diria que está 98% pronta&#8221;.</p> <blockquote class="twitter-tweet"> <p dir="ltr" lang="en">Back in the studio with Butch Vig for the first time in 32 years! James, Jimmy, and I had an awesome time recording this new single, and if you want to hear more about it please check out my Substack &#8211; <a href="https://t.co/gj4rLMX5aa">https://t.co/gj4rLMX5aa</a> <a href="https://t.co/7tMAF4JUxC">pic.twitter.com/7tMAF4JUxC</a></p> <p>— William Patrick Corgan (@Billy) <a href="https://twitter.com/Billy/status/2057101345300054271?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></p></blockquote> <p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Aparecendo em câmera ao lado do filho de dez anos, <strong>Augustus Juppiter</strong>, <strong>Billy Corgan</strong> passou alguns minutos insinuando algo misterioso. “Este é um anúncio 10 de 10”, disse ele. “Se isso não for um anúncio 10 de 10, eu não sei o que é. Isso pode ser um anúncio 11 de 10. Essa notícia não está em lugar nenhum. Você está ouvindo aqui primeiro. O que você diria se eu dissesse que o <strong>Smashing Pumpkins</strong> esteve novamente em estúdio gravando? Eu sei que isso não é 10 de 10. Esta seria a nossa primeira gravação desde <em><strong>Aghori [Mhori Mei]</strong></em> (2024). Eu diria que isso é um sólido oito. Eu estar no estúdio não significa nada, já que eu estou sempre no estúdio&#8221;.</p> <p><strong>Butch Vig</strong> estava na mesa quando os <strong>Pumpkins</strong> gravaram o LP de estreia de 1991, <em><strong>Gish</strong></em> (1991), e o álbum seguinte de 1993, <em><strong>Siamese Dream</strong></em> (1993). Entre esses dois lançamentos, ele produziu <em><strong>Nevermind</strong></em> (1991), do <strong>Nirvana</strong>. “Nós estávamos no estúdio no dia em que ele recebeu a ligação para fazer <em><strong>Nevermind</strong></em> (1991)”, <a href="https://billycorgan.substack.com/p/big-news" target="_blank" rel="noopener"><strong>Billy Corgan</strong> contou à <em>Rolling Stone</em> em 2021</a>. “Eu estava literalmente na sala ao lado. Eu conseguia ouvi-lo falando. Ele entrou e disse: ‘Me ofereceram esse trabalho’. Nós estávamos lá enquanto todas essas coisas aconteciam não só para nós, mas para a cena em geral e, então, para o <strong>Butch</strong> por extensão. É uma coisa olhar para trás e pensar ‘Ah, que fantástico’. Mas, na época, era muito inseguro. Nenhum de nós tinha garantia de nada&#8221;.</p> <p><iframe loading="lazy" title="The Smashing Pumpkins - Everlasting Gaze" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/VSGjxTa8N0o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>No início desta semana, os <strong>Pumpkins</strong> anunciaram planos para uma turnê em arenas pela América do Norte que vai destacar o LP duplo de 1995 <em><strong>Mellon Collie and the Infinite Sadness</strong></em> (1995). A primeira metade do show vai se concentrar inteiramente em músicas de <em><strong>Mellon Collie and the Infinite Sadness</strong></em> (1995) em um “ambiente altamente teatral”, e o segundo set vai destacar canções de outros álbuns.</p> <p>“Eu presumo que vamos tocar algumas de <em><strong>Siamese Dream</strong></em> (1993) para todos vocês, zumbis de Siamese”, disse <strong>Billy Corgan</strong> no vídeo do <strong>Substack</strong>. “Acho bem legal. É uma semana de círculo completo para nós. Está nas estrelas. Uma semana bem boa na Terra da Abóbora&#8221;.</p> <p><strong>Augustus Juppiter</strong> foi uma presença brilhante e espirituosa ao longo do vídeo do anúncio, ocasionalmente acrescentando coisas como “<strong>Jimmy Chamberlin</strong> sempre deixa a porta do carro aberta&#8221;.</p> <p>A formação atual dos <strong>Pumpkins</strong> conta com <strong>Billy Corgan</strong>, <strong>Jimmy Chamberlin</strong>, os guitarristas <strong>James Iha</strong> e <strong>Kiki Wong</strong> e o baixista <strong>Jack Bates</strong>. Eles fizeram um show em uma casa pequena em 17 de maio, no Legion Theater, em Los Angeles, com forte presença de músicas de <em><strong>Mellon Collie and the Infinite Sadness</strong></em> (1995), incluindo a primeira performance ao vivo de “<strong>Here Is No Why</strong>” desde 1997. Eles sobem ao palco em 31 de julho no Lollapalooza, em Chicago. A turnê de <em><strong>Mellon Collie and the Infinite Sadness</strong></em> (1995) começa em 30 de setembro em Columbus, Ohio.</p> <p><iframe loading="lazy" title="The Smashing Pumpkins - Tonight, Tonight (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/NOG3eus4ZSo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/billy-corgan-banda-rock-alternativo-mais-influente-da-historia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: A banda de rock alternativo mais influente da história, segundo Billy Corgan</strong></a></p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-comentario-inusitado-de-billy-corgan-smashing-pumpkins-ao-conhecer-geese/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: O comentário inusitado de Billy Corgan (Smashing Pumpkins) ao conhecer Geese</strong></a></p> <p><!-- notionvc: 647b8292-ff7e-4180-9272-feadde489308 --></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/smashing-pumpkins-gravam-com-butch-vig-pela-primeira-vez-desde-siamese-dream/">Smashing Pumpkins gravam com Butch Vig pela primeira vez desde ‘Siamese Dream’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  3. The Boys: Por dentro do final de série: “Todo homem forte eventualmente vai longe demais”

    Wed, 20 May 2026 19:59:44 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="The Boys" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>O showrunner Eric Kripke detalha as decisões criativas por trás do episódio final de sua série extremamente popular e responde às críticas dos fãs em nossa nova entrevista</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/the-boys-por-dentro-do-final-de-serie-todo-homem-forte-eventualmente-vai-longe-demais/">The Boys: Por dentro do final de série: “Todo homem forte eventualmente vai longe demais”</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="The Boys" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Todos-os-Supers-precisam-morrer-no-trailer-final-de-The-Boys.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>O showrunner de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/the-boys/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>The Boys</strong></em></a>, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/Eric-Kripke/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Eric Kripke</strong></a>, disse à <a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-features/the-boys-season-four-explained-interview-homelander-1235036495/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Rolling Stone</strong></em></a> em 2024 que tinha “um final em mente” para a série, e não se importava em sugerir que, apesar de todas as grotesquices da produção, a conclusão não seria particularmente sombria. “Quero viver em um universo moral”, afirmou ele, “em que, quando você escolhe amor, família e misericórdia, coisas boas acontecem com você.”</p> <p>O episódio final da série já está disponível no <a href="https://rollingstone.com.br/tags/Prime-Video/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Prime Video</strong></a> e, como prometido, ao menos alguns dos heróis da trama conseguiram limpar cinco temporadas de respingos de sangue acumulados e seguir rumo a um final feliz. Como um todo, a temporada final manteve a impressionante habilidade da série de capturar a natureza surreal da vida nos Estados Unidos do século XXI: sua trama aparentemente mais absurda — em que o <strong>Capitão Pátria</strong>, personagem de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/Antony-Starr/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Antony Starr</strong></a>, literalmente se declara Deus — acabou ecoando uma publicação real do presidente  dos EUA no <em>Truth Social</em> dizendo: “Eu sou Jesus”.</p> <p><strong>Kripke</strong> participou de uma conversa via Zoom com a <a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-features/the-boys-series-finale-eric-kripke-interview-1235565963/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Rolling Stone</strong></em></a> para falar sobre o processo criativo, a batalha final, as reclamações de fãs na internet, seu futuro com <em><strong>The Boys</strong></em> e muito mais. (Muitos spoilers a seguir.)</p> <figure id="attachment_300320" aria-describedby="caption-attachment-300320" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-300320" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-scaled.jpg" alt="Eric Kripke" width="2560" height="1707" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-scaled.jpg 2560w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-342x228.jpg 342w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-675x450.jpg 675w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-768x512.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-1536x1024.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Eric-Kripke-criador-the-boys-foto-Phillip-Faraone-Getty-Images-for-Prime-Video-2277221287-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-300320" class="wp-caption-text">LOS ANGELES, CALIFORNIA &#8211; MAY 19: Eric Kripke attends &#8220;The Boys&#8221; series finale red carpet on May 19, 2026 in Los Angeles, California. (Photo by Phillip Faraone/Getty Images for Prime Video)</figcaption></figure> <p><strong>Você nunca escondeu que escrever uma temporada final e um episódio final é algo estressante. Há quanto tempo você tinha uma noção desse desfecho específico? Quanto ele evoluiu?</strong><br /> Por volta da metade da terceira temporada, já tínhamos ideias suficientes alinhadas para pensar: OK, acho que entendo não necessariamente o final em si, mas onde queremos que cada personagem termine. Quero dizer, quem vive, quem morre. E os que sobrevivem, onde acabam? Nós já tínhamos isso até certo ponto. E a evolução aconteceu ao descobrirmos como chegar até esses pontos. Em The Boys, sempre dissemos que a prioridade é o personagem, e sempre começamos mapeando para onde os personagens precisam ir emocionalmente. Sentíamos que era nossa temporada final. Temos 15 personagens cujas trajetórias emocionais precisam ser concluídas. Esse seria nosso foco.</p> <p><strong>Em um nível prático de narrativa, vocês basicamente introduziram o conceito da habilidade do Soldier Boy de remover superpoderes com uma explosão de energia como um ás na manga? Porque vocês também tinham um vírus que matava Supes e nunca usaram.</strong><br /> Sabíamos muito cedo que aquilo seria uma ferramenta muito útil. Na nossa cabeça, o vírus representava mais a ideia de: “Você realmente consegue tocar fogo no mundo inteiro e destruir tudo no planeta em troca de alcançar seu objetivo?” Porque acho que a Sage estava certa. Haveria um massacre muito confuso e brutal de muitas pessoas se aquele vírus fosse liberado. Então você não pode simplesmente soltá-lo. A explosão que remove poderes era algo que já tínhamos guardado para usar durante a temporada.</p> <p>Passamos cerca de seis semanas na sala de roteiristas descobrindo como seria a temporada. E pensamos que seria divertido remover os poderes dele, nem que fosse por um momento, e ver o quão covarde o Capitão Pátria realmente é sem seus poderes. Quando soubemos que iríamos por esse caminho, sabíamos que seria com a Kimiko, o que faz sentido porque ela é regenerativa — especialmente depois da morte do Francês. Mas, se você voltar, no Episódio 4, o Bruto está assistindo ao vídeo russo do Soldier Boy. No Episódio 5, ele está empurrando todo aquele maquinário para dentro da sala, dizendo que ele e o Francês estão trabalhando em alguma coisa. Fomos deixando pistas o tempo todo para construir aquele momento.</p> <p><strong>É a explosão da Kimiko que tira os poderes do Capitão Pátria. Em algum momento vocês pensaram que a explosão poderia vir do próprio Soldier Boy?</strong><br /> Não. Acho que devemos ao público que os Boys derrubem o Capitão Pátria, sem tentar complicar demais. Não dizer: “Eu sei que vocês esperam que os Boys derrotem o Capitão Pátria após acompanharem fielmente a série por sete anos, mas não vamos dar isso a vocês. Vamos entregar isso para as crianças de Gen V, ou para o Soldier Boy, ou qualquer outra coisa”. Para mim sempre foi: não, os Boys precisam fazer isso. E tem que ser o Bruto no final. Tem que ser.</p> <p><strong>Quais eram as emoções no set ao filmar tanto a cena em que ele perde os poderes quanto a cena da morte? Como Antony Starr estava nesses momentos?</strong><br /> Emocional, melancólico e agridoce. Eu estava lá, e normalmente não estou presente nesse tipo de momento. Acho que foi perceber de verdade que acabou. A cena da morte do Capitão Pátria realmente reforça que terminou. E dou muito crédito ao Ant, porque depois de interpretar esse valentão sociopata por tanto tempo, eu disse: “Certo, agora nesta cena você é o maior covarde do mundo”. Porque é isso que acontece com todos os autocratas quando têm o poder arrancado deles. É o mesmo que aconteceu com Saddam Hussein quando o tiraram daquele esconderijo subterrâneo. É hora de implorar pela sua vida. E ele abraçou isso com entusiasmo.</p> <p><strong>Eu sei que Antony leva esse personagem muito a sério. Ele não hesitou em ir tão longe a ponto de fazer o Capitão Pátria oferecer sexo oral para salvar a própria vida e tudo mais?</strong><br /> Eu falei com ele antes do roteiro sair e disse: “Só te avisando, porque sei que você tem sentimentos fortes sobre o quão poderoso esse personagem é. Ele não é poderoso na morte dele. Ele sai da série da forma mais patética possível”. E ele respondeu: “Claro. Tem que ser assim. Esse é o fim. Ele precisa receber uma punição proporcional ao horror que causou nos últimos sete anos”. Então ele entendeu completamente. E, na verdade, ele adicionou a fala: “Eu vou comer sua m*rda ao vivo na TV.” [<em>Risos.</em>] Porque acho que ele realmente queria mergulhar no desastre que o Capitão Pátria era. Foi um grande parceiro em tudo isso.</p> <p><strong>Como Antony estava quando a cena acabou e ele saiu do set?</strong><br /> Sinceramente, foi só abraço. A emoção da família supera qualquer coisa que esteja acontecendo naquela cena específica. Enquanto filmávamos, eles já estavam começando a desmontar a sala de reuniões no estúdio ao lado. Tudo estava indo embora. E esse acampamento de verão que conseguimos manter por tanto tempo… era como se todo mundo estivesse se dispersando ao vento. Grande parte do elenco ficou apenas se abraçando e percebendo que essa experiência tão única e limitada tinha acabado.</p> <p><strong>Havia um efeito prático com a cabeça dele aberta? Ele estava andando pelo set daquele jeito?</strong><br /> O ferimento aberto é um efeito prático criado pelo nosso brilhante maquiador de efeitos especiais, Zane Knisely. Ele estava usando basicamente uma touca verde com um ferimento na lateral. E então Stephan Fleet e nossos gênios dos efeitos visuais transformaram aquilo em espaço negativo, cérebro e todas as coisas que você não conseguiria fazer sem realmente matá-lo — o que eu não estava disposto a fazer.</p> <p><strong>Então você estava abraçando o Antony com aquela cabeça estranha e nojenta.</strong><br /> É. Com aquela cabeça estranha e nojenta e o cérebro aparecendo. Mas essa é a vida em The Boys, cara. Todos nós estamos muito acostumados a ver os atores parecendo o mais horríveis possível enquanto estamos sentados perto da mesa de catering tomando café e conversando.</p> <p><strong>Um roteirista de Breaking Bad te disse que um segredo da temporada final deles era manter uma lista de pontas soltas da trama. Você seguiu esse conselho?</strong><br /> Não me entenda mal. Não afirmo estar no nível de Breaking Bad. Mas a técnica de escrever todas as pontas soltas em um quadro e usar isso como fonte de ideias foi realmente muito útil. Você consegue ver quais personagens ainda estão por aí, quais histórias ainda precisamos abordar, e garantir que estamos concluindo o máximo possível de coisas.</p> <p><strong>Você sente que conseguiu amarrar o máximo possível das pontas soltas que queria? Esse é um objetivo, e o outro é fazer um final satisfatório. Não pode ser o único objetivo.</strong><br /> Eu queria concluir as trajetórias dos personagens. Essa era a minha prioridade. Sempre começamos e terminamos com os personagens. E eu queria que todos tivessem jornadas satisfatórias, finais satisfatórios e recompensas emocionais. Esse era meu principal objetivo, e acho que, em grande parte, conseguimos isso. Obviamente, o discurso online foi meio um furacão e uma coisa desanimadora de ler. E admito que tive meus momentos de surto. Mas a quinta temporada é a maior da série até agora, e em 39 dias tivemos 57 milhões de espectadores. E você reaprende a mesma lição que já aprendeu um milhão de vezes: o mundo online não é o mundo real. É muito fácil sentir: “Meu Deus, isso é tudo”. Mas não é. É uma fração minúscula de um único ponto percentual. E, Deus os abençoe, eles podem ter suas opiniões, mas foi reconfortante perceber que essa não é, de fato, a opinião da maioria.</p> <p><strong>Alguns dos fãs mais barulhentos online parecem ter entendido muito errado a fala “era o que Clara teria querido” — a referência do Soldier Boy a uma personagem que era literalmente nazista. Eles parecem achar que o público deveria simpatizar com Soldier Boy e Clara naquele momento, o que claramente não era a intenção de vocês.</strong><br /> Não, claro que não. O objetivo da Clara era criar um supersoldado ariano. E o Soldier Boy é equivocado no amor que sente por ela. Ele é imperfeito nesse amor. Ele é ruim em escolher parceiras. E ela é nazista. [É como se] o Capitão América estivesse na cama com uma nazista — esse é o ponto.</p> <p>Então, essa mulher por quem ele ainda nutre sentimentos teria querido esse supersoldado ariano de poder infinito, e ela costumava acreditar que o Soldier Boy seria isso. Mas ele não conseguiu ser essa coisa para ela; talvez, porém, ainda possa entregar a ela aquilo que ela queria.</p> <p>Por alguma razão, definitivamente existem pessoas para quem a série não está funcionando nesta temporada. Seja pelo ritmo, seja pela falta de grandes cenas de luta — eu leio todos os comentários obsessivamente, pode-se dizer. Em um grau quase nada saudável, pode-se dizer. Mas tudo o que posso afirmar é que me propus a contar uma perspectiva específica dessa história. Fizemos o que fazemos em toda temporada: tentar focar nos Boys e tentar construir um mundo reconhecível em relação ao mundo em que vivemos. Eu realmente não tinha interesse em um cenário pós-apocalíptico. Isso nunca esteve nos planos. Sempre seria um reflexo distorcido em espelho de parque de diversões do mundo em que estamos agora e de sua inclinação ao fascismo. E eu não me arrependo disso. Estou feliz com o resultado. Felizmente, a maior parte do público concorda, e isso foi uma informação muito reconfortante.</p> <p>As falas que o Worm [personagem ex-roteirista de TV] diz no primeiro episódio acabaram sendo muito mais proféticas do que eu jamais esperava. Achei, sinceramente, que era apenas uma piada interna e autoconsciente: “Tente agradar todo mundo. Você não consegue. Finais são horríveis”. Essas falas acabaram se mostrando, ao menos no mundo online, muito verdadeiras.</p> <p><strong>Você nunca poderia ter previsto essa virada religiosa que aconteceu dentro e ao redor da própria Casa Branca — exceto que previu.</strong><br /> Parte dessas coisas já existia há algum tempo. A Igreja Democrática da América [na série] era algo que já estava no ar. Existe esse movimento, a Nova Reforma Apostólica, e já havia livros sobre isso, e nós estávamos pesquisando isso há dois anos. Era muito sobre como os Estados Unidos são uma nação cristã e como Trump iria nos conduzir a uma nova era de ouro do cristianismo. Então isso já circulava havia algum tempo. Agora, eu esperava que Trump fosse divulgar uma imagem de si mesmo como Jesus e que um grupo de evangélicos fosse rezar diante de uma estátua dourada? Não esperava. Mas o alvo desta temporada era um alvo que já estava ali, e o timing acabou sendo assustadoramente preciso. Isso foi a parte perturbadora e desanimadora, francamente. O timing está sempre perfeito demais.</p> <p><strong>Parece que uma das mensagens esperançosas é que essas figuras têm uma arrogância inerente e, quando levam isso longe demais, acabam provocando a própria queda. Fica fortemente sugerido que a ideia de Capitão Pátria como Deus não iria funcionar com o público.</strong><br /> Todo homem forte eventualmente vai longe demais. E a metodologia geralmente é a mesma: eles começam a dizer coisas realmente absurdas. As pessoas ao redor passam a perceber muito bem que aquilo é loucura, mas ficam assustadas demais para fazer qualquer coisa a respeito. Então deixam que ele acredite nisso — param de dizer a verdade e passam a dizer apenas o que ele quer ouvir, de forma que ele fique cada vez mais isolado. E então ele leva isso ao mundo, e o mundo responde: “Isso é uma loucura do caralho. Você é louco”. E aí o delírio se rompe. Isso aconteceu repetidas vezes. Talvez seja pensamento desejoso imaginar que aconteça novamente no mundo real, mas pelo menos queríamos que acontecesse com o Capitão Pátria.</p> <p><strong>Vocês anteciparam a morte do Francês e a separação entre Kimiko e Francês basicamente deixando claro que, mesmo que sobrevivessem, eles não eram exatamente feitos um para o outro.</strong><br /> Se ele tivesse sobrevivido, eles provavelmente pelo menos tentariam fazer dar certo. E quem sabe se conseguiriam ou não. Mas, para nós, isso era interessante — passamos quatro temporadas brincando de “vão ficar juntos ou não?”, e tudo o que eles sempre fizeram foi falar sobre o passado e superar o passado. Então, agora que ambos finalmente tinham superado isso e estavam realmente voltados para o futuro, perceber que eles não estavam na mesma sintonia sobre esse futuro nos pareceu interessante. Eles nunca tiveram uma única conversa sobre filhos ou sobre como queriam que fosse a vida deles no futuro.</p> <p>As temporadas passadas tiveram diferentes preocupações temáticas. A temporada anterior era muito sobre mortalidade e morte. Nesta temporada, pelo menos para nossos personagens, a questão era: como você enxerga o futuro? Quando tudo isso acabar, onde você se vê? E você acha que vai sobreviver? Se sobreviver, em que tipo de mundo acredita que vai viver? Você acha que um final feliz é possível? Especialmente quando as coisas estão tão sombrias quanto estão agora. Então cada personagem confronta aquilo que acredita que será o futuro, em vez de olhar para trás, como fizeram nas temporadas anteriores.</p> <p><strong>Sabemos que a futura série The Boys: Mexico, que está em desenvolvimento, se passa depois desses acontecimentos. Então esse universo continuará avançando, e não apenas voltando no tempo com o prelúdio Vought Rising. Quais são seus pensamentos sobre outras séries ambientadas no presente desse universo, e até que ponto você estará envolvido? Você está pronto para seguir para outras histórias e outros universos?</strong><br /> Estou animado para exercitar meus músculos em alguns outros universos. Mas também vou continuar supervisionando as coisas que saírem dentro desse VCU [Universo Cinematográfico Vought]. Controle de qualidade, ser uma espécie de conselheiro. Minha questão é que eu não quero ser o showrunner do dia a dia, porque eu fiz meu projeto de paixão; eu fiz The Boys. Mas Vought Rising é o projeto de paixão do Paul Grellong. E eu nunca quero que essas produções pareçam produtos em série. Cada uma precisa ser idiossincrática, estranha e única por si só, e precisa ser a paixão de alguém. Assim como Gen V é completamente diferente de The Boys, que por sua vez será completamente diferente de Vought Rising — embora compartilhem um certo DNA e tom, elas têm preocupações temáticas muito diferentes e tipos de personagens muito distintos.</p> <p>Ainda é um universo extremamente divertido, e acho que a mensagem que tentávamos transmitir no final é que nada é simplesmente perfeito e “felizes para sempre”. Agora existem todos esses Supes soltos por aí que a Vought não está mais assumindo responsabilidade. E há problemas para resolver. Sempre haverá problemas para resolver. Se você mantiver seus entes queridos por perto e cuidar uns dos outros, pode ter um final feliz.</p> <p><strong>Há um momento no final envolvendo um personagem bilionário da tecnologia que certamente não se parece com nenhum bilionário da tecnologia do mundo real. Houve alguma reclamação de executivos sobre aquela cena?</strong><br /> Nem um pouco. Nada além de risadas e diversão. E eu não sei quais conversas acontecem nos níveis mais altos. Tudo o que posso dizer é que eles me deixaram fazer isso. Mesmo que eu seja apenas um bobo da corte, ainda não cortaram minha cabeça, e sou grato por isso.</p> <p><strong>Hughie e Luz-Estrela — acontecimentos potencialmente corruptores e muito sombrios aconteceram com eles, e ainda assim vocês terminaram em um momento em que eles estão bem. Eles vão ter uma filha. Eles abrem uma loja de eletrônicos. Você teve alguma dúvida de que queria dar a eles esse final feliz?</strong><br /> Não, não tive dúvida. Eles sempre teriam isso. Ter um filho é um ato inerentemente esperançoso. Na quarta temporada, Annie fez um aborto por várias razões complicadas, mas uma delas era que ela simplesmente não tinha uma visão positiva ou otimista sobre para onde o mundo estava indo. Então isso agora serve como uma recompensa para aquilo — ela não estava pronta naquele momento, e agora está pronta, e tem esperança no futuro. Mas não, sempre teriam um final imperfeito. Ela está vomitando, fazendo xixi nas calças e brigando com a mãe. Mas vão se unir e fazer aquilo funcionar como uma família.</p> <p><strong>Você nunca deu a entender que essa seria uma série que terminaria com “o niilismo está certo, não existe esperança e os vilões vencem”.</strong><br /> Não. Acho que a mensagem que espero transmitir é que existe esperança se você continuar tentando toda vez que for derrubado, e isso não vai acontecer sem sacrifícios terríveis, e nunca será perfeito. Não queríamos deixar o mundo nesse lugar perfeito. Existem problemas, e você vai ter que lidar com eles. Mas você pode encontrar sua própria salvação focando nas pessoas que ama e cuidando umas das outras. E espero que essa seja a mensagem no final de tudo.</p> <p><a href="https://rollingstone.com.br/tv/the-boys-e-dificil-fazer-satira-quando-o-mundo-e-mais-absurdo-que-a-sua-satira-diz-criador/" target="_blank" rel="noopener"><strong>+++LEIA MAIS: The Boys: &#8216;É difícil fazer sátira quando o mundo é mais absurdo que a sua sátira&#8217;, diz criador</strong></a></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/the-boys-por-dentro-do-final-de-serie-todo-homem-forte-eventualmente-vai-longe-demais/">The Boys: Por dentro do final de série: “Todo homem forte eventualmente vai longe demais”</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  4. Série documental sobre julgamento polêmico de Michael Jackson ganha trailer; assista

    Wed, 20 May 2026 19:54:00 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Michael Jackson em 16 de maio de 2005, durante julgamento" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-768x433.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-1536x866.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Duas décadas depois das acusações contra o Rei do Pop, produção da Netflix revisita uma das sagas jurídicas mais acompanhadas de todos os tempos</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/serie-documental-sobre-julgamento-polemico-de-michael-jackson-ganha-trailer-assista/">Série documental sobre julgamento polêmico de Michael Jackson ganha trailer; assista</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Michael Jackson em 16 de maio de 2005, durante julgamento" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-768x433.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785-1536x866.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/GettyImages-52832938-scaled-e1779306510785.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Nesta quarta, 20, a <a href="https://rollingstone.com.br/tags/Netflix/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Netflix</strong></a> divulgou o primeiro trailer de <em><strong>Michael Jackson: The Verdict</strong></em>, nova série documental que revisita o julgamento de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/Michael-Jackson/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Michael Jackson</strong></a> no início dos anos 2000. O <strong>Rei do Pop</strong> foi acusado de 10 crimes, dentre eles, abuso sexual de um menor. A produção será composta por três episódios de 50 minutos cada.</p> <p>&#8220;Contada por personagens-chave que estavam dentro do tribunal, esta série em três partes disseca o julgamento de <strong>Michael Jackson</strong> e seu legado complexo&#8221;, descreve a sinopse oficial.</p> <p>Dirigido por <strong>Nick Green</strong> (<strong><em>A Vida em Cores com David Attenborough</em></strong>), o documentário contará com entrevistas inéditas de pessoas que estiveram diretamente envolvidas no caso, incluindo jurados, testemunhas, acusadores e defensores.</p> <p><strong>David Herman</strong> (<em><strong>Cirurgião do Mal</strong></em>) atua como showrunner, enquanto <strong>Green</strong>, <strong>Fiona Stourton</strong> (<strong><em>Children of Beslan</em></strong>) e o ex-presidente da ABC News, <strong>James Goldston</strong>, são os produtores executivos.</p> <p>“Já se passaram 20 anos desde o julgamento de <strong>Michael Jackson</strong>, no qual ele foi considerado inocente. Mesmo assim, a controvérsia continua até hoje”, disseram <strong>Fiona</strong> e <strong>Nick</strong> à <a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/michael-jackson-trial-documentary-release-date-news" target="_blank" rel="noopener"><strong>Netflix</strong></a>. “Não eram permitidas câmeras no tribunal, e, portanto, a visão do público sobre os fatos na época foi filtrada por comentaristas e apresentada de forma fragmentada. Era hora de analisar o julgamento como um todo de forma minuciosa”.</p> <blockquote><p>Qualquer pessoa interessada na história de <strong>Michael Jackson</strong> sentirá que este documentário oferece uma janela para o que foi, em grande parte, um evento fechado e uma chance de se sentir mais próxima do que aconteceu.</p></blockquote> <h2 data-start="2310" data-end="2583">Entenda as acusações contra Michael Jackson</h2> <p data-start="2310" data-end="2583">As acusações contra <strong>Jackson</strong> remetem a 1993, quando o jovem de 13 anos <strong>Jordan Chandler</strong> o denunciou por abuso sexual. O caso foi encerrado após um acordo civil de aproximadamente US$ 25 milhões, sem que houvesse condenação criminal.</p> <p data-start="2310" data-end="2583">Em 2003, novas acusações levaram-no a ser indiciado por 10 crimes, incluindo abuso sexual de menores, administração de substância intoxicante (álcool) a um menor, conspiração para sequestro de menores e cárcere privado. Em 2005, ele foi absolvido de todas as acusações. Diversos processos civis foram movidos desde então.</p> <p data-start="2310" data-end="2583">Após a morte de <strong>Jackson</strong>, em 2009, novas denúncias vieram à tona. <strong><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Wade Robson</span></span></strong> e <strong><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">James Safechuck</span></span></strong> abriram processos contra o espólio do cantor, acusando o cantor de tê-los abusado sexualmente por muitos anos durante a infância. Os processos acabaram sendo arquivados por questões técnicas, sem análise do mérito das acusações (via <a href="https://ew.com/leaving-neverland-director-slams-michael-jackson-biopic-for-ignoring-abuse-claims-11957615"><em>EW</em></a>). Essas denúncias já se tornaram tema central do polêmico documentário <a href="https://rollingstone.com.br/tags/leaving-neverland/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Leaving Neverland</strong></em></a>, que incluiu relatos explícitos e sensíveis dos acusadores.</p> <p data-start="2310" data-end="2583"><em><strong>Mi</strong><strong>chael Jackson: The Verdict</strong> </em>chega após <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/spike-lee-defende-michael-apos-criticas-sobre-omissao-de-acusacoes-de-abuso-sexual/" target="_blank" rel="noopener">críticas da mídia</a> à recente cinebiografia <a href="https://rollingstone.com.br/tags/michael/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Michael</strong></em></a>, dirigida por <strong>Antoine Fuqua</strong>, que não abordou o período em que <strong>Jackson</strong> enfrentou as acusações.</p> <h2>Quando estreia<em> Michael Jackson: The Verdict</em>?</h2> <p>A série documental estreia mundialmente em 3 de junho de 2026, na <strong>Netflix</strong>. Assista o trailer a seguir:</p> <p><iframe loading="lazy" title="Michael Jackson: The Verdict | Official Trailer | Netflix" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/rcp-j0StBR0?start=5&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/thriller-de-michael-jackson-alcanca-topo-de-ranking-mundial-40-anos-apos-lancamento/" target="_blank" rel="noopener">‘Thriller’, de Michael Jackson, alcança topo de ranking mundial 40 anos após lançamento</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/serie-documental-sobre-julgamento-polemico-de-michael-jackson-ganha-trailer-assista/">Série documental sobre julgamento polêmico de Michael Jackson ganha trailer; assista</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  5. Horsegirl fala à Rolling Stone sobre C6 Fest, maturidade e Clarice Lispector

    Wed, 20 May 2026 19:33:46 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-406x228.jpeg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="A banda Horsegirl (Foto: Eliza Callahan)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-406x228.jpeg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-800x450.jpeg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-768x432.jpeg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-1536x864.jpeg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Uma das bandas mais badaladas do indie rock nos últimos anos é atração do festival em São Paulo, na Tenda MetLife, às 14h40 do próximo sábado, 23</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/horsegirl-entrevista-2026/">Horsegirl fala à Rolling Stone sobre C6 Fest, maturidade e Clarice Lispector</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-406x228.jpeg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="A banda Horsegirl (Foto: Eliza Callahan)" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-406x228.jpeg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-800x450.jpeg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-768x432.jpeg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan-1536x864.jpeg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Eliza-Callahan.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p><a href="https://rollingstone.com.br/tags/penelope-lowenstein/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Penelope Lowenstein</strong></a> se formou recentemente na famosa <strong>New York University</strong>. Alguns dos seus colegas de turma devem estar pensando agora no que o futuro lhes reserva e quais as opções no mercado de trabalho. Quanto a ela, o plano imediato é um show em festival de grande porte no Parque Ibirapuera, em São Paulo.</p> <p>A americana de Chicago é guitarrista, baixista e vocalista do <a href="https://rollingstone.com.br/tags/horsegirl/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Horsegirl</strong></a>, uma das bandas de indie rock mais badaladas dos Estados Unidos — e atração do <a href="https://rollingstone.com.br/tags/c6-fest/" target="_blank" rel="noopener"><strong>C6 Fest 2026</strong></a> no próximo sábado, 23, às 14h40, na <strong>Tenda MetLife</strong>. Neste e em outros dias de evento, também se apresentam <strong>Robert Plant</strong>, <strong>The xx</strong>, <strong>Cameron Winter</strong>, <strong>Beirut</strong>, entre outros.</p> <p>Em conversa com a <a href="https://rollingstone.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rolling Stone Brasil</strong></a>, Penelope, de 21 anos, revelou como visitar o país era um desejo antigo:</p> <blockquote><p><em>“Sinceramente, o Brasil é o lugar que mais quero visitar no mundo desde criança. Essa será a primeira vez que vou pro país e estou super empolgada. Esse show é algo muito grande para gente.”</em></p></blockquote> <p>A paixão pelo Brasil não para por aí. A musicista também revelou sua paixão pela cultura local. Durante a pandemia — quando o Horsegirl ainda era um nome internacionalmente desconhecido —, Penelope chegou a ter aulas de violão clássico com o cantor e compositor <strong>Sessa</strong>. Além disso, ela se revelou muito fã da autora <strong>Clarice Lispector</strong>:</p> <blockquote><p><em>“Ela é muito popular por aqui agora. Ela está tendo um momento, acho, então tive uma pequena obsessão pela obra dela. Acho que ela só foi traduzida pra inglês recentemente, ou coisa assim, porque quando comecei a faculdade, ela teve uma explosão. Ela e o [<strong>Roberto</strong>] <strong>Bolaño</strong> estouraram nos Estados Unidos ao mesmo tempo.”</em></p></blockquote> <figure id="attachment_300298" aria-describedby="caption-attachment-300298" style="width: 884px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-300298" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Ruby-Faye.jpg" alt="A banda Horsegirl (Foto: Ruby Faye)" width="884" height="887" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Ruby-Faye.jpg 884w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Ruby-Faye-227x228.jpg 227w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Ruby-Faye-448x450.jpg 448w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Ruby-Faye-150x150.jpg 150w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Horsegirl-2026-banda-foto-Ruby-Faye-768x771.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 884px) 100vw, 884px" /><figcaption id="caption-attachment-300298" class="wp-caption-text">A banda Horsegirl (Foto: Ruby Faye)</figcaption></figure> <h2>Amadurecimento</h2> <p>A passagem do tempo é chave para compreender o estado atual do Horsegirl. A banda despontou online em 2020 graças a seu EP de estreia, <em><strong>Horsegirl: Ballroom Dance Scene et cetera</strong></em>. O primeiro álbum de estúdio, <em><strong>Versions of Modern Performance</strong> </em>(2022) trazia consigo muita influência de rock alternativo dos anos 80 e 90, como <strong>Breeders,</strong> <strong>Yo La Tengo</strong> e <strong>Sonic Youth</strong>.</p> <p><iframe loading="lazy" title="Horsegirl - &quot;Anti-glory&quot; (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/dBuOJF_rX40?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>O trabalho foi lançado pouco antes de Penelope e a outra vocalista/guitarrista/baixista do Horsegirl, <strong>Nora Cheng</strong>, saírem de Chicago para cursar a NYU. Anos depois, quando a banda se reuniu para trabalhar no disco sucessor, as integrantes — Penelope, Nora e a baterista <strong>Gigi Reece</strong> — estavam mais interessadas em despir as camadas de distorção e feedback da estreia.</p> <p>Lowenstein descreveu como isso foi consequência de diversos fatores, mas principalmente mudança normal da idade:</p> <blockquote><p><em>“Quando compomos nosso primeiro álbum, a gente não tinha um contrato de gravação. Éramos crianças tocando num porão. Nosso foco era cativar o público em cima de um palco. Foi um disco composto para tocar para outros jovens em shows amadores, o que meio que explica a nossa atração por barulho na época. Era uma questão de ocupar espaço com som. Quanto ao segundo trabalho, a gente teve a experiência muito incomum de sair em turnês longas super jovens. Acho que isso fez a gente tirar esse instinto do nosso sistema. Sem falar que nossos hábitos de escuta mudaram. Acho que entre as idades de 17 e 21 você rejeita a música que amou durante o colégio. Então tinha aquele instinto natural de pensar: ‘Ok, a gente não quer fazer outro álbum barulhento’.”</em></p></blockquote> <p><iframe loading="lazy" title="Horsegirl - &quot;2468&quot; (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/YF1odzEHAAY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>O resultado, <em><strong>Phonetics On and On</strong></em> (2025), é um disco reminiscente de artistas como <strong>Velvet Underground</strong>, <strong>Syd Barrett</strong>, <strong>The Raincoats</strong> e <strong>Television Personalities</strong>, nomes responsáveis por moldar a estética do indie rock, punk e pós-punk nos seus primórdios. Em resumo, o Horsegirl procurou quem influenciou suas influências.</p> <p>Sem falar que apostar num som mais limpo — enquanto seus contemporâneos tocam shoegaze — demonstra uma confiança enorme na própria música. Penelope discutiu como isso vem do fato das integrantes enxergarem nesse trabalho um retrato mais completo delas, seja em termos de indivíduas e banda:</p> <blockquote><p><em>“Não estou surpresa por termos mudado tanto. Acho também que nos tornamos mais capazes de compreender melhor nossas próprias sensibilidades. Acho que o segundo álbum parece mais sincero, ao meu ver. Nós estávamos tocando juntas há mais tempo àquele ponto. Então foi como se estivéssemos encontrando uma linguagem compartilhada nossa em comparação ao primeiro disco, que foi a gente processando como tocar juntas, o que gostamos de ouvir. Dessa vez foi mais: ‘O que nós três temos para falar?’”</em></p></blockquote> <p><iframe loading="lazy" title="Horsegirl - &quot;Switch Over&quot; (Official Music Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/mC1v7Y7bIKs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <h2>Aprendizado</h2> <p>Uma pessoa que Penelope dá crédito por auxiliar o Horsegirl nesse processo de autodescoberta é <strong>Cate Le Bon</strong>, produtora de <em><strong>Phonetics On and On</strong></em>. A galesa — que nos últimos cinco anos trabalhou com artistas de renome como <strong>Wilco</strong>, <strong>Kurt Vile</strong>, <strong>Devendra Banhart</strong> e <strong>Dry Cleaning — </strong>foi fundamental para incentivar a criatividade das integrantes:</p> <blockquote><p><em>“Eu não fiz conservatório de música ou coisa assim, mas considero minha experiência com ela uma das melhores aulas magnas que já tive em composição, arranjos e criatividade em geral. É uma daquelas coisas difíceis de ensinar, mas acho que o papel de um produtor bom é criar um ambiente criativo no estúdio em que compor ainda parece uma opção.”</em></p></blockquote> <p>A banda chegou no estúdio com o material do álbum finalizado, mas Le Bon desafiava as integrantes ao longo das gravações a mudarem sua abordagem quando necessário. A musicista reconheceu a dificuldade de não ficar defensiva nessa situação, mas a crítica construtiva oferecida pela produtora nunca parecia limitar o processo criativo do grupo.</p> <p>Além disso, a experiência abriu os olhos do Horsegirl para a ideia de usar mais o estúdio no processo de gravação. O trio vinha de uma mentalidade lo-fi e as lições de Cate ecoam até hoje, enquanto o sucessor de <em><strong>Phonetics On and On </strong></em>toma forma, de acordo com Penelope:</p> <blockquote><p><em>“Foi um ambiente bem lúdico, de um jeito que nunca tinha visto antes e agora que estamos compondo o terceiro álbum, o tanto que lembramos das coisas aprendidas com a Cate o tempo inteiro no estúdio é incrível.”</em></p></blockquote> <p><iframe loading="lazy" title="Horsegirl - &quot;Frontrunner&quot; (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/oLmxqJ_mRGI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>Quanto ao próximo álbum, Lowenstein não quis definir a sonoridade. Entretanto, ela afirma que a banda está mais em paz com seu passado hoje em dia em comparação a quando começaram a gravar seu segundo disco:</p> <blockquote><p><em>“Não acho que estou mais na posição de querer rejeitar meu último trabalho, algo que eu acho fez parte da experiência de ir da adolescência aos 21 anos. Acho que a gente aprendeu muito com a Cate a ponto da gente continuar a evoluir. Nós todas da banda moramos juntas agora. Então tem novos níveis de proximidade e nossas dinâmicas sempre mudam entre álbuns.”</em></p></blockquote> <h2>Cena que cresceu</h2> <p>O Horsegirl se tornou talvez o maior símbolo de uma cena DIY de Chicago batizada <strong>Hallogallo</strong>, em homenagem a uma música da banda pioneira de krautrock <strong>Neu!</strong>. Esse grupo de amigos — formado ainda pelos integrantes do <strong>Lifeguard</strong>, <strong>Sharp Pins</strong> e <strong>Friko</strong> — ganhou notoriedade online por combinar elementos de pós-punk, rock alternativo e psicodelia dos anos 1960.</p> <p>Logo, músicos de todos os Estados Unidos se mudaram para a cidade, em busca não só da promessa de sucesso, mas da possibilidade de encontrar pessoas com as mesmas ideias musicais. Quando questionada sobre o impacto que sua roda de amigos teve na cena musical da cidade, Penelope expressou sua felicidade:</p> <blockquote><p><em>“Acho incrível encontrar outros jovens que falam sobre ver o que a gente estava fazendo quando criança e se sentirem inspirados por isso. Isso me deixa comovida porque éramos tão pouca gente. Às vezes você precisa inventar uma cena assim para poder existir. A gora, eu volto pra casa e encontro pessoas que se mudaram para Chicago porque viram a gente. Isso é tudo que a gente desejava, porque nós queríamos mais amigos que gostam da mesma coisa que a gente.”</em></p></blockquote> <p>Tal impacto é ainda mais especial para Lowenstein, considerando o fato da Hallogallo ser formada originalmente por um círculo muito pequeno de amigos. Um dos integrantes do Lifeguard é o irmão dela, <strong>Isaac</strong>, que começou tocando com o Horsegirl e depois formou sua própria banda, mais puxada para pós-punk barulhento. Desse grupo, por sua vez, saiu o Sharp Pins, projeto solo do vocalista e guitarrista <strong>Kai Slater</strong>. Friko acaba sendo o grupo mais afastado do núcleo apenas porque não tem integrantes em comum com os outros. Apesar disso, o cantor <strong>Niko Kapetan</strong> foi engenheiro de um dos primeiros singles do Horsegirl, <strong>&#8220;Ballroom Dance Scene&#8221;</strong>. Esse espírito de colaboração continua até hoje, espalhado pela cidade de Chicago.</p> <p><iframe loading="lazy" title="Horsegirl - Ballroom Dance Scene (Official Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/qr_oViYr_1s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/c6-fest-2026-atracoes-recomendacoes/" target="_blank" rel="noopener">Além dos headliners: 7 atrações de rock, R&amp;B e mais para ver no C6 Fest 2026</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/wolf-alice-fala-a-rolling-stone-brasil-sobre-seu-novo-disco-the-clearing/" target="_blank" rel="noopener">Wolf Alice fala à Rolling Stone Brasil sobre seu novo disco, ‘The Clearing’</a></strong><br /> <strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/musica/geese-entrevista-2026/" target="_blank" rel="noopener">Geese fala à RS sobre ser ‘salvação do rock’, Brasil e Noel Gallagher</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/horsegirl-entrevista-2026/">Horsegirl fala à Rolling Stone sobre C6 Fest, maturidade e Clarice Lispector</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  6. ‘The Adventures of Cliff Booth’, sequência de ‘Era Uma Vez em… Hollywood’, ganha data de estreia

    Wed, 20 May 2026 19:20:53 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Longa contará com o retorno de Brad Pitt ao papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/the-adventures-of-cliff-booth-sequencia-era-uma-vez-em-hollywood-data/">&#8216;The Adventures of Cliff Booth&#8217;, sequência de &#8216;Era Uma Vez em&#8230; Hollywood&#8217;, ganha data de estreia</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/05/The-Adventures-of-Cliff-Booth-sequencia-de-Era-Uma-Vez-em.-Hollywood-ganha-data-de-estreia.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p data-start="117" data-end="627"><a href="https://rollingstone.com.br/tags/the-adventures-of-cliff-booth"><strong><em data-start="182" data-end="224">The Adventures of Cliff Booth</em></strong></a>, sequência indireta de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/era-uma-vez-em-hollywood/"><em data-start="353" data-end="382">Era Uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a> (2019) e que terá <a href="https://rollingstone.com.br/tags/brad-pitt" target="_blank" rel="noopener"><strong>Brad Pitt</strong></a> (<em>F1: O Filme</em>) de volta ao papel de <strong>Cliff Booth</strong>, finalmente teve sua data de estreia nos cinemas divulgada pela Netflix. Saiba quando a seguir:</p> <h2 data-start="2177" data-end="2482"><strong>O que já sabemos sobre <em>The Adventures of Cliff Booth</em>?</strong></h2> <p data-start="2484" data-end="2739">Diferente do longa original, <em><strong>The Adventures of Cliff Booth</strong></em> será totalmente focado em <strong data-start="703" data-end="716">Brad Pitt</strong> reprisando o papel de <strong>Cliff Booth</strong>, performance que lhe rendeu seu primeiro Oscar como ator. Entre as especulações sobre a história, destaca-se a possibilidade do personagem enfrentar um grupo de gângsteres filipinos infiltrados na indústria do cinema, especialistas em artes marciais, um possível indicativo do tom de ação que o longa deve adotar.</p> <p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/ik0drfECnPo" width="560" height="314" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"></iframe></p> <h2 data-start="2484" data-end="2739"><strong>Quem está no elenco de <em>The Adventures of Cliff Booth</em>?</strong></h2> <p data-start="2177" data-end="2482">Além de <strong>Brad Pitt</strong>, o elenco de <em><strong>The Adventures of Cliff Booth</strong> </em>ainda conta com <strong data-start="2218" data-end="2234">Carla Gugino</strong> (<em data-start="2236" data-end="2251">Jogo Perigoso</em>), <strong data-start="2282" data-end="2307">Yahya Abdul-Mateen II</strong> (<em data-start="2309" data-end="2318">Magnum</em>), <strong data-start="2333" data-end="2354">Elizabeth Debicki</strong> (<em data-start="2356" data-end="2363">Tenet</em>), <strong data-start="2379" data-end="2393">Scott Caan</strong> (<em data-start="2412" data-end="2438">Onze Homens e um Segredo</em>) e <strong data-start="2442" data-end="2455">JB Tadena</strong> (<em data-start="2457" data-end="2468">SEAL Team</em>). A direção ficará a cargo de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/david-fincher"><strong data-start="869" data-end="886">David Fincher</strong></a> (<em data-start="888" data-end="895">Se7en</em>), enquanto o roteiro é assinado por <a href="https://rollingstone.com.br/tags/quentin-tarantino"><strong>Quentin Tarantino</strong></a>, que optou por não dirigir o projeto.</p> <h2 data-start="2484" data-end="2739"><strong>Quando estreia </strong><strong><em>The Adventures of Cliff Booth</em></strong><strong>?</strong></h2> <p data-start="2741" data-end="2787" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong><em data-start="182" data-end="224">The Adventures of Cliff Booth</em></strong> estreia nos cinemas com cópias IMAX em 25 de novembro, com duas semanas exclusivas de janela, e chega ao catálogo da Netflix em 23 de dezembro. Ainda não se sabe se o Brasil irá seguir o mesmo molde da distribuição internacional.</p> <blockquote class="twitter-tweet"> <p dir="ltr" lang="en">Brad Pitt returns as Cliff Booth in a new film directed by David Fincher and written by Quentin Tarantino.</p> <p>Coming to IMAX theaters globally November 25 for an exclusive two-week run. Coming to Netflix December 23.</p> <p>With Elizabeth Debicki, Scott Caan, Carla Gugino, Yahya…</p> <p>— Netflix (@netflix) <a href="https://twitter.com/netflix/status/2057174602749804919?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></p></blockquote> <p data-start="2741" data-end="2787" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong> <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/roteirista-aprova-sequencia-de-taxi-driver-em-que-travis-teria-namorada-criada-por-ia/">Roteirista ‘aprova’ sequência de ‘Taxi Driver’ em que Travis teria namorada criada por IA</a></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/the-adventures-of-cliff-booth-sequencia-era-uma-vez-em-hollywood-data/">&#8216;The Adventures of Cliff Booth&#8217;, sequência de &#8216;Era Uma Vez em&#8230; Hollywood&#8217;, ganha data de estreia</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  7. Gregg Allman relembra irmão que morreu no trailer de novo documentário; assista

    Wed, 20 May 2026 19:15:29 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Gregg Allman, que foi um dos líderes da Allman Brothers Band" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-768x433.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-1536x866.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p> <p>Confira a prévia de 'Gregg Allman: The Music of My Soul', documentário que abrange toda a carreira do vocalista dos Allman Brothers </p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/gregg-allman-relembra-irmao-que-morreu-no-trailer-de-novo-documentario-assista/">Gregg Allman relembra irmão que morreu no trailer de novo documentário; assista</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Gregg Allman, que foi um dos líderes da Allman Brothers Band" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-768x433.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194-1536x866.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/legacy/2017/img-1044089-gregg-allman-e1779304314194.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Durante 45 anos, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/gregg-allman/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Gregg Allman</strong></a> liderou a <a href="https://rollingstone.com.br/tags/allman-Brothers-Band/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Allman Brothers Band</strong></a>, desde períodos de sucesso e fortuna e até períodos de mortes trágicas, contratempos, vícios e disputas internas que consumiram o grupo até seus shows finais em 2014. O documentário <em><strong>Gregg Allman: The Music of My Soul</strong></em>, que será lançado em breve nos Estados Unidos, traça toda a saga a partir da perspectiva do próprio <strong>Allman</strong> e oferece um olhar mais amplo sobre sua vida, dentro e fora dos palcos.</p> <p>Em um novo trailer, imagens de arquivo da década de 1970 mostram <strong>Allman</strong> falando sobre a perda de seu irmão,<strong> Duane Allman</strong>, em um acidente de motocicleta em 1971. &#8220;Eu estava com raiva dele por ter morrido&#8221;, diz. &#8220;Eu estava com raiva da vida. Você nunca sabe o quanto depende de alguém até que essa pessoa morra.&#8221; (<strong>Gregg Allman</strong> faleceu em 2017.)</p> <p><iframe loading="lazy" title="GREGG ALLMAN: THE MUSIC OF MY SOUL | Official Trailer | Subtext" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/cJT3aUjPHv4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p> <p>A estreia de <em><strong>Gregg Allman: The Music of My Soul</strong> </em>acontecerá no dia 9 de junho no Gramercy Theater, em Nova York. O filho de <strong>Gregg</strong>, <strong>Devon Allman</strong>, estará presente para uma apresentação acústica especial com seu colega de banda da <strong>Allman Betts Band</strong>, <strong>Duane Betts</strong>, filho do falecido guitarrista da <strong>Allman Brothers</strong>, <strong>Dickey Betts</strong>. Outra exibição acontecerá no dia 11 de junho no Grand Opera House, em Macon, Geórgia, e contará com a presença do tecladista da <strong>Allman Brothers Band</strong> e dos <strong>Rolling Stones</strong>, <strong>Chuck Leavell</strong>.</p> <p>O filme estreia oficialmente em 17 de junho nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de estreia no Brasil.</p> <p>O documentário <em><strong>Gregg Allman: The Music of My Soul</strong></em> foi dirigido por <strong>James Keach</strong>, cujos créditos como produtor incluem <em><strong>Glen Campbell: I&#8217;ll Be Me</strong></em>, <em><strong>David Crosby: Esse É Meu Nome</strong></em> e a cinebiografia de <strong>Johnny Cash</strong> de 2005, <em><strong>Johnny &amp; June</strong></em>. O filme foi produzido em associação com a <strong>Rolling Stone Films</strong> e tem produção executiva de <strong>Alexandra Dale</strong>, da <strong>Rolling Stone</strong>.</p> <p>“A história de <strong>Gregg</strong> me tocou profundamente”, disse <strong>Keach</strong> em um comunicado, observando que era importante para ele explorar como a dor e a perda precoces moldaram a vida de <strong>Allman</strong>. “Nem todo mundo funciona assim, mas acredito que entender o trauma dos anos de formação de uma pessoa é fundamental ao contar sua história em um documentário”, continuou.</p> <p>“Muitos artistas incríveis têm essas experiências devastadoras em seu passado que influenciam todos os aspectos de suas vidas e talentos. <strong>Gregg</strong> tinha esses demônios dentro de sua mente incrivelmente criativa. Ele mergulhou fundo em seu vício quando <strong>Duane</strong> morreu, mas mais tarde na vida, quando estava sóbrio, encarou sua própria mortalidade com dignidade e aceitação. É pessoalmente importante para mim transmitir a mensagem de <strong>Gregg</strong> de tentar mudar a trajetória das pessoas consumidas pelo vício. Você pode ouvir a dor em sua voz em sua música brilhante.”</p> <p>O baterista <strong>Jai ​​Johanny Johanson</strong>, mais conhecido como <strong>Jaimoe</strong>, é o último membro sobrevivente da formação original da <strong>Allman Brothers Band</strong>. Mas bandas da nova geração, como a <strong>Allman Betts Band</strong>, mantêm a música viva na estrada. Também houve apresentações ocasionais dos <strong>Brothers</strong>, um grupo informal de músicos ligados à<strong> Allman Brothers</strong>, composto por <strong>Jaimoe</strong>, <strong>Warren Haynes</strong>, <strong>Derek Trucks</strong>, <strong>Oteil Burbridge</strong> e<strong> Joe Russo</strong>, no Madison Square Garden.</p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/billy-joel-detona-cinebiografia-de-sua-carreira-um-equivoco-legal-e-profissional/" target="_blank" rel="noopener">Billy Joel detona cinebiografia de sua carreira: ‘Um equívoco legal e profissional’</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/gregg-allman-relembra-irmao-que-morreu-no-trailer-de-novo-documentario-assista/">Gregg Allman relembra irmão que morreu no trailer de novo documentário; assista</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
  8. Billy Joel detona cinebiografia de sua carreira: ‘Um equívoco legal e profissional’

    Wed, 20 May 2026 18:57:45 -0000

    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/06/billy-joel-2024-foto-ethan-miller-getty-images-2183971011.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Billy Joel em 2024" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" /></p> <p>Longa adquiriu os direitos da história de vida do primeiro empresário de Joel, Irwin Mazur, e de seu ex-colega de banda, Jon Small, que se envolveu em conflito amoroso com o músico na década de 70</p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/billy-joel-detona-cinebiografia-de-sua-carreira-um-equivoco-legal-e-profissional/">Billy Joel detona cinebiografia de sua carreira: &#8216;Um equívoco legal e profissional&#8217;</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
    <p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2025/06/billy-joel-2024-foto-ethan-miller-getty-images-2183971011.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Billy Joel em 2024" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" /></p><p>A nova cinebiografia <em><strong>Billy &amp; Me</strong></em> irá acompanhar o início da carreira de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/billy-joel/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Billy Joel</strong></a>, narrado sob a perspectiva de seu primeiro empresário, <strong>Irwin Mazur</strong>. Mas a produção não agradou o músico: segundo a <a href="https://variety.com/2026/film/news/billy-joel-biopic-billy-and-me-john-ottman-1236753697/" target="_blank" rel="noopener"><em>Variety</em></a>, ele não autorizou a realização do filme nem concedeu os direitos sobre sua música ou sobre sua vida.</p> <p><strong>Mazur </strong>descobriu <strong>Joel</strong> em 1966 e trabalhou com ele entre 1970 e 1972, antes do cantor e pianista assinar um contrato com a <strong>Columbia Records</strong>. O longa propõe contar a história do astro antes do álbum que o lançou ao estrelato, <em><strong>Piano Man </strong></em>(1973); a direção e a edição ficam a cargo de <a href="https://rollingstone.com.br/tags/John-Ottman/" target="_blank" rel="noopener"><strong>John Ottman </strong></a>(editor principal da cinebiografia <a href="https://rollingstone.com.br/tags/michael/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Michael</strong></em></a>), enquanto <strong>Adam Ripp</strong> (<strong><em>O Sopro do Diabo</em></strong>) atua como roteirista e produtor.</p> <p>Os cineastas adquiriram os direitos da história de vida de <strong>Mazur</strong> e do baterista e antigo amigo de <strong>Joel</strong> <strong>Jon</strong> <strong>Small</strong>, que atuará como co-produtor executivo do projeto.</p> <p><strong>Small</strong> foi membro da banda de rock da qual <strong>Joel</strong> fez parte na década de 60, <strong>The Hassles</strong>, e também integrou o duo de<em> acid rock</em> <strong>Attila </strong>ao lado do astro. A dupla lançou um único álbum autointitulado em 1970 e chegou ao fim abruptamente quando <strong>Joel</strong> se envolveu romanticamente com a esposa de <strong>Small</strong>, <strong>Elizabeth Weber</strong>.</p> <p>Em entrevista à <em>Variety</em>, <strong>Small</strong> descreveu o filme como &#8220;o retrato mais honesto, sincero e autêntico da juventude de <strong>Billy</strong> e de sua ascensão a uma das maiores vozes musicais de nosso tempo&#8221;. Entretanto, esse não é um consenso: em comunicado, um porta-voz de <strong>Joel</strong> condenou a realização da obra.</p> <p>“Desde 2021, as partes envolvidas foram oficialmente notificadas de que não possuem os direitos sobre a vida de <strong>Billy Joel</strong> e não poderão garantir os direitos musicais necessários para este projeto”, disse a nota. “<strong>Billy Joel</strong> não autorizou nem apoiou este projeto de forma alguma, e qualquer tentativa de prosseguir sem ele seria um equívoco tanto legal quanto profissional.”</p> <p>Em resposta à declaração, o produtor <strong>Adam Ripp</strong> afirmou: “<em><strong>Billy &amp; Me</strong></em> se concentra no período que envolveu <strong>Billy Joel</strong> e <strong>The Hassles</strong>, e apresenta covers das músicas que eles tocaram durante essa época. Portanto, caracterizar <em><strong>Billy &amp; Me</strong></em> como &#8216;um equívoco legal e profissional&#8217; não reflete com precisão a natureza do projeto nem os direitos legalmente obtidos que sustentam a produção&#8221;.</p> <blockquote><p>O filme é baseado nas experiências em primeira mão de <strong>Irwin Mazur</strong> e <strong>Jon Small</strong> e no direito legítimo de <strong>Irwin</strong> de contar sua própria história de vida e perspectiva sobre os eventos retratados no filme.</p></blockquote> <p><strong>Ottman</strong>, por sua vez, afirmou que se envolveu com o filme pois considera a história de <strong>Joel</strong> &#8220;profundamente emocionante e divertida&#8221;. “Este é o período de formação de <strong>Billy</strong> e sua relação com<strong> Irwin Mazur</strong>, o homem que reconheceu o incrível talento de <strong>Billy</strong> antes mesmo que ele próprio o percebesse”, acrescentou. “Claro, o cabelo comprido, a fumaça do cigarro e o visual autêntico da época me fascinam como cineasta, mas o que realmente me atraiu no material foi a humanidade em sua essência. É engraçado, comovente e, em última análise, muito inspirador.”</p> <p>Segundo informações da <em>Variety</em>, o longa está em processo de seleção de elenco, e a produção deve começar no segundo semestre de 2026.</p> <h2>Entenda a polêmica</h2> <p>As notícias sobre <em><strong>Billy &amp; Me</strong></em> chegam pouco depois do lançamento do documentário de duas partes sobre o músico na <strong>HBO</strong>, <a href="https://rollingstone.com.br/musica/diretora-de-filme-sobre-billy-joel-fala-a-rs-sobre-and-so-it-goes-e-saude-do-artista/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>And So It Goes</strong></em></a>. No longa, <strong>Joel</strong> revelou que sentia extrema culpa pelo relacionamento que teve com <strong>Elizabeth</strong>, esposa de <strong>Small</strong>.</p> <p>“Eu me senti muito, muito culpado por isso”, disse <strong>Joel </strong>(via <a href="https://www.nme.com/news/music/billy-joel-condemns-unauthorised-biopic-calling-it-legally-and-professionally-misguided-3946565" target="_blank" rel="noopener"><em>NME</em></a>). “Eles tiveram um filho. Eu me senti como um destruidor de lares. Eu estava apaixonado por uma mulher e levei um soco no nariz, o que eu mereci. <strong>Jon</strong> ficou muito chateado. Eu fiquei muito chateado.”</p> <p>Na época em que o conflito aconteceu, <strong>Joel</strong> estava morando com <strong>Small</strong> e <strong>Weber</strong>, e logo ficou sem teto. A situação foi tão grave que levou o músico a uma tentativa de suicídio.</p> <p>&#8220;Eu não tinha onde morar. Eu dormia em lavanderias e estava deprimido, acho que a ponto de quase ficar psicótico. Então pensei: &#8216;Chega. Não quero mais viver&#8221;, disse. &#8220;Eu estava sentindo muita dor e pensei: &#8216;Por que continuar? Amanhã vai ser igual a hoje, e hoje é horrível.&#8217; Então, simplesmente decidi acabar com tudo.&#8221;</p> <p>Posteriormente, os três se reconciliaram, e <strong>Weber</strong> trabalhou como empresária de <strong>Joel</strong> anos depois. Ainda não está claro se a cinebiografia abordará esse capítulo ou não.</p> <p><strong>Small</strong> defendeu a realização do filme: &#8220;Com muita frequência, as histórias sobre artistas se perdem em exageros ou na criação de mitos. <em><strong>Billy &amp; Me</strong></em> reflete a história real com integridade e respeito. Conheci Billy quando ele tinha 16 anos e, depois de ler o roteiro, senti que os cineastas realmente entenderam quem ele era antes de o mundo conhecer seu nome&#8221;.</p> <p><strong>+++ LEIA MAIS: <a href="https://rollingstone.com.br/noticia/documentario-sobre-travis-barker-revela-detalhes-de-acidente-de-aviao-quase-fatal/" target="_blank" rel="noopener">Documentário sobre Travis Barker revela detalhes de acidente de avião quase fatal</a></strong></p> <p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/cinema/billy-joel-detona-cinebiografia-de-sua-carreira-um-equivoco-legal-e-profissional/">Billy Joel detona cinebiografia de sua carreira: &#8216;Um equívoco legal e profissional&#8217;</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>