<p><img width="404" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2214732387-scaled-e1768493668286-404x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="David Guetta (Foto: Sara Jaye/Getty Images for Trü Frü )" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2214732387-scaled-e1768493668286-404x228.jpg 404w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2214732387-scaled-e1768493668286-798x450.jpg 798w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2214732387-scaled-e1768493668286-768x433.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2214732387-scaled-e1768493668286-1536x866.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2214732387-scaled-e1768493668286.jpg 1877w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /></p><p>Três shows esgotados no <strong>Stade de France</strong>, em Paris, anunciados para 2026. Uma turnê mundial que o levou da América Latina à Ásia, com uma parada no <strong>Sunburn Festival</strong>, na Índia. Shows em Las Vegas com início previsto para esta primavera. Aos 57 anos, o parisiense <a href="https://rollingstone.com.br/tags/david-guetta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>David Guetta</strong></a> continua ditando o ritmo — e não pretende parar. Em 2025, foi coroado o DJ número um do mundo pela quinta vez pela revista <a href="https://djmag.com/news/david-guetta-crowned-worlds-no-1-dj-dj-mags-top-100-djs-2025" target="_blank" rel="noopener"><em>DJ Mag</em></a>, ao lado de titãs como <a href="https://rollingstone.com.br/tags/martin-garrix/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Martin Garrix</strong></a> e <a href="https://rollingstone.com.br/tags/armin-van-buuren/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Armin van Buuren</strong></a>. Agora, com o lançamento da <strong>The Monolith Tour</strong>, o pioneiro da EDM reinventa mais uma vez a festa.</p>
<div class="gtx-body">Ele começou tocando discos em uma boate em Paris aos 17 anos. Para <strong>Guetta</strong>, a música é mais do que som — é uma força social. Nesta conversa exclusiva com a <a href="https://www.rollingstone.fr/david-guetta-lhomme-qui-fait-danser-la-planete/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Rolling Stone França</strong></em></a>, ele reflete sobre a trajetória que o trouxe até aqui, a cultura que o moldou e a paixão que o impulsiona. Intensidade. Emoção. Futuro amplificado.</div>
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<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DTVxr50Cos-/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DTVxr50Cos-/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por DAVID GUETTA (@davidguetta)</a></p>
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<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script><br />
<strong>Você encerrou recentemente sua turnê pela América Latina, com shows da Colômbia à Argentina. O que torna essa conexão tão especial?<br />
</strong>Eu absolutamente amo a América Latina — foi lá que fiz alguns dos meus primeiros shows internacionais. A energia lá é diferente: intensa, apaixonada, sem filtros. Minha esposa é cubana, eu falo espanhol e sempre me senti próximo dessa cultura. Eu até disse para minha equipe: não importa o que aconteça, preciso da América Latina no meu calendário todos os anos. Seja Bogotá, Buenos Aires ou Cidade do México… a vibe é eletrizante. As pessoas lá festejam como em nenhum outro lugar.</p>
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<div class="gtx-body"><strong>Qual foi o seu primeiro choque musical — o momento em que você pensou: “É isso que eu quero fazer”? </strong></div>
<div class="gtx-body">Houve alguns. Nos anos 80, quando eu era adolescente, o rádio pirata virou meu mundo de cabeça para baixo. DJs de clubes mixavam ao vivo. Eu fiquei viciado — o jeito como eles conectavam as faixas, o mistério por trás de cada remix… Eu podia ouvir por horas. Aí, uma noite, no <strong>Roger Boîte Funk</strong>, eu vi o <strong>Dee Nasty</strong> fazendo o que sabia fazer — hip-hop de verdade, vinil de verdade. Bum. Minha mente explodiu. Depois vieram as lendas do house: <a href="https://rollingstone.com.br/tags/frankie-knuckles/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Frankie Knuckles</strong></a>, <strong>Eric Morillo</strong>, <strong>David Morales</strong>… e foi isso. Eu queria ser DJ.</div>
</div>
<div></div>
<div><strong>Que tipo de música tocava em casa quando você era criança? </strong></div>
<div>Sinceramente, não muita. Mas eu era obcecado por funk — <a href="https://rollingstone.com.br/tags/marvin-gaye/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Marvin Gaye</strong></a>, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/stevie-wonder/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Stevie Wonder</strong></a>. Eu os ouvia repetidamente. Eles ainda são a minha base. Aquela alma, aquele calor — nunca me abandonaram.</div>
<div></div>
<div>
<div class="gtx-body"><strong>Você começou a mixar nos anos 80, quando o rock dominava e a New Wave explodia. Essa energia influenciou seus primeiros sets? </strong></div>
<div class="gtx-body">Na verdade, não! Comecei aos 17 anos em uma boate gay em Paris chamada <strong>Le Broad</strong>. Eu curtia funk, disco, música negra. Mas a New Wave dominava a cena naquela época. O dono me disse: “Você é bom, mas se não tocar New Wave, não consegue o emprego”. Eu não sabia nada sobre esse tipo de música, então tive que aprender na prática a misturar funk, disco e New Wave. Essa mistura já carregava as sementes da música eletrônica — baterias eletrônicas, sintetizadores e uma alma profundamente funky. Dois pilares que ainda me definem hoje: produção eletrônica de vanguarda e emoção soul crua.</div>
</div>
<div></div>
<div><strong>Assim como o rock, a EDM lota estádios. Será que ela tem o mesmo potencial de rebeldia e longevidade? </strong></div>
<div>Com certeza. House não é uma moda passageira — existe há quase 40 anos. Hoje, a música eletrônica tem uma fatia de mercado maior que o rock. Em seus primórdios, house e techno eram puramente underground, uma revolução social, especialmente na Inglaterra, onde uniram a todos — de aristocratas a jovens na mesma pista de dança. É a essa vibe que me mantive fiel: um set deve ser uma experiência coletiva, quase espiritual, onde as diferenças ficam do lado de fora.</div>
<div></div>
<div><strong>Seus shows têm a energia visceral de um show dos <a href="https://rollingstone.com.br/tags/rolling-stones/" target="_blank" rel="noopener">Stones</a> ou do <a href="https://rollingstone.com.br/tags/queen/" target="_blank" rel="noopener">Queen</a>. Os vocalistas de rock te inspiraram? </strong></div>
<div>Eu não cresci ouvindo rock, mas sim música negra. Mesmo assim, bandas como <a href="https://rollingstone.com.br/tags/kings-of-leon/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Kings of Leon</strong></a> e <a href="https://rollingstone.com.br/tags/coldplay/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Coldplay</strong></a> me inspiraram. A energia e a emoção crua deles realmente me impactaram. A primeira vez que encontrei <a href="https://rollingstone.com.br/tags/chris-martin/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Chris Martin</strong></a>, eu disse a ele: “Cara, você me influenciou muito.” Ele riu e disse: “É, eu ouvi dizer.” [<em>Risos</em>.]</div>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/f1mKf7mjLgo?si=3sJtKku7s1zDR5qL" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<div class="gtx-body"><strong>O que te motiva a continuar em turnês mundiais intermináveis? </strong></div>
<div class="gtx-body">Puro amor pelo que faço. Anseio por desafios, sair da minha zona de conforto, correr riscos, questionar a mim mesmo. Estar no palco é viciante. Em Ibiza, trabalho em músicas pela manhã e testo uma faixa na mesma noite para milhares de pessoas. Nada se compara a ver a multidão se extasiar com uma ideia que surgiu poucas horas antes.</div>
</div>
<div></div>
<div><strong>Sua festa em Ibiza, <em>F*** Me I’m Famous!</em>, é lendária. Ela também é o seu laboratório? </strong></div>
<div>Totalmente. Eu testo novas faixas lá, dou uma olhada em outros DJs, nas cenas underground. Eu capto o que está bombando, o que está prestes a explodir, e transformo isso em músicas que podem se conectar com um público maior.</div>
<div></div>
<div>
<div class="gtx-body"><strong><em>F*** Me I’m Famous!</em> tornou-se icônica. Como o conceito evoluiu? </strong></div>
<div class="gtx-body">Começou como uma piada — uma visão sarcástica da minha própria vida e da fama VIP no [lendário clube] <strong>Les Bains Douches</strong>, onde celebridades desfilavam sem parar. Eu observava esse jogo de sedução entre estrelas, modelos e garotas que apareciam só porque um nome importante estava presente. Eu achava hilário. Depois, eu mesmo fiquei famoso, e algumas pessoas levaram a sério. Mas sempre foi uma autoironia. No momento em que você começa a acreditar na sua própria fama, acabou.</div>
</div>
<div></div>
<div><strong>E sua nova residência no UNVRS em Ibiza, <em>Galactic Circus</em> — qual é o DNA? </strong></div>
<div>Vivemos em uma era de telas e visuais 3D. Mas eu venho de uma época de total decadência, quando as festas eram sobre pessoas — dançarinos, acrobatas, interação real. Com o <strong>Galactic Circus</strong>, quero colocar os humanos de volta no centro, em um clube moderno com música moderna.</div>
<div></div>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DTQZW8Oiifr/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DTQZW8Oiifr/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por DAVID GUETTA (@davidguetta)</a></p>
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<div><strong>Como um mestre de cerimônias moderno?</strong></div>
<div>Exatamente. Meu papel é orquestrar a festa, guiar a energia coletiva.</div>
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<div><strong>A interação com o público é o futuro das baladas?</strong></div>
<div>Já estamos aqui. Ser DJ é reagir ao público, se alimentar da energia dele. Eu não me vejo como uma estrela — estou curtindo a festa com todo mundo. Um DJ improvisa e precisa saber ler o ambiente, ao contrário de uma banda presa a uma setlist, e essa troca constante de energia — esse é o segredo para uma noite incrível.</div>
<div></div>
<div><strong>Você cresceu com vinil, CDs e toca-discos digitais. O analógico ainda desempenha um papel no seu trabalho? </strong></div>
<div>Um pouco — mas, honestamente, é quase romântico agora. [<em>Risos</em>.] Em Ibiza, tenho um piano Rhodes, mas com o design de som e os plugins de hoje, o digital soa tão bem quanto. Não há necessidade de carregar sintetizadores pesados para todo lado. O que eu adoro é adicionar toques acústicos — como a seção de metais que usei em uma faixa que lancei em outubro, “<strong>Gone Gone Gone</strong>”, com <a href="https://rollingstone.com.br/tags/teddy-swims/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Teddy Swims</strong></a>. Isso traz outra alma para a música.</div>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8iT9DRe3cHE?si=-2WouiBDVRBo3pmg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div><strong>A IA te anima ou te assusta?</strong></div>
<div>A IA me fascina. Estou até participando de testes beta para uma empresa que trabalha com ela. Não me assusta, porque não pode substituir a imaginação. Um músico se inspira no que ouviu, aprendeu e assimilou. A IA faz o mesmo — só que com um milhão de referências. Ela pode democratizar a técnica, mas não vai substituir a faísca. Inovação e alma sempre serão humanas.</div>
<div></div>
<div>
<div class="gtx-body"><strong>As gerações mais jovens se divertem nas festas de forma diferente? </strong></div>
<div class="gtx-body">Sim, acho que são mais passivas. Nos anos 1990, as baladas eram incubadoras de tendências — música, moda, ideias. Agora a internet tomou conta, mas é menos orgânico. As baladas não são mais os centros criativos que já foram.</div>
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<div class="gtx-body"><strong>Qual encontro artístico mais te marcou? </strong></div>
<div class="gtx-body"><a href="https://rollingstone.com.br/tags/sia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sia</strong></a> me impressionou demais. Uma das maiores vozes e compositoras do mundo. Sua criatividade, seu instinto — são simplesmente incríveis.</div>
</div>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/JRfuAukYTKg?si=gTRPA2A7qH34ThCP" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div><strong>Os smartphones estão por toda parte nas baladas. Será que eles matam a emoção?</strong></div>
<div>Eu lido com isso melhor do que alguns. As pessoas querem capturar um momento, compartilhá-lo. No início de um set, todo mundo está filmando, depois relaxam. O que me incomoda é a perda de liberdade. Antigamente, você podia se soltar sem se preocupar em ser filmado. Agora todo mundo tem medo de ser flagrado pela câmera. [<em>Risos</em>.]</div>
<div></div>
<div><strong>Você ainda conseguiria fazer um set pequeno, só por diversão?</strong></div>
<div>Claro. Vi o <a href="https://rollingstone.com.br/tags/bob-sinclar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Bob Sinclar</strong></a> tocando funk na reabertura do<strong> La Main Jaune</strong> recentemente — incrível. Aquelas noites em que você simplesmente toca o que ama, sem formato, sem regras — isso é pura alegria. Assim como o <strong>Bob</strong>, eu comecei fazendo sets de oito horas. Essa cultura musical nos permite ir a qualquer lugar.</div>
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<div>
<div class="gtx-body"><strong>Você já ganhou inúmeros prêmios. Existe algum do qual você se orgulhe especialmente?</strong></div>
<div class="gtx-body">Sinceramente, eu os encaro com um pouco de ceticismo. Prêmios são políticos. É bom recebê-los, mas minhas verdadeiras recompensas são a venda de ingressos, as transmissões online — e, acima de tudo, a conexão com meu público.</div>
</div>
<div></div>
<div><strong>Recentemente, você fez um remix de “Together”, da <a href="https://rollingstone.com.br/tags/bonnie-tyler/" target="_blank" rel="noopener">Bonnie Tyler</a>. Jovens frequentadores de clubes que nem conhecem a original cantam a plenos pulmões. Você se vê como uma ponte entre gerações?</strong></div>
<div>Esse é o primeiro objetivo de ser DJ: construir pontes entre épocas, estilos e gerações. Tenho me mantido fiel a essa visão desde o início. Um ótimo set equilibra nostalgia, hits e faixas novas. Você anima a multidão enquanto a surpreende.</div>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/LGnRkl7axf4?si=YZ1w8B9Cmg3nynv0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div><strong>Qual dos seus sucessos mais te surpreendeu? </strong></div>
<div>“<strong>I’m Good</strong>“. Nós a fizemos em 30 minutos, só por diversão. Ela ficou guardada no meu HD por dois anos, a gravadora não a queria. Aí eu a toquei ao vivo, alguém a sampleou no TikTok — e bum, virou um sucesso monstruoso.</div>
<div></div>
<div><strong>Você já dançou sozinho no estúdio ao som de uma das suas músicas? </strong></div>
<div>O tempo todo. [<em>Risos</em>.] Quando me vem uma ideia, eu coloco no volume máximo e danço como um louco. Esse é o melhor momento!</div>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/90RLzVUuXe4?si=ubPlzZuHityk_BCI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/david-guetta-um-set-tem-que-ser-uma-experiencia-coletiva/">David Guetta: ‘Um set tem que ser uma experiência coletiva’</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>