<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Kendrick Lamar" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p>
<p>Em 2012, o rapper revelou à Complex a lista que moldou seu som</p>
<p>O post <a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-25-melhores-albuns-de-todos-os-tempos-segundo-kendrick-lamar/">Os 25 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Kendrick Lamar</a> apareceu primeiro em <a href="https://rollingstone.com.br">Rolling Stone Brasil</a>.</p>
<p><img width="406" height="228" src="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-406x228.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="Kendrick Lamar" style="margin-bottom:1rem;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-406x228.jpg 406w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-800x450.jpg 800w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-768x432.jpg 768w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054-1536x864.jpg 1536w, https://rollingstone.com.br/wp-content/uploads/2026/11/kendrick-lamar-Christopher-Polk-BET-Getty-Images-BET-foto-jornalística-478832054.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p><p>Em outubro de 2012, quando lançava <em><strong>good kid, m.A.A.d city</strong></em>, seu álbum de estreia pela Interscope, <a href="https://rollingstone.com.br/tags/Kendrick-Lamar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Kendrick Lamar</strong></a> sentou com a <a href="https://www.complex.com/music/a/david-drake/kendrick-lamars-25-favorite-albums" target="_blank" rel="noopener"><em>Complex</em></a> para revelar os discos que moldaram quem ele era. A lista que emergiu desse papo é um retrato preciso da formação de um artista criado em <strong>Compton</strong>: pesada no West Coast, dominada por <strong>Tupac</strong> e por três álbuns de <strong>DJ Quik</strong>, o único artista a aparecer três vezes. <strong>Lauryn Hill</strong> ao lado de <strong>E-40</strong>. <strong>Notorious B.I.G.</strong> ao lado de <strong>Juvenile</strong>. <strong>Ice Cube</strong> ao lado de <strong>Nas</strong>. Cada escolha carregava uma memória — e <strong>Kendrick</strong> tinha uma para contar sobre cada uma delas.</p>
<p>A lista foi apresentada em ordem cronológica de lançamento, não como ranking. Com o impacto de <em><strong>good kid, m.A.A.d city</strong></em> — disco que o consolidaria como um dos maiores da sua geração —, essas escolhas passam a funcionar como mapa, onde dá para ouvir o eco de cada uma delas nos arcos narrativos e no rigor lírico que se tornariam a marca registrada de <strong>K-Dot</strong>.</p>
<p>Confira abaixo os 25 álbuns favoritos de <strong>Kendrick Lamar</strong>, com suas próprias palavras sobre cada um deles.</p>
<h2>25. <strong>DJ Quik</strong> — <em><strong>Quik Is The Name</strong></em> (1991)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="DJ Quik - Quik Is The Name (Official Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/lDba6HBbmqE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Para <strong>Kendrick</strong>, <strong>DJ Quik</strong> nunca foi só um rapper — era alguém que claramente dominava tudo o que acontecia na faixa. “‘<strong>Sweet Black Pussy</strong>‘, eu tocava isso o dia inteiro em casa. Essa é a música de fundo da minha vida, muito à frente do meu tempo. Era algo que sempre tocava lá em casa”. O que mais marcava era o tom de voz de <strong>Quik</strong>: agudo, inconfundível, parecido com o do <strong>Eazy-E</strong>. “Você sabia que era ele em qualquer música que ele aparecia”. Debut de <strong>David Blake</strong> em <strong>Compton</strong>, o disco misturava funk e soul com um flow descontraído anos antes de o G-funk ter nome, e <strong>Quik</strong> havia produzido tudo sozinho, algo que uma criança de <strong>Kendrick</strong> já percebia sem que ninguém precisasse explicar.</p>
<h2>24. <strong>Ice Cube</strong> — <em><strong>Death Certificate</strong></em> (1991)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Ice Cube - Steady Mobbin'" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/tMxXtOU09tM?list=PL-UWPlRIl68oDuZrjAnVgDNC8dR-DcvG_" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Kendrick</strong> conta que ouviu <em><strong>Death Certificate</strong></em> em casa quando criança, sem ainda saber o quanto aquele disco moveria o mundo. Anos depois, foi revisitá-lo com atenção — e ficou impactado. “‘<strong>A Bird In The Hand</strong>‘ é uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos”. O que o impressionava em <strong>Ice Cube</strong> era a capacidade de juntar o relato de rua com consciência política sem abrir mão da crueza. “Ele falava de muita coisa que estava acontecendo no mundo. Misturava isso com a vida nas ruas de um ponto de vista completamente honesto — é por isso que eu gosto mais disso”. Dividido entre um “<strong>Death Side</strong>” e um “<strong>Life Side</strong>“, o disco era polêmico, mas foi exatamente essa disposição de confrontar que <strong>Kendrick</strong> identificou como influência direta.</p>
<h2>23. <strong>Dr. Dre</strong> — <em><strong>The Chronic</strong></em> (1992)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Dr Dre - Nuthin' But A "G" Thang [Official Music Video]" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/8GliyDgAGQI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Esse foi provavelmente o primeiro álbum de rap que eu me lembro deles tocando em casa do começo ao fim. Músicas que eu realmente lembro como criança”. Para <strong>Kendrick</strong>, <em><strong>The Chronic</strong></em> ia muito além de uma memória musical, servia como trilha sonora das festas de bairro que ele citaria para sempre como formação. <strong>Dr. Dre</strong> definiu o G-funk com linhas de baixo pesadas, sintetizadores melódicos e um elenco liderado pelo então desconhecido <strong>Snoop Dogg</strong>. O que mais chamava a atenção de <strong>Kendrick</strong> era o storytelling — especialmente em “<strong>Lil’ Ghetto Boy</strong>“. “Eu ouço meu álbum e como ele se divide em 12 músicas, ele realmente se molda e se forma num álbum assim. Só pelo storytelling”.</p>
<h2>22. <strong>Snoop Dogg</strong> — <em><strong>Doggystyle</strong></em> (1993)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Snoop Dogg - Who Am I (What's My Name)?" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/2soGJXQAQec?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“‘<strong>Who Am I (What’s My Name)</strong>‘ é provavelmente um dos primeiros raps que eu aprendi de ponta a ponta”. <strong>Kendrick</strong> se lembrava de assistir ao clipe no The Box — o canal de TV a cabo onde se ligava e pedia a música — e de ver ela tocar dez vezes seguidas junto com “<strong>I Got 5 On It</strong>“. Produzido integralmente por <strong>Dr. Dre</strong>, <em><strong>Doggystyle</strong></em> foi o álbum de estreia mais vendido da história do rap à época do lançamento.</p>
<h2>21. <strong>Notorious B.I.G.</strong> — <em><strong>Ready to Die</strong></em> (1994)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="The Notorious B.I.G. - Warning (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/TbSm6HsX_ek?list=OLAK5uy_n5HRVh6M6hy1sRnmnH1iiiVzOfEzG52Qc" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“O que me tocou foi o storytelling. Só o storytelling, o quanto era profundo”. Para <strong>Kendrick</strong>, o rap do West Coast tinha narrativa, mas era relaxado, fluido, focado na sensação. <strong>Biggie</strong> era diferente: “O nosso era mais devagar, mais flow e boa sensação, mais como os discos soavam. O dele era sujo. As histórias eram loucas. Os flows eram loucos”. <em><strong>Ready to Die</strong></em> construía um arco autobiográfico do Brooklyn direto para o fundo do poço, com produção de <strong>Easy Mo Bee</strong> e <strong>DJ Premier</strong>. <strong>Kendrick</strong> chegaria ao disco já dentro da própria linguagem de escritor — e o impacto foi proporcionalmente maior.</p>
<h2>20. <strong>2Pac</strong> — <em><strong>Me Against The World</strong></em> (1995)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Young Niggaz" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/uGPFdNpMgXI?list=OLAK5uy_lEdGf7rogpXnvYrOSeSInzlt4gV2rXYmo" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Lançado enquanto <strong>Tupac</strong> cumpria pena na prisão, <em><strong>Me Against The World</strong></em> era o seu disco mais introspectivo — e foi isso o que mais marcava <strong>Kendrick</strong>. “Era muito sombrio. ‘<strong>Death Around The Corner</strong>‘, ‘<strong>So Many Tears</strong>‘… dá pra sentir o estado em que ele estava”. O disco entrava em rotação pesada na casa da família, misturado com outros dois álbuns do <strong>Pac</strong> que também entrariam nessa lista — a ponto de <strong>Kendrick</strong> não conseguir mais separar qual faixa pertencia a qual projeto. “<strong>Dear Mama</strong>” era o lado mais vulnerável que <strong>Tupac</strong> nunca repetiria com a mesma profundidade, e antecipava o tipo de emoção crua e específica que <strong>Kendrick</strong> levaria para <em><strong>good kid, m.A.A.d city</strong></em>.</p>
<h2>19. <strong>Tha Dogg Pound</strong> — <em><strong>Dogg Food</strong></em> (1995)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Respect" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/ZY6F_bHBSec?list=OLAK5uy_kVAgLBvHMJ_Lll1diJ7ECjeJlMYjna5cw" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“<strong>Daz</strong> nos beats, <strong>Kurupt</strong> cuspindo bars loucos. ‘<strong>Let’s Play House</strong>‘ era um dos destaques”. <strong>Kendrick</strong> conta que cresceu exposto a tudo que rolava no <strong>Death Row</strong> — e <em><strong>Dogg Food</strong></em> fazia parte desse pacote. O duo <strong>Kurupt</strong> e <strong>Daz Dillinger</strong> era o que havia de mais técnico liricamente dentro do selo: <strong>Kurupt</strong> com uma densidade de rima que <strong>Kendrick</strong> citaria como influência direta na própria escrita, e <strong>Daz</strong> segurando a produção com coesão estética. Foi um dos últimos grandes lançamentos do <strong>Death Row</strong> antes do colapso que viria com a morte de <strong>Tupac</strong> e a prisão de <strong>Suge Knight</strong>.</p>
<h2>18. <strong>2Pac</strong> — <em><strong>All Eyez on Me</strong></em> (1996)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="2Pac - All About U (Dirty) (Music Video) HD" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/pjH5V5Tq_oE?list=OLAK5uy_m9IB94zMFAkv9cTMvr_5bDNET3vnxwuMQ" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Sabe o que é louco nesses álbuns do <strong>Tupac</strong>? Esses três discos — <em><strong>Me Against The World</strong></em>, <em><strong>All Eyez on Me</strong></em> e <em><strong>Makaveli</strong></em> — eram tocados tanto que você começa a misturar quais músicas eram de qual álbum, porque tinha tanta coisa em rotação. Meu pai só ficava tocando aquilo. Tocando, tocando, tocando. Tudo o que a gente conhecia em casa”. <em><strong>All Eyez on Me</strong></em> era o pico comercial de <strong>Tupac</strong>: o primeiro álbum duplo do rap a estrear em #1, gravado logo após sua saída da prisão e sua entrada para o <strong>Death Row</strong>. “<strong>California Love</strong>“, “<strong>How Do U Want It</strong>“, “<strong>2 of Amerikaz Most Wanted</strong>” com <strong>Snoop</strong> — <strong>Kendrick</strong> cresceu ouvindo tudo isso misturado.</p>
<h2>17. <strong>Jay-Z</strong> — <em><strong>Reasonable Doubt</strong></em> (1996)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Jay-Z Reasonable Doubt Tour 1996" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Tt6JUOsw8fE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Kendrick</strong> chegou tarde ao debut de <strong>Jay-Z</strong> — por volta de 2001, 2002, quando já escrevia. No West Coast, a East Coast era território hostil. “Eu tinha 9, 10, 11 anos. Não queria ouvir nada do East Coast. Tudo que todo mundo tocava era Death Row”. Quando chegou ao disco, o impacto foi proporcional. “‘<strong>Politics As Usual</strong>‘ foi uma das primeiras faixas que realmente fixaram — só a vibe e o flow. Eu realmente capturei aquele flow e roubei aquela cadência como estudante do game”. Produzido por <strong>DJ Premier</strong>, <strong>Pete Rock</strong> e outros, <em><strong>Reasonable Doubt</strong></em> tinha uma crueza narrativa que <strong>Kendrick</strong> nunca esqueceu.</p>
<h2>16. <strong>2Pac</strong> — <em><strong>Makaveli / The Don Killuminati: The 7 Day Theory</strong></em> (1996)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Makaveli - Hail Mary (Official Music Video) ft. The Outlawz" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/vw-O1JdXcXk?list=OLAK5uy_mEy8UdzY67fMV7yGMw9w21BpCbfqahoXg" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“O motivo pelo qual eu gosto mais do <em><strong>Makaveli</strong></em> é a agressividade. Olhando para trás, havia tanta controvérsia por trás desse álbum que eu realmente não conseguia entender quando era criança — ele em uma cruz, a saraivada de 21 tiros em ‘<strong>Against All Odds</strong>‘. Era só agressividade”. Gravado em três dias e lançado dois meses após a morte de <strong>Tupac</strong>, <em><strong>Makaveli</strong></em> era o mais raivoso dos três discos de <strong>Pac</strong> na lista. “Aquela emoção, aquela agressividade na faixa — era como se ele quisesse ir à guerra ouvindo aquilo”. A intensidade que <strong>Kendrick</strong> ouviu ali virou um dos parâmetros do que ele entenderia como presença num disco.</p>
<h2>15. <strong>Notorious B.I.G.</strong> — <em><strong>Life After Death</strong></em> (1997)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="The Notorious B.I.G. - Hypnotize (Official Audio)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/eaPzCHEQExs?list=OLAK5uy_nAUMsetFopp4EKHNS9cCs2HjUllpJ7Wak" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Eu me lembro de ser criança com o meu parceiro, tentando aprender o verso de <strong>R. Kelly</strong> em ‘<strong>Fuckin’ You Tonight</strong>‘ — constantemente tentando aprender aquele flow: <em>Girl you look fine, like a wind face Rolex, you just shine</em>. A gente achava aquilo demais”. Lançado 16 dias após o assassinato de <strong>Biggie</strong>, <em><strong>Life After Death</strong></em> era o oposto em tom de <em><strong>Ready to Die</strong></em>: mais polido, mais aberto ao mainstream, com hits como “<strong>Hypnotize</strong>” e “<strong>Mo Money Mo Problems</strong>“. Para <strong>Kendrick</strong>, o disco mostrava uma evolução intencional. “Agora, olhando para trás, vejo que ele basicamente nos leva em outra direção, onde abre para as massas. Ele começou com as ruas e foi ampliando no próximo álbum — e isso foi incrível”.</p>
<h2>14. <strong>DMX</strong> — <em><strong>It’s Dark and Hell Is Hot</strong></em> (1998)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="DMX - Ruff Ryders' Anthem" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ThlhSnRk21E?list=OLAK5uy_lS_AhdHjMEgJd-hhIf3ON_Y1NsvxLP8qg" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Esse é o primeiro álbum que me fez escrever. Escrevi minha primeira letra para esse álbum, com uns 13, 14 anos”. Para <strong>Kendrick</strong>, <em><strong>It’s Dark and Hell Is Hot</strong></em> preencheu o vazio deixado por <strong>Pac</strong>: “Era só brutalidade e verdade. <strong>Tupac</strong> tinha ido, havia um vazio no game, e ele veio preencher aquele vazio. Agora que penso nisso, foi exatamente por isso”. O debut de <strong>Earl Simmons</strong> pelo <strong>Def Jam</strong> estreou em #1 e sustentava uma intensidade que ia do berro ao momento de oração — às vezes na mesma faixa. <strong>Kendrick</strong> tinha o “<strong>Intro</strong>” decorado décadas depois.</p>
<h2>13. <strong>Lauryn Hill</strong> — <em><strong>The Miseducation of Lauryn Hill</strong></em> (1998)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Lauryn Hill - Ex-Factor (Official HD Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/cE-bnWqLqxE?list=OLAK5uy_lRo6wUst04Buqa-V-E55zmc2Dl_571ROs" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Esse disco provavelmente tinha mais hits do que qualquer coisa que eu já ouvi. Mesmo voltando agora. Acho que ela estava muito à frente do seu tempo — só o sentimento, a coesão, o conceito por trás disso. Era genial pra mim”. A única mulher e o único álbum fora do rap na lista de <strong>Kendrick</strong>, <em><strong>The Miseducation</strong></em> misturava neo-soul, R&B e hip hop com uma coerência temática que o rapper admirava. O que ficou na memória: os clipes. “Tinha uma sensação natural, orgânica. Naquela época os clipes que saíam eram todos de alto padrão — o dela era mais ela mesma, sendo ela mesma. Achei isso incrível”. Esse foi o primeiro <em>Álbum do Ano do Grammy</em> entregue a uma artista solo na história do prêmio.</p>
<h2>12. <strong>Juvenile</strong> — <em><strong>400 Degreez</strong></em> (1998)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Juvenile - Follow Me Now" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/AxvqhY9PKwg?list=OLAK5uy_l89X7yUoHHyt2DKWgylIVnWS9mNWjsOlA" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“<em><strong>400 Degreez</strong></em> — esse foi um dos meus favoritos do verão. Os primeiros tempos do <strong>Cash Money</strong> foram alguns dos meus anos favoritos da vida. Ouvia aquele álbum do começo ao fim o dia inteiro. Tinha um verão em que o bairro todo tocava aquilo”. Para <strong>Kendrick</strong>, o impacto do <strong>Cash Money</strong> em Los Angeles nunca foi devidamente reconhecido. “Eles tinham o West Coast no controle — acho que o mundo não sabe disso”. A chave era <strong>Mannie Fresh</strong>: o produtor do selo entendia de graves, e Los Angeles amava graves.</p>
<h2>11. <strong>DJ Quik</strong> — <em><strong>Rhythm-al-ism</strong></em> (1998)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="DJ Quik - Hand In Hand (Official Video) ft. 2nd II None" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/NdoMwFEimqo?list=OLAK5uy_n00dcqZlATI-nh1mJImtBvTgqR4fJO0lg" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“‘<strong>Down, Down, Down</strong>‘, isso era demais. Cheguei a esse disco no ensino médio, tocando ‘<strong>Down, Down, Down</strong>‘ o dia inteiro. Indo para o ônibus e tocando aquilo. ‘<strong>Speed</strong>‘ era demais, assim como ‘<strong>Hand In Hand</strong>‘. O interlúdio era demais também — ele sempre tem interlúdios incríveis”. Em sua segunda aparição na lista, <strong>DJ Quik</strong> estava mais maduro no funk em <em><strong>Rhythm-al-ism</strong></em>, sem perder a conexão com as ruas. A fidelidade de <strong>Kendrick</strong> a ele ao longo de três décadas diz tudo sobre o quanto aquele som de <strong>Compton</strong> entrou fundo.</p>
<h2>10. <strong>B.G.</strong> — <em><strong>Chopper City in the Ghetto</strong></em> (1999)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="B.G. - Cash Money Is An Army (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/z1o16s0gs4s?list=OLAK5uy_mkO4nt4Wm8lLjeMQUG4vX2raXSDPM91DQ" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Como era cru. Era só porrada. Eu gosto do tom do <strong>B.G.</strong> também, o jeito que ele pronuncia as palavras. Gosto dos tons de todos eles — cada um é único do seu jeito”. O debut de <strong>Christopher Dorsey</strong> pelo <strong>Cash Money</strong> foi produzido por <strong>Mannie Fresh</strong> e soava exatamente como o título prometia: sujo, direto, sem desculpas. “Minha favorita era provavelmente ‘<strong>Thug’n</strong>‘ — e ‘<strong>Cash Money Is an Army</strong>‘”. Naquele verão de 1999, a <strong>New Orleans</strong> do Cash Money estava em toda parte — e <strong>Kendrick</strong> absorvia cada peça desse universo com a atenção de quem já sabia que estava estudando algo.</p>
<h2>9. <strong>Hot Boys</strong> — <em><strong>Guerrilla Warfare</strong></em> (1999)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Hot Boys - I Need A Hot Girl (feat. Big Tymers) (Official Music Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/GKEEvv-e_QM?list=OLAK5uy_kvwvZIaE8Qw04knGgbWe6K2pZqOLo3C4Q" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“<strong>Turk</strong> e <strong>Wayne</strong> estavam arrasando — <strong>B.G.</strong> também. Minha favorita era provavelmente ‘<strong>Ridin</strong>‘: <em>We ridin’, we ridin’, come up out the flames with the K firing”.</em> O supergrupo do <strong>Cash Money</strong> reunia <strong>Juvenile</strong>, <strong>B.G.</strong>, <strong>Lil Wayne</strong> e <strong>Turk</strong> sobre produção de <strong>Mannie Fresh</strong>, e era a síntese de tudo que <strong>Kendrick</strong> amava no selo: o peso dos graves, a identidade coletiva, os flows distintos coexistindo num mesmo projeto.</p>
<h2>8. <strong>Lil Wayne</strong> — <em><strong>The Block Is Hot</strong></em> (1999)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Lil Wayne - Tha Block Is Hot" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/c3Edt0jMolc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Eles estavam mandando no game. O <strong>Cash Money</strong> foi uma grande influência no West Coast — acho que o mundo não sabe disso”. <strong>Kendrick</strong> usou a entrada de <strong>Lil Wayne</strong> para defender o <strong>Cash Money</strong> como fenômeno cultural transcontinental. “<strong>Mannie Fresh</strong> fazia o tipo de beat que ainda tinha o bass. L.A. ama o bass. Eles tinham um estilo — é por isso que a gente amava eles”. Debut de <strong>Wayne</strong> aos 17 anos, estreando em #3 na Billboard 200. Na turnê de <em><strong>good kid, m.A.A.d city</strong></em>, <strong>Kendrick</strong> finalmente encontrou <strong>Mannie Fresh</strong> pessoalmente e aproveitou para fazer algumas perguntas sobre o disco.</p>
<h2>7. <strong>E-40</strong> — <em><strong>Charlie Hustle</strong></em> (1999)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="E-40 - Big Ballin' With My Homies (Official Video)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xBq-H6pOHAE?list=OLAK5uy_lzIypu0wNUuYSiKoun9HjgQQo5w_K1NLM" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Meu parceiro <strong>Earl</strong> ficava tocando aquele CD todo dia — e então fui tomando gosto por isso. Era divertido, te deixava animado do mesmo jeito que o <strong>E-40</strong> faz até hoje. Direto ao ponto, música de virar. A gíria, os termos de rua”. O que <strong>Kendrick</strong> via em <strong>E-40</strong> era a originalidade: “Definitivamente aprendi com ele. No geral, só ser original. Se destacar. Ninguém nunca vai soar como <strong>E-40</strong>, até hoje. Ele se reinventou como um artista completamente novo. Minha coisa toda é essa também”. Debut de <strong>E-40</strong> pela Jive Records e prova de que a Bay Area tinha sua própria linguagem, separada de Los Angeles e de Nova York.</p>
<h2>6. <strong>Kurupt</strong> — <em><strong>Tha Streetz Iz a Mutha</strong></em> (1999)</h2>
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<p>“Achei que foi um momento realmente definidor do que o West Coast faz. O West Coast é muito sensível [risos]. A gente é muito sensível com as situações e responde rápido. E o <strong>Kurupt</strong> estava explodindo naquilo”. Mas o que <strong>Kendrick</strong> ressaltava ia além do diss: “Ele tinha muito conteúdo lírico. Meu conteúdo lírico vem do que ele fez no West Coast”. A referência mais específica era “<strong>New York, New York</strong>” — exatamente o tipo de virada que <strong>Kendrick</strong> absorveu como técnica para subverter expectativas geográficas na própria escrita.</p>
<h2>5. <strong>Dr. Dre</strong> — <em><strong>2001</strong></em> (1999)</h2>
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<p>“O <em><strong>Dr. Dre 2001</strong></em>, ele fez tudo de novo. Lembro de rasgar a embalagem do CD — meu pai tinha trazido. Só lembro dele tocando aquilo por meses. Por meses, por meses, por meses. Me apeguei a isso. E anos depois ele ainda estava tocando — é assim que eu sei que é um clássico de verdade”. O álbum mais aguardado da história do rap na época, <em><strong>2001</strong></em> trazia <strong>Eminem</strong>, <strong>Snoop</strong>, <strong>Kurupt</strong> e <strong>Nate Dogg</strong> sobre produção integralmente de <strong>Dre</strong>. <strong>Kendrick</strong> tinha duas memórias específicas: a intro cinematográfica de “<strong>The Car Bomb</strong>” — “parecia um filme de verdade” — e o verso de <strong>Six-Two</strong> em “<strong>Xxplosive</strong>“, que ele considerava o melhor do disco pela simplicidade desconcertante.</p>
<h2>4. <strong>DJ Quik</strong> — <em><strong>Balance & Options</strong></em> (2000)</h2>
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<p>Terceira e última aparição de <strong>DJ Quik</strong> na lista — nenhum outro artista aparece mais de uma vez. <strong>Kendrick</strong> era inequívoco sobre a influência do produtor e rapper de <strong>Compton</strong> na sua formação, e <em><strong>Balance & Options</strong></em>, lançado pela Arista, era um <strong>Quik</strong> mais contido e refinado, com a mesma consistência de produção que o distinguia. Destaque para “<strong>I Don’t Wanna Party Wit U</strong>”, que, segundo <strong>K-Dot</strong>, “é uma das que eu realmente lembro, que realmente me deu aquela sensação. Era verão, a gente corria por aí e aquilo sempre tocava”.</p>
<h2>3. <strong>Nas</strong> — <em><strong>Stillmatic</strong></em> (2001)</h2>
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<p>“Aquela foi uma época em que eu estava comprando muito CD — e esse foi um dos que comprei”. Para <strong>Kendrick</strong>, a faixa com <strong>AZ</strong>, “<strong>The Flyest</strong>“, tinha um feeling West Coast apesar de vir do Bronx. “Só achava que era uma vibe incrível, ele cuspia algumas das letras mais intrincadas ali”. E havia o recurso técnico que ficou mais tempo na cabeça: “<strong>Rewind</strong>” — a faixa inteira ritmada de trás para frente. “Cara, que isso. Isso é gênio”. <em><strong>Stillmatic</strong></em> era também o disco que continha “<strong>Ether</strong>“, a resposta ao “<strong>Takeover</strong>” de <strong>Jay-Z</strong>, amplamente considerada uma das maiores disses da história do rap.</p>
<h2>2. <strong>Clipse</strong> — <em><strong>Lord Willin’</strong></em> (2002)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="Clipse - Grindin' (Official HD Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/TjWAWcx4xdE?list=OLAK5uy_mpNSYzaYRQexRfoj3WcFFvxnJ88Uuc8dU" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Essa é uma grande memória — lembro do tanto que a gente batia na mesa fazendo o beat e freestylando na escola”. <strong>Kendrick</strong> descobriu o <strong>Clipse</strong> pelo “<strong>Grindin</strong>‘” na TV. “Cheguei da escola um dia, vi o clipe e pensei: o que é isso? É demais”. O debut de <strong>Pusha T</strong> e <strong>No Malice</strong> com produção dos <strong>Neptunes</strong> — <strong>Pharrell</strong> e <strong>Chad Hugo</strong> no auge — tinha um minimalismo percussivo que soava como nada antes: apenas o grave do 808 e o snap, limpos. Em <strong>Compton</strong>, essa austeridade soou como revelação, e ecoa diretamente nos instrumentais mais contidos que <strong>Kendrick</strong> escolheria ao longo da própria discografia.</p>
<h2>1. <strong>Jay-Z</strong> — <em><strong>The Black Album</strong></em> (2003)</h2>
<p><iframe loading="lazy" title="JAŸ-Z - 99 Problems" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/6uikJTnmtgw?list=OLAK5uy_mdavaKa6H8395K5mq9VOWUMNz6caZH2Qs" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Kendrick</strong> fechou a lista com o disco que <strong>Jay-Z</strong> anunciou como sua despedida do rap. “Todo mundo fala no <em><strong>Blueprint</strong></em>, mas o <em><strong>The Black Album</strong></em> vem logo atrás. Ele estava dizendo que estava na beira da aposentadoria e então simplesmente foi lá e acertou”. A faixa que ficou gravada na memória era “<strong>Encore</strong>“: <strong>Kendrick</strong> se lembrava de ficar passando aquilo no colegial, com os colegas. Produzido por <strong>Kanye West</strong>, <strong>Timbaland</strong>, <strong>Pharrell</strong>, <strong>Rick Rubin</strong> e outros, <em><strong>The Black Album</strong></em> funcionava como síntese de tudo o que havia de mais técnico e ambicioso no hip hop daquela geração — e para um <strong>Kendrick</strong> que estava começando a escrever de verdade, a consciência que <strong>Jay</strong> demonstrava sobre a própria obra era exatamente o que moldaria sua relação com o rap nos anos seguintes.</p>
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