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  1. 12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu

    Fri, 03 Jul 2026 18:30:00 -0000

    <p><img src="https://t.ctcdn.com.br/ZlPa_i9d1EuJw651jjBMJJMSiN4=/700x394/smart/i1115633.png"></p> <p>A “<strong>cultura gamer</strong>” evoluiu bastante no <strong>Brasil</strong>, mas todos que vieram dos anos 1990 e 2000 passaram por verdadeiros eventos canônicos: coisas que eram independentes da plataforma e da classe social, mas ocorriam com cada um de nós.</p> <ul> <li><a href="https://canaltech.com.br/games/bons-jogos-baseados-desenhos-tv-globinho/">8 bons jogos baseados em desenhos da TV Globinho</a></li> <li><a href="https://canaltech.com.br/hardware/pc-antigo-como-melhorar-desempenho-gastando-pouco/">PC antigo: como melhorar desempenho gastando pouco</a></li> </ul> <p>Ainda que fossem tempos mais simples, jogar era uma tarefa complexa e em alguns casos “obrigava” as pessoas a repetirem padrões que se tornaram clássicos autênticos. Como não se lembrar das artimanhas exigidas para se divertir?</p> <p>Em homenagem aos “bons e velhos tempos”, nós do <strong>Canaltech</strong> reunimos <strong>12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu</strong>. Se você passou pelos anos 1990 e 2000 com um console ou PCs, com certeza se identificará com ao menos um item. Confira:</p> <p>-<br>Entre no <a href="https://canalte.ch/whatsapp-canaltech-parceiros" target="_blank">Canal do WhatsApp do Canaltech</a> e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.<br>-</p> <h2>12. Girava o analógico na tela de loading</h2> <p>Sem um SSD ou qualquer componente do tipo, demorava uma eternidade para jogos maiores de PS1 e PS2 carregarem. Era o caso de deixar a tela rodar, ir preparar um lanche e voltar antes dessa tarefa ser concluída. E aí as telas de loading se popularizaram, muitas vezes com alguma arte para te distrair da demora.</p> <p>E aí o que restava aos jogadores? Girar o analógico durante a espera, algo que se tornou a diversão de muitos nestes tempos “sombrios”. Algumas obras, como <strong>Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi</strong> incluíam animações quando executava a ação no controle, o que fez muita gente testar isso até a geração PS4 e <a href="https://canaltech.com.br/produto/microsoft/xbox-one/">Xbox One</a>. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/OHPycB0Z3vFG9RWWGH-A-tJjmOc=/1024x0/smart/i1128279.jpeg" alt="Imagem do DualShock 2" caption="true" data-ivi="q9k3"> <figcaption>O DualShock 2 sofria com o excesso de vezes que se girava o analógico (Imagem: Stas Knop/Pexels)</figcaption> </figure> <h2>11. Zerou algum game com a revista de Detonado ao lado</h2> <p>Nos anos 1990 e 2000, a internet não era um recurso popular e o <strong><a href="https://canaltech.com.br/empresa/youtube/">YouTube</a></strong> sequer existia antes de 2005. Ou seja, não havia vídeos de gameplay e o público se apoiava nas emblemáticas revistas para conferir dicas e os queridos detonados.</p> <p>Principalmente em RPGs e alguns jogos de ação e aventura com segredos no mapa, era inegável que muitos concluíram algumas de suas histórias favoritas com a publicação ao lado do seu controle. Seja pela <strong>Ação Games</strong>, <strong>Super Game <a href="https://canaltech.com.br/produto/ulefone/power/">Power</a></strong> ou outras, todos recorriam a elas no momento de dificuldade.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/w0Pg6XKnUbiGtpzt2eJkKtm7bug=/1024x0/smart/i1128295.jpeg" alt="Imagem de uma Super Game Power" caption="true" data-ivi="q9kb"> <figcaption>Na época sem vídeos, muitos apelavam para as revistas (Imagem: Reprodução/BD Jogos)</figcaption> </figure> <h2>10. Derrubou o controle da locadora</h2> <p>Antes das lan houses, as locadoras também serviam como um local que reunia a comunidade para jogarem juntos. Caso você tivesse o videogame em casa, podia levar o cartucho. Porém, se não fosse o caso, era possível jogar no próprio local e pagar por um certo período.</p> <p>Como o local era lotado de crianças, muitas delas descuidadas, não era raro ver um controle cair no chão. Para evitar, os donos instituíram regras mais agressivas para esses casos: de perda de privilégios (passá-lo a outro jogador) até corte do tempo que pagou (cada queda fazia perder 30 minutos), ninguém ficou imune aos seus efeitos. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/jRN6vk-8y4hwe8UB8NDZMVUZcOI=/0x86:1200x762/1024x0/smart/i321250.jpeg" alt="Imagem do controle do Mega Drive" caption="true" data-ivi="8lhu"> <figcaption>Quantas vezes esse controle caiu da sua mão? (Imagem: Reprodução/YouTube)</figcaption> </figure> <h2>9. Virou o PS1 de cabeça para baixo</h2> <p>O <strong>PlayStation 1</strong> fez história, mas alguns modelos tinham um pequeno defeito na trava da tampa, que se quebrava facilmente a qualquer impacto. Sem fechar, o leitor sequer iniciava e você não jogava. Como isso causou muitos gastos de assistência técnica, alguns desenvolveram a lendária técnica de virá-lo de cabeça para baixo.</p> <p>Deste modo, o peso do console e a gravidade a mantinham fechada, o leitor girava e ninguém ficava sem se divertir. Seja o modelo PSX ou o PSOne, a maioria de nós já viu isso com o nosso próprio console ou com o de amigos próximos — até o ponto que virou “normal” para todos na época. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/W85fBod5LGqovet8mxvz_XfIeG8=/1024x0/smart/i961537.jpeg" alt="Imagem do PS1" caption="true" data-ivi="o4sv"> <figcaption>Em alguns casos, essa tampa só ficava fechada com o peso do PS1 fazendo pressão sobre a mesa (Imagem: Reprodução/Sony)</figcaption> </figure> <h2>8. Assoprou as fitas para funcionarem</h2> <p>Não havia qualquer evidência técnica que recomendasse assoprar o chip dos cartuchos de <strong>Super Nintendo</strong> e <strong>Mega Drive</strong> para que eles voltassem a funcionar. Mesmo assim, a técnica sempre funcionava e se os consoles não liam as fitas de primeira, depois que jogava vento e baba no conector elas funcionavam.</p> <p>Ninguém sabe quando começou ou onde, mas virou uma questão cultural muito forte no Brasil. Chegava com o cartucho em casa, botava no SNES e não funcionava? Não existia pânico, era só encher o pulmão e fazer isso que logo dava certo. Às vezes precisava fazer isso duas ou três vezes, mas era infalível. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/lamKGYnwD6xUNa11_e4uXF2BaTg=/1024x0/smart/i1016755.png" alt="Imagem do SNES" caption="true" data-ivi="owcj"> <figcaption>Tinha fita de Super Nintendo que só funcionava na base do assopro (Imagem: Reprodução/Giant Bomb)</figcaption> </figure> <h2>7. Desligou o PC com o pé</h2> <p>Me diga, quantas horas você perdeu jogando <strong>Diablo II</strong>, <strong>Tibia</strong> ou <strong>The Sims 2</strong>? Muitas, claro. E quantas vezes, em meio à empolgação em uma tarde de sábado ou domingo, você acabou chutando o gabinete e desligou sem querer o PC por ter metido o dedão do pé no botão de desligar? Mais do que queira admitir, creio eu.</p> <p>Na época, não existia essa cultura de exibir o computador para todos verem. Nem tinha espaço para isso nas estantes. Deste modo, a máquina sempre ficava no chão — próxima aos estabilizadores. E não era raro chutá-la sem querer, cuja ameaça era somada ao fato de que o botão geralmente era frontal.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/iidwVe5lcU1FpM8huXutMg84KZo=/1024x0/smart/i1128305.jpeg" alt="Imagem de um PC antigo" caption="true" data-ivi="q9kl"> <figcaption>Curiosamente, o botão tinha o tamanho exato do dedo do pé (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)</figcaption> </figure> <h2>6. Foi obrigado a desenrolar o fio do controle</h2> <p>Os controles com fio tinham uma resposta muito veloz, mas não era raro pegá-los e se deparar com o cabo todo emaranhado na sua estante. E ai de você se não desenrolasse adequadamente, pois acabava em perrengues como forçar a vista por ter de jogar mais perto da TV ou derrubar o videogame a cada puxão involuntário.</p> <p>Vocês não têm ideia de como a geração <strong>PS3</strong> e <strong><a href="https://canaltech.com.br/produto/microsoft/xbox-360/">Xbox 360</a></strong> salvou a vida dos gamers, com seus periféricos nativos sem fio. Até o <strong><a href="https://canaltech.com.br/produto/sony/playstation-2/">PlayStation 2</a></strong>, eles representavam uma grande dor de cabeça e perda de tempo — já que era preciso passar alguns minutos na tarefa de arrumá-los antes de começar a jogar. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/8D6XQ2-axM9qCbr6If9ZMPYk9AM=/1024x0/smart/i1016739.jpeg" alt="Imagem do controle de SNES" caption="true" data-ivi="owc7"> <figcaption>O cabo era um dos maiores vilões dos gamers nos anos 1990 e 2000 (Imagem: Reprodução/Jens Mahnke, Pexels)</figcaption> </figure> <h2>5. Viu a tela “do fracasso” do PS2</h2> <p>Por falar no PS2, ele foi o videogame mais vendido de todos os tempos e fez muito sucesso no Brasil também, principalmente pela pirataria e jogos paralelos. E não tinha quem voltasse dos camelôs , com seus 5 games recém-comprados, que não visse a tela vermelha da morte em um deles (ou todos).</p> <p>E o evento canônico era o mesmo para todos: ver a tela inicial do PS2, os ícones girarem para tudo ficar vermelho e ler o famoso “<strong>Please Insert a PlayStation or PlayStation 2 format disc</strong>”. Algumas vezes isso podia ser revertido, mas existiam situações em que o estrago não tinha mais volta e você tinha de trocar ou comprar outro disco para poder curtir. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/G9VxVnltv155pFJiIYVMK9k77k4=/1024x0/smart/i1128283.jpeg" alt="Imagem da tela de erro do PS2" caption="true" data-ivi="q9k7"> <figcaption>Essa tela causa gatilhos, não é? (Imagem: Reprodução/Sony)</figcaption> </figure> <h2>4. Perdeu o Memory Card</h2> <p>Antes do PS3 e Xbox 360, a maior parte dos consoles não tinham armazenamento interno. A Nintendo permitia que o jogador salvasse seus dados nos próprios cartuchos, mas nos discos isso era um pouco mais complexo. Aí, inventaram os <strong>Memory Cards</strong> que permitiam registrar seu progresso e seguir com suas aventuras.</p> <p>No entanto, os acessórios não eram muito robustos e não era raro algum deles (ou todos eles) sumir pela sua casa. Seja porque o cachorro mordeu e levou para outro lugar, seja porque sua mãe limpou e guardou em um móvel diferente ou caiu embaixo da estante e ninguém mais viu — isso era bem comum. No “final bom”, encontrava e tudo dava certo. Mas há quem perdesse para sempre e tinha de recomeçar todas as suas aventuras do zero. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/4rLshicr1T5lLkSUh_mFkDTI1ow=/1024x0/smart/i511902.jpeg" alt="Imagem do Memory Card" caption="true" data-ivi="i91k"> <figcaption>Todo gamer perdeu um desses nos intervalos entre as jogatinas (Imagem: Reprodução/Sony)</figcaption> </figure> <h2>3. Juntou dinheiro para comprar 3 jogos por R$ 10</h2> <p>Não importa se você recebia mesada, se tapeava seus pais para obter uns trocados ou ganhava um dinheiro de aniversário ou por datas comemorativas: todo sábado de manhã era o período de bater ponto nas barraquinhas de camelôs, ao lado de várias outras crianças, para buscar os games que ia comprar para curtir os dias de sossego.</p> <p>E as que tinham mais gente em disputa para pegar os melhores games, sempre contavam com a famosa promoção de “3 jogos por R$ 10”. Era uma situação de ir ver o catálogo às 10h e ter centenas de discos, voltar 10h15 e nem metade deles estar mais disponível. Se você se lembra desta loucura, sabe exatamente como éramos felizes e não sabíamos. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/dAw_K-6mRRaJgvDobpHquqIknSs=/1024x0/smart/i1059939.jpeg" alt="Imagem de jogos de PS1" caption="true" data-ivi="phyn"> <figcaption>Todo fim de semana, a criançada estava nas barracas para comprar 3 jogos por R$ 10 (Imagem: Damien McFerran/Time Extension)</figcaption> </figure> <h2>2. Trocou fitas nas feiras do rolo</h2> <p>Antes de comprar múltiplos jogos a preços promocionais, existiu um período no qual se ia em qualquer feira do rolo e eram vistas barracas com dezenas de cartuchos espalhados. Você podia comprar alguns, mas o principal negócio eram as trocas — afinal de contas, o dono delas também queria jogar coisas diferentes.</p> <p>Às vezes, se era alguma fita difícil de encontrar, se trocava 1 por 1 e você saía com uma nova aventura dali. Outras, quando eram games mais baratos ou em condições “tristes” de uso, você conseguia negociar 2 por 1 e por aí vai. Independentemente do lugar que viva, sempre tinha uma e fazíamos a festa. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/7zbVI2w9J7iNESssLeGK5TzbS5o=/1024x0/smart/i1128293.jpeg" alt="Imagem de cartuchos de Mega Drive" caption="true" data-ivi="q9k9"> <figcaption>Era possível trocar cartuchos de NES, Super Nintendo, Mega Drive e muitos outros (Imagem: Viktorya Sergeeva/Pexels)</figcaption> </figure> <h2>1. Passou nas locadoras aos sábados</h2> <p>Quase como um ritual na época do Super Nintendo e Mega Drive, acordávamos aos sábados e enchíamos o saco do nosso pai, mãe ou de quem fosse possível para nos levar à locadora. Às vezes o local não estava sequer aberto, mas já falávamos dela sem parar. A vantagem era alugar algo no sábado, ficar com a fita no domingo e devolver apenas na segunda — geralmente no fim da tarde.</p> <p>Há centenas de elementos que geram até gatilho em quem viveu nessa época, como as gôndolas repletas de encartes, aquele amontoado de crianças e jovens que brigavam para ver quem levava aquela novidade primeiro e a promessa de muita diversão. Quem não se lembra de levar aquele jogo desconhecido porque a capa chamou a atenção ou querer locar o mesmo título pela milésima vez que atire a primeira pedra. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/RKewAOWUlv3kL1wrd3cG3-uKtDA=/1024x0/smart/i1099767.png" alt="Imagem de locadora de games" caption="true" data-ivi="pxrh"> <figcaption>Nas locadoras você alugava as fitas e também podia jogá-las por ali mesmo, caso quisesse (Imagem: Reprodução/Ítalo Chianca)</figcaption> </figure> <h2>Nostalgia falou mais alto nos games</h2> <p>Falamos de alguns fatores, mas existem várias memórias que muita gente passou simultaneamente com seus videogames. Por falar nos fios, vai me dizer que você nunca tropeçou neles e derrubou o console sem querer? Ou que deixou seu irmão menor ou aquele primo chato com o controle desconectado para não te atrapalhar? Pois é, quem viveu sabe,</p> <p>Entre as 12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu, quais delas você já fez? Gabaritou? Entre elas, estão:</p> <ol> <li>Passou nas locadoras aos sábados</li> <li>Trocou fitas nas feiras do rolo</li> <li>Juntou dinheiro para comprar 3 jogos por R$ 10</li> <li>Perdeu o Memory Card</li> <li>Viu a tela “do fracasso” do PS2</li> <li>Foi obrigado a desenrolar o fio do controle</li> <li>Desligou o PC com o pé</li> <li>Assoprou as fitas para funcionarem</li> <li>Virou o PS1 de cabeça para baixo</li> <li>Derrubou o controle da locadora</li> <li>Zerou algum game com a revista de Detonado ao lado</li> <li>Girava o analógico na tela de loading</li> </ol> <p>Leia a matéria no <a href="https://canaltech.com.br/games/coisas-nostalgicas-que-todo-gamer-brasileiro-ja-viveu/">Canaltech</a>.</p>
  2. O fim dos discos? Sony fecha última fábrica de mídias físicas do PlayStation

    Fri, 03 Jul 2026 14:10:00 -0000

    <p><img src="https://t.ctcdn.com.br/I8m1u4zkEZPVCWTfQ6xmrBrREYg=/700x394/smart/i1140111.jpeg"></p> <p>A <a href="https://canaltech.com.br/empresa/sony/">Sony</a> irá recondicionar sua última fábrica de discos físicos poucos dias após o PlayStation decretar o fim das mídias físicas com contagem regressiva para 2028. A informação parte do veículo austríaco ORF Salzburg.</p> <p>De acordo com a reportagem, <strong>a empresa japonesa pretende encerrar a produção de discos</strong> na planta da cidade de Thalgau e <strong>dar lugar à fabricação de microlentes ópticas</strong>, material usado para vários dispositivos que exigem um controle preciso da luz.</p> <p><strong>A fábrica produzia 600 mil discos por dia</strong>. Deste total, 50% da produção era destinada ao PlayStation, como enfatiza o chefe da fabricante Sony Digital Audio Disc Corporation (DADC), Dietmar Tanzer. O volume deve cair atpe chegar em 2028, período em que a empresa encerrará de vez a produção de mídias físicas para seus sistemas de videogames.</p> <p>-<br>Entre no <a href="https://canalte.ch/whatsapp-canaltech-parceiros" target="_blank">Canal do WhatsApp do Canaltech</a> e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.<br>-</p> <blockquote> <p>"O PlayStation representa atualmente cerca de 50 por cento do nosso volume, e disso cerca de 20 por cento são novos pedidos. Estamos falando de aproximadamente dez por cento do volume em 2028", afirma Tanzer ao ORF Salzburg.</p> </blockquote> <p>Atualmente, <strong>300 colaboradores estão empregados na fábrica em Thalgau</strong>, número que deve permanecer o mesmo, apesar da reestruturação e mudança de negócios. Os funcionários foram notificados do novo rumo da empresa na última quarta-feira (1°) e<strong> já foram retirados da produção de discos, </strong>segundo a ORF Salzburg. A Sony DADC pretende requalificar a mão de obra em grande escala e pretende iniciar a produção de microlentes ópticas a partir de 2027.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/IIjVXdKAzzManxCoN8EKAjzX6Tc=/1024x0/smart/i1099741.jpeg" alt="" caption="true" data-ivi="pxqz"> <figcaption>Os discos ajudaram a Sony a vencer a Nintendo na era do primeiro PlayStation (Divulgação/Sony)</figcaption> </figure> <p>De acordo com a direção da empresa, na fábrica em Thalgau, <strong>já foram investidos € 30 milhões na nova tecnologia para a fabricação de microlentes ópticas</strong>. "Micro Optics é uma miniaturização de sistemas e elementos ópticos e serve para focar e direcionar a luz no menor espaço possível. Uma aplicação seria, por exemplo, a seta de um veículo projetada no asfalto", conta o diretor de "Micro Optics" da Sony DADC, Markus Streibl.</p> <h2>Última fábrica de discos de PlayStation?</h2> <p>Uma reportagem do The Verge aponta que <strong>a fábrica de discos da Sony de Thalgau é a última instalação onde eram produzidas as mídias físicas para o PlayStation</strong>. A matéria aponta que a cidade não somente abriga a fábrica, como também "é onde fica a sede da divisão de fabricação de discos".</p> <p>A Sony fabricou discos nos Estados Unidos por décadas. No início, a fábrica era em Terre Haute, no estado de Indiana, e mais tarde expandiu para o estado de Nova Jersey. Esta última fábrica foi fechada em 2011, enquanto as instalações em Indiana foram movidas para Thalgau em 2022.</p> <p><iframe src="//player.vimeo.com/video/1038241589?title=0&amp;byline=0" width="425" height="350" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p>O The Verge também notou que um vídeo de bastidores da fábrica já apontava que a fábrica mudaria seu foco para microlentes ainda em 2024.</p> <h2>Sony não voltará atrás na decisão das mídias físicas do PlayStation</h2> <p>A decisão de mudar totalmente a produção de sua aparentemente última fábrica de discos aponta que a Sony <strong>já tomou a decisão de abandonar de vez a mídia física para seus consoles</strong>.</p> <p>Apesar disso, o <a href="https://canaltech.com.br/games/plano-do-playstation-para-abolir-midias-fisicas-revolta-industria-dos-games/">plano do PlayStation para abolir mídias físicas gerou revolta na indústria dos games</a>. Varejistas, analistas, portais de imprensa, executivos, desenvolvedoras e, principalmente, jogadores têm criticado duramente a decisão da Sony. <strong>Vários fãs da marca iniciaram petições no Change.org, que agora conta com mais de 34 mil assinaturas</strong>.</p> <p>Obviamente, <strong>a Sony pode voltar atrás em algum momento se acreditar que ainda vale a pena investir no mercado</strong>, seja mudando os planos para Thalgau, tercerizando a fabricação ou até investir em novas instalações. Emboras readequação da fábrica de discos em Thalgau não é necessariamente um ponto irreversível, mas é um claro aceno ao distanciamento da empresa deste segmento.</p> <p>Leia a matéria no <a href="https://canaltech.com.br/games/o-fim-dos-discos-sony-fecha-ultima-fabrica-de-midias-fisicas-do-playstation/">Canaltech</a>.</p>
  3. PS5 Digital + Astro Bot e Gran Turismo 7 em oferta na Amazon até 12x sem juros

    Fri, 03 Jul 2026 13:40:00 -0000

    <p><img src="https://t.ctcdn.com.br/gOyGlusL1Hf4T5d0ZbdoiZ8Ix1k=/700x394/smart/i1140139.jpeg"></p> <p>Você está esperando a oportunidade certa para garantir o seu videogame de última geração? Com os aumentos de preços recentes no mercado de tecnologia, encontrar um desconto real virou raridade.</p> <p>A boa notícia é que a <a href="https://canaltech.com.br/empresa/amazon/">Amazon</a> acabou de derrubar o preço do <strong><a href="https://canaltech.com.br/produto/sony/playstation-5/">PlayStation 5</a> Slim Digital</strong> em um combo imperdível com dois grandes jogos, <strong>Astro Bot</strong> e <strong>Gran Turismo 7</strong>. Essa é a chance perfeita de realizar o seu sonho e transformar a sua sala em uma verdadeira arena gamer antes que o estoque acabe.</p> <p><a href="https://ofertas.canaltech.com.br/console-playstation-r-5-edicao-digital-825-gb-astro-bot-4-e-gran-turismo-7-2-cupons-pix/?utm_source=ctup" target="_blank" rel="sponsored">Compre o PS5 Edição Digital na Amazon em até 12 vezes de R$ 298,07 com o cupom PS5PRIME</a></p> <p>-<br>Entre no <a href="https://canalte.ch/whatsapp-canaltech-parceiros" target="_blank">Canal do WhatsApp do Canaltech</a> e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.<br>-</p> <h2>Como é o PlayStation 5 Slim Digital</h2> <p>Esqueça a demora para iniciar suas partidas: o SSD de altíssima velocidade do console elimina quase por completo as telas de carregamento. Você clica no jogo e, em segundos, já está na pista de corrida ou explorando novos mundos. É a tecnologia trabalhando para você<strong> aproveitar cada minuto</strong> do seu tempo livre.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/47w0g5pGm1EnW4MBCmmrZfSNudw=/1024x0/smart/i912983.png" alt="" caption="true" data-ivi="nj9t"> <figcaption>PS5 Slim Digital oferece alta velocidade para maior aproveitamento dos jogos (Imagem: Canaltech).</figcaption> </figure> <p>A imersão que esse console oferece vai além dos olhos. O controle DualSense faz você sentir o jogo de verdade na palma das mãos. Com o feedback tátil e os gatilhos adaptáveis, você sente a resistência do pedal de freio ao fazer uma curva fechada em Gran Turismo 7, ou as diferentes texturas dos cenários em Astro Bot.</p> <p>Esta versão é a Slim Digital, feita para quem busca <strong>praticidade</strong> e um <strong>visual mais limpo</strong> na estante. Toda a sua biblioteca fica salva na sua conta, sem necessidade de caixinhas ocupando espaço. O melhor de tudo é que o pacote já acompanha dois jogos de peso inclusos, garantindo diversão imediata assim que você ligar o aparelho na tomada.</p> <h2>Vale a pena comprar o PlayStation 5 Slim Digital?</h2> <p>Para quem é gamer de verdade, vale cada centavo. Quem já garantiu o console destaca que o salto de desempenho é ótimo, entregando gráficos espetaculares e fluidez total. Diante da alta de preços que o setor de hardware sofreu recentemente, garantir esse combo por um valor menor que o original é uma <strong>oportunidade única</strong>.</p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1BU4VXofbQk?rel=0&amp;hd=0" width="640" height="385" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"> </iframe></p> <p>Fique atento apenas ao fato de que este modelo não aceita mídias físicas, rodando apenas jogos digitais adquiridos na loja oficial da <a href="https://canaltech.com.br/empresa/sony/">Sony</a>. Se você preza pela velocidade de baixar seus jogos direto da internet e quer economizar muito agora, essa oferta é sob medida para o seu bolso. </p> <p><a href="https://ofertas.canaltech.com.br/console-playstation-r-5-edicao-digital-825-gb-astro-bot-4-e-gran-turismo-7-2-cupons-pix/?utm_source=ctup" target="_blank" rel="sponsored">Aproveite o desconto na Amazon e compre o seu PS5 com o cupom PS5PRIME </a></p> <p>Leia a matéria no <a href="https://canaltech.com.br/games/ps5-digital-astro-bot-e-gran-turismo-7-em-oferta-na-amazon-ate-12x-sem-juros/">Canaltech</a>.</p>
  4. Fim da mídia física no PlayStation: o que muda para você?

    Thu, 02 Jul 2026 20:55:00 -0000

    <p><img src="https://t.ctcdn.com.br/AhiuwWrimGkB5YyPk9KBkVUpIqU=/700x394/smart/i1088663.jpeg"></p> <p>A <a href="https://canaltech.com.br/games/playstation-decreta-o-fim-das-midias-fisicas-com-contagem-regressiva/"><strong>Sony Interactive Entertainment</strong> anunciou, de surpresa, o fim da produção de discos físicos para os consoles <strong>PlayStation</strong></a>. A medida, que será válida a partir de 2028, deixou um sabor amargo e coloca em risco uma cultura que existe há mais de 50 anos.</p> <p>Porém, o que isso significa? A decisão da gigante japonesa atravessa as marcas e define uma abordagem inédita para o mercado — o que pode impactar os jogadores de várias formas diferentes, sejam donos de um PS5, sejam de outras plataformas.</p> <p>Mais do que falar que foi apenas uma “decisão ruim”, o cenário tem o potencial de mudar negativamente a forma como os consumidores se relacionam com seus jogos. A pergunta é: <strong>estamos prontos para o que está por vir?</strong></p> <p>-<br>Entre no <a href="https://canalte.ch/whatsapp-canaltech-parceiros" target="_blank">Canal do WhatsApp do Canaltech</a> e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.<br>-</p> <p>Nós do <strong>Canaltech</strong> te contamos as consequências que podem surgir da escolha da <a href="https://canaltech.com.br/empresa/sony/">Sony</a> de encerrar em definitivo as mídias físicas no PlayStation — algo que <a href="https://canaltech.com.br/games/fim-dos-discos-xbox-tambem-testa-conversao-para-jogos-digitais/">a <strong>Microsoft</strong> também testa para o próximo <strong>XBOX</strong></a>. Confira abaixo:</p> <h2>O fim das mídias físicas</h2> <p>A eliminação dos jogos em discos já é uma “jogada ensaiada” há muitos anos. Os números dos games digitais crescem cada vez mais ano a ano, o que tem levantado o debate com frequência dentro da comunidade e da indústria.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/7UplcOHM0MD7XBLns_adeXBOyL0=/1024x0/smart/i1088831.png" alt="Imagem da PlayStation Store" caption="true" data-ivi="pt7h"> <figcaption>Os jogos digitais mostram um crescimento cada vez maior, ano após ano (Imagem: Divulgação/PlayStation)</figcaption> </figure> <p>Após a pandemia, isso se tornou uma constante e gerou diversos temores entre os gamers. O anúncio de <strong>Alan Wake 2</strong> apenas no formato digital foi um dos primeiros grandes baques que os fãs sofreram neste sentido, decisão que foi revertida pela <strong>Remedy Entertainment</strong> depois para evitar desconforto.</p> <p>Em 2025, o <strong><a href="https://canaltech.com.br/produto/nintendo/switch/">Nintendo Switch</a> 2</strong> foi lançado com uma estratégia única — os <a href="https://canaltech.com.br/games/game-key-card-entenda-a-maior-polemica-do-nintendo-switch-2/"><strong>Game-Key Cards</strong></a>. Alguns cartuchos não conteriam mais os jogos, mas sim a sua chave de ativação. O título, propriamente dito, seria baixado diretamente no console.</p> <p>A situação piorou quando testes foram realizados na plataforma, o que indicou uma situação mais delicada: o desempenho dos games no cartucho era pior do que o visto nas versões armazenadas na memória interna. </p> <p>Ainda que tivesse gerado alguns debates online, a Big N não fez absolutamente nada a respeito disso e o público seguiu com este sabor amargo. O que realmente abalou as estruturas foi <a href="https://canaltech.com.br/games/bizarro-edicao-fisica-de-gta-6-nao-vai-vir-com-disco-entenda-por-que/">o anúncio de que <strong>GTA 6</strong> adotaria o formato digital</a> e até os encartes físicos trariam só um código para o download.</p> <p>Eles podem apenas ter se antecipado ao anúncio da Sony, mas também há chance de o sucesso da pré-venda da <strong>Rockstar</strong> ter motivado a companhia a acelerar sua declaração. Este detalhe ainda segue incerto.</p> <p>Com o PlayStation e, possivelmente, o XBOX também sem discos físicos, apenas a Nintendo seguirá o legado do que começou com o <strong>Fairchild Channel F</strong> — em 1972. O que devemos nos perguntar é: até quando isso continuará assim? </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/aVXBb-geeBCWQxMEq3sPKqfByNQ=/1024x0/smart/i995039.jpeg" alt="Imagem de PS5, XBOX Series e Switch 2" caption="true" data-ivi="okz5"> <figcaption>Esta geração pode ser a última a seguir o legado do Fairchild Channel F (Imagem: Reprodução/Canaltech)</figcaption> </figure> <h2>O que muda para os jogadores</h2> <p>Seja um colecionador ou alguém que já compra apenas mídias digitais, a decisão da Sony pode e vai impactar a todos. Isso pode gerar diversos problemas, que você pode conferir abaixo:</p> <h3>Uma licença, não propriedade</h3> <p>Caso ainda não saiba, os jogos comprados diretamente nas plataformas não são seus. Você paga por uma licença, que permite baixá-lo e jogá-lo. Diferentemente dos discos, se o estúdio ou a própria Sony quiser removê-lo em definitivo, você ficará na mão.</p> <p>Exemplos existem aos montes. <a href="https://canaltech.com.br/games/hideki-kamiya-encurrala-kojima-se-ele-nao-fizer-um-novo-pt-eu-faco/">A demo <strong>P.T.</strong></a>, por exemplo, é inacessível mesmo para quem resgatou o conteúdo enquanto ela estava disponível. <strong>Concord</strong> e o primeiro <strong>The Crew</strong> foram tomados da biblioteca dos jogadores, mesmo contra a vontade deles.</p> <p>Quem garante ao consumidor que aquilo que é pago hoje continuará ativo daqui a 10 ou 15 anos? A menos que você tenha seu lar roubado ou aquele amigo nunca devolva o seu disco emprestado, as mídias físicas continuarão a ser suas — independentemente do tempo que passe.</p> <h3>O mercado de seminovos em risco</h3> <p>Comprar jogo é caro. Todos sabemos que pagar R$ 400 ou mais em um lançamento não faz tão bem para a carteira, principalmente para quem ganha um salário mínimo ou os boletos cobram mais do que a remuneração acompanha. </p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/otnny0G5aBpxt8wF8qfJkN4uItE=/1024x0/smart/i1137341.jpeg" alt="Imagem de GTA 6" caption="true" data-ivi="qddv"> <figcaption>GTA 6 é um dos grandes lançamentos que custa mais de R$ 400 (Imagem: Reprodução/Rockstar)</figcaption> </figure> <p>Para esses casos, <strong>o mercado de seminovos</strong> reforça a paixão de muita gente. Se você esperar um mês, já é possível encontrar aquele game tão esperado por valores abaixo da faixa. Porém, de que forma você revenderá ou comprará usados quando eles não existem mais?</p> <p>Além de auxiliar quem busca se divertir enquanto paga por menos, o aspecto é uma verdadeira “mão-na-roda” para te fazer recuperar o dinheiro investido e comprar outro título que também quer jogar. Você paga, curte, revende e parte disso pode usar para adquirir o “próximo” — o que cria um ciclo saudável.</p> <p>Sem discos, nada disso será possível. Além de não permitir que você revenda, não conseguirá sequer emprestar um game para um amigo curtir (ao menos dentro das normas atuais do PlayStation e do XBOX). Na prática, esqueça aquela comunidade que foi cultivada por tanto tempo para ajudar os jogadores.</p> <h3>Monopólio de preços</h3> <p>Quando um título é lançado, você encontrará ele por um preço específico nas lojas digitais. Porém, há opções em muitos locais físicos com facilidades maiores: parcelamento mais extenso, entrega rápida, uso de cupons, entre várias outras práticas.</p> <p>Deste modo, você não apenas escolhe quanto vai pagar, mas como isso será feito para aproveitar as oportunidades ao máximo. Se o mercado se tornar exclusivamente digital, quem determinará os valores e condições é apenas uma empresa.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/-FqI7ecyPwEVyb4F1KtwQV-y1gI=/1024x0/smart/i1073643.png" alt="Imagem da PS Store" caption="true" data-ivi="pnmz"> <figcaption>A PS Store deterá o único lugar que poderá comprar um jogo de PlayStation (Imagem: Reprodução/Sony)</figcaption> </figure> <p>Em outras palavras, é a Sony quem ditará o preço da <strong>PlayStation Store</strong> e mais ninguém. Você só conseguirá jogar determinado título se pagar a quantia pré-estabelecida por eles — seja ela qual for. Consegue compreender o risco que isso traz?</p> <p>O monopólio de vendas sempre prejudicou o mercado, independentemente de qual seja. Ele centraliza operações, dificulta a busca dos consumidores por opções viáveis e abriga movimentos que visam o benefício das grandes empresas em vez daqueles que podem dar um apoio maior aos consumidores.</p> <h3>O grande problema dos preços</h3> <p>A questão do monopólio implica diretamente nos preços, já que se apenas um lugar estabelece os valores, ele literalmente pode vender os produtos no montante que preferir. Isso é o precedente que mais alarma antes de vermos uma plataforma “inflada”.</p> <p>No cotidiano, <strong>pode esperar para ver um aumento expressivo nos jogos</strong>. Pode não ocorrer de imediato, mas é irrefreável: a partir do momento que eles controlarem todo o mercado em sua loja digital, veremos cobranças cada vez maiores com o passar do tempo.</p> <p>Somado aos <a href="https://canaltech.com.br/games/mesmo-jogo-precos-diferentes-preco-dinamico-da-ps-store-chega-ao-ps5-no-brasil/">preços dinâmicos, que oferecem valores diferentes para cada usuário</a>, isso é a receita perfeita para um desastre. Não é possível imaginar uma hipótese positiva com a combinação destas características, ao menos não para o nosso bolso.</p> <h3>PS6 sem leitor de disco</h3> <p>Com a crise das memórias RAM, muito se questiona onde que a Sony vai cortar custos para produzir o PS6. Com o anúncio recente, parece que a história se desenhou sozinha: <strong>quem vai embora é o leitor de disco</strong>, já que a próxima geração não contará com os jogos em mídia física.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/MqQSHuHol7YwoAj9xH0mX5MDlfk=/1024x0/smart/i1063149.png" alt="Imagem do PlayStation 6" caption="true" data-ivi="pj73"> <figcaption>Um PlayStation 6 sem leitor de disco parece cada vez mais real (Imagem: Reprodução/Gemini)</figcaption> </figure> <p>Além de exterminarem a opção para os gamers, isso também impede que tenha um dos melhores reprodutores de blu-ray — espaço que o <a href="https://canaltech.com.br/produto/sony/playstation-4/">PlayStation 4</a> e o PS5 assumiram com tranquilidade no mercado.</p> <p>Este não é o único problema que isso traz. Quem segue na família de hardwares desde o PS4, lembra que inicialmente muita gente era adepta de comprar o encarte e ter o título em sua estante. Estes migraram para a atual geração com o leitor, para aproveitar sua coleção.</p> <p>Agora, nem isso será possível: sem um acessório do tipo, muitos verão seus discos ficarem sem uso. De que adianta a retrocompatibilidade se você não terá onde reproduzir uma parte dos seus jogos na próxima geração? Pois é, quem se manteve na PlayStation não receberá benefícios.</p> <h3>Fechamento de lojas físicas</h3> <p>Não escuta sobre elas há algum tempo, não é? Mas elas existem e continuam a vender games em cidades pequenas ou fora dos grandes centros metropolitanos. Para muitos, é o único lugar que podem contar para trazer seus lançamentos e grandes experiências.</p> <p>Seu mercado tem sido reduzido a cada ano, mas com a adesão da Sony e Microsoft exclusivamente para as mídias digitais, elas têm dois caminhos: mudar de atividade ou fechar as portas. Isso pode acabar com empregos diretos e indiretos, assim como prejudicar toda uma cadeia de produção.</p> <p>Pense que isso vai das fábricas às distribuidoras, até as transportadoras e lojas físicas, para ter uma ideia do “rombo” que pode provocar. Isso sem falar em importadoras, afiliados das marketplaces que buscam promoções e outros que terão de encontrar alternativas para ganhar o pão de cada dia. </p> <h3>Preservação em risco</h3> <p>Jogos como <strong>Concord</strong>, <strong>Highguard</strong>, <strong>The Crew</strong> e vários outros estão perdidos para sempre. Imagina você ter algo e, subitamente, não possuir mais aquele produto? Com os discos, ele pode arranhar ou até parar de funcionar, mas ninguém pode tirá-los de suas mãos. Porém, com os títulos digitais, isso é comum até demais.</p> <p>As plataformas podem incluir e excluir jogos, tirá-los de seus catálogos, impedir novos downloads e o que mais puder pensar. Além disso, eles podem encerrar as atividades e você que gastou centenas ou milhares de reais ficaria de mãos abanando. Só lembrar que <strong>a própria Sony removerá o acesso a filmes comprados em breve</strong>.</p> <figure class="image"><img src="https://t.ctcdn.com.br/pVYGg76D7O_igjEH73lO6GGE94c=/1024x0/smart/i1097217.png" alt="Imagem de Highguard" caption="true" data-ivi="pwqx"> <figcaption>Sem disco, jogos vão surgir e desaparecer de acordo com a vontade dos estúdios e fabricantes (Imagem: Divulgação/Wildlight Entertainment)</figcaption> </figure> <p>Em outras palavras, tudo o que você compra nas plataformas é uma empresa — que visa apenas seu próprio lucro — que tomará conta. Se um dia a Sony entender que gasta mais do que ganha ao guardar jogo X ou Y em seus servidores, quem perde somos nós.</p> <p>Dito isso, em questão de 10 ou 20 anos muitos games sequer existirão. Sua disponibilidade desaparecerá. Como fica a sua preservação, sem discos? Os jogadores terão de apelar para a pirataria para curtir algo antigo, como vemos com vários títulos atualmente? </p> <h2>O futuro sombrio</h2> <p>A decisão da PlayStation pode, hoje, afetar apenas quem tem um PS5 ou pretende adquirir o <a href="https://canaltech.com.br/produto/sony/playstation-6/">PlayStation 6</a> no futuro. Porém, sempre que uma companhia executa uma estratégia e “funciona”, as demais seguem — isso ocorre com plataformas de streaming também, você bem deve saber.</p> <p>Ou seja, se o plano deles render benefícios, Microsoft e Nintendo podem seguir naturalmente -— sem medo de represálias. Afinal de contas, há precedentes. Já leu o poema “Primeiro eles vieram levar os…” de Martin Niemöller? Aqui podemos vê-lo na prática. Uma hora atinge um, na outra pode atingir você também.</p> <p><strong>Parar de produzir discos físicos é uma ameaça aos jogadores</strong>, em todas as esferas possíveis, mesmo para quem compra apenas digital há um bom tempo e não acha que terá diferenças. Ainda que o futuro pareça sombrio, vale lembrar que a indústria é feita dos consumidores e a voz coletiva geralmente é ouvida. </p> <p>Leia a matéria no <a href="https://canaltech.com.br/games/fim-da-midia-fisica-no-playstation-o-que-muda-para-voce/">Canaltech</a>.</p>